Mais de 40 empresas do setor sucroenergético já fecharam as portas e outras 15 indicam encerramento das atividadesO setor sucroenergético segue em crise, empresas estão fechando as portas e encerrando as atividades. A maioria pressionada pela Política de Combustível do governo, que segura o preço da gasolina e impede o aumento do álcool. Nos últimos anos cerca de 40 usinas fecharam as portas e outras 15 já indicam o encerramento das atividades ou funcionamento a partir de pedidos de recuperação judicial. Se reunir a capacidade de moagem de todas essas empresas juntas, 50 milhões de toneladas de cana anuais deixarão de serem processadas, o que também representa a extinção de milhares de postos de trabalho.
Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, um dos principais polos de produção de cana-de-açúcar do país, os equipamentos estão velhos e os galpões destelhados. Em uma das usinas da região, o mato nasceu e cresceu sobre as caçambas que eram usadas no período de produção.
– A empresa já quebrou e não tem mais futuro. Esse governo, na história, vai ser lembrado como o que enterrou de vez um programa de energia alternativa do pais – lamenta o empresário, Maurílio Biagi.
A falta de competitividade do etanol em relação à gasolina é apontada como o principal fator que desencadeou a crise no setor. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar passou a ser desvantajoso e pouco remunerador. Os produtores e usinas que moem a cana, amargam a disparidade nos últimos quatro anos.
– Quando foi quebrada a paridade do álcool e gasolina, foi decretado o fim do etanol. Até acharam que poderia ser resolvido, mas, hoje, já não estamos mais numa crise, estamos num desmonte do álcool no Brasil – enfatiza Biagi.
Na safra de 2013/2014, a situação se agravou e o setor enfrentou a falta de chuvas nas principais regiões produtoras, o que fez com que a produção da cana fosse prejudicada, reduzindo a oferta de produto no mercado e aumentando o prejuízo dos produtores. Para o diretor de agronegócio Itaú BBA, Alexandre Enrico Figliolino, falta atitude do governo para tentar salvar o setor de cenários ainda piores nos próximos anos, que podem ser agravados, caso aconteçam novas estiagens.
Com a crise, a dependência das empresas, sobretudo ao governo aumentou o que também prejudicou a autonomia dos grupos. Segundo o diretor de da KPMG, Martiniano Cunha Lopes, existe falta infraestrutura nas usinas, onde não se tem planejamento ou sucessão.
Segundo Biagi, o fechamento das empresas vai provocar a extinção de cerca de 30 mil postos de trabalho no país.
– Se medirmos o efeito do fechamento das usinas, dos desempregos, da quebra de atividade, da importação de produtos que não serão mais feitos aqui, o impacto é de bilhões e bilhões – salienta Biagi.
As esperanças do setor agora estão depositadas na Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético, que luta para tentar recuperar as atenções para a crise das indústrias e impacto social que já soma mais de 150 mil empregos a menos no campo. Para a próxima safra, Lopes diz que o setor deve permanecer no vermelho, mesmo com as tentativas de recuperação, e a quebra em produção por falta de investimentos em itens fundamentais como adubação vão refletir na qualidade do produto.
Wllyssys Wolfgang
Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, um dos principais polos de produção de cana-de-açúcar do país, os equipamentos estão velhos e os galpões destelhados. Em uma das usinas da região, o mato nasceu e cresceu sobre as caçambas que eram usadas no período de produção.
– A empresa já quebrou e não tem mais futuro. Esse governo, na história, vai ser lembrado como o que enterrou de vez um programa de energia alternativa do pais – lamenta o empresário, Maurílio Biagi.
A falta de competitividade do etanol em relação à gasolina é apontada como o principal fator que desencadeou a crise no setor. O combustível produzido a partir da cana-de-açúcar passou a ser desvantajoso e pouco remunerador. Os produtores e usinas que moem a cana, amargam a disparidade nos últimos quatro anos.
– Quando foi quebrada a paridade do álcool e gasolina, foi decretado o fim do etanol. Até acharam que poderia ser resolvido, mas, hoje, já não estamos mais numa crise, estamos num desmonte do álcool no Brasil – enfatiza Biagi.
Na safra de 2013/2014, a situação se agravou e o setor enfrentou a falta de chuvas nas principais regiões produtoras, o que fez com que a produção da cana fosse prejudicada, reduzindo a oferta de produto no mercado e aumentando o prejuízo dos produtores. Para o diretor de agronegócio Itaú BBA, Alexandre Enrico Figliolino, falta atitude do governo para tentar salvar o setor de cenários ainda piores nos próximos anos, que podem ser agravados, caso aconteçam novas estiagens.
Com a crise, a dependência das empresas, sobretudo ao governo aumentou o que também prejudicou a autonomia dos grupos. Segundo o diretor de da KPMG, Martiniano Cunha Lopes, existe falta infraestrutura nas usinas, onde não se tem planejamento ou sucessão.
Segundo Biagi, o fechamento das empresas vai provocar a extinção de cerca de 30 mil postos de trabalho no país.
– Se medirmos o efeito do fechamento das usinas, dos desempregos, da quebra de atividade, da importação de produtos que não serão mais feitos aqui, o impacto é de bilhões e bilhões – salienta Biagi.
As esperanças do setor agora estão depositadas na Frente Parlamentar do Setor Sucroenergético, que luta para tentar recuperar as atenções para a crise das indústrias e impacto social que já soma mais de 150 mil empregos a menos no campo. Para a próxima safra, Lopes diz que o setor deve permanecer no vermelho, mesmo com as tentativas de recuperação, e a quebra em produção por falta de investimentos em itens fundamentais como adubação vão refletir na qualidade do produto.
Wllyssys Wolfgang