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Padua, da Unica, apresenta sua perspectiva para a safra 2017/18

padua unica 080814Perspectiva para a próxima safra ganha contornos mais definidos com a recente posição do diretor técnico da Unica, associação que reúne as principais usinas sucroenergéticas do Centro-Sul

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A safra 2017/18 de cana-de-açúcar no Brasil, que começa oficialmente em abril, está cercada de dúvidas. As poucas previsões que já saíram sugerem uma variação na moagem que vai de 567 a 612 milhões de toneladas para o Centro-Sul, principal região produtora do Brasil.

Uma visão mais clara começa a aparecer com novas previsões e análises dos agentes do setor. Neste sentido, a perspectiva para a próxima safra ganha contornos mais definidos com a recente posição do diretor técnico da Unica, associação que reúne as principais usinas sucroenergéticas do Centro-Sul.

Antonio de Padua Rodrigues apresentou uma visão do que ele espera para a safra 2017/18, incluindo perspectivas para o campo e para as usinas. A visão dele deve determinar as apostas da Unica (realizadas normalmente entre março e abril) e influenciar as estimativas das consultorias e bancos do setor.

A safra 2017/18 de cana-de-açúcar no Brasil, que começa oficialmente em abril, está cercada de dúvidas. As poucas previsões que já saíram sugerem uma variação na moagem que vai de 567 a 612 milhões de toneladas para o Centro-Sul, principal região produtora do Brasil.

Uma visão mais clara começa a aparecer com novas previsões e análises dos agentes do setor. Neste sentido, a perspectiva para a próxima safra ganha contornos mais definidos com a recente posição do diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, representante da associação que reúne as principais usinas sucroenergéticas do Centro-Sul.

A visão dele deve determinar as apostas da Unica (realizadas normalmente entre março e abril) e influenciar as estimativas das consultorias e bancos do setor.

A perspectiva que o diretor oferece para 2017/18 é de uma queda na moagem em comparação com 2016/17. “Teremos uma safra com uma oferta menor de cana, mas há a perspectiva de mantermos a mesma produtividade da safra passada”, afirmou o diretor em entrevista ao Canal Bioenergia.

O diretor não fala em números, mas a temporada atual, com poucas usinas moendo, está em 593,2 milhões de toneladas.

Após anos com renovação abaixo do ideal, a idade média dos canaviais continua aumentando no Centro-Sul, o que deve ter forte efeito negativo na safra 2017/18. "Serão os [canaviais] mais velhos dos últimos anos", garante Padua.

De acordo com ele, nas últimas temporadas, a área de plantio foi reduzida, principalmente a área de cana de 18 meses. A renovação dos canaviais só acontecerá para manter o que já existe, mas, ainda assim, ele espera uma redução na idade média.

“[Com o tempo], o canavial foi envelhecendo e a área de colheita foi aumentando. Em 2017 pode acontecer o contrário. Tem-se um contingente maior de plantio, só que em curto prazo terá uma redução na área de colheita na safra 2017/2018”, analisa, observando mais um fator que deve influenciar na menor oferta de cana.

Além disso, entre os motivos que levarão à queda no processamento em 2017/2018 está a ausência da cana bisada. A perspectiva é que não haverá uma área expressiva com cana que deixará de ser colhida neste ciclo (2016/17) para ser colhida na próxima safra.

Isso deverá ter forte impacto negativo sobre o volume da matéria-prima que será processado em 2017/18, já que o início safra atual foi inflado por um volume elevado de cana bisada da temporada anterior (2015/16).

Sobre a safra que está acabando, Padua mostrou sua frustração, que acabará influenciando a temporada que começa em abril. “Tivemos a questão do envelhecimento do canavial, o aumento da incidência de doenças e pragas, a forte estiagem no início da safra e as geadas. Esses fatores fizeram com que o setor perdesse uma oferta de cana na ordem de 40 milhões de toneladas”, destaca o diretor da Unica.

“A produção de açúcar não deve crescer devido à redução de oferta de matéria-prima” - Antonio de Padua Rodrigues

Assim, embora a perspectiva não seja exatamente positiva para 2017/18, o retorno dos investimentos no setor pode mudar o quadro no médio prazo. “Uma vez que as empresas vão voltar a investir em cana de 18 meses, isso sem dúvida vai trazer uma recuperação da produtividade agrícola e gerará efeitos para a safra 2018/2019”, afirma.

Preços continuam vantajosos

Um fator positivo que deve se manter na próxima temporada é o preço do açúcar, atualmente em patamares remuneradores. Mesmo diante de uma menor oferta de cana, o açúcar continua como um produto forte, acredita Padua. “A produção de açúcar não deve crescer devido à redução de oferta de matéria-prima”, ressalta.

Na última safra, 46% da cana região Centro-Sul foi destinado para a fabricação do adoçante.

No caso do etanol, o destaque da temporada ficará por conta do anidro, conforme indica o diretor da Unica: “Espera-se que se mantenha a produção ou que tenha um pequeno incremento. Já a oferta de etanol hidratado deve ser reduzida”.

Em resumo, ele aponta que os preços deverão permanecer iguais ou ficarem um pouco acima em relação aos da safra 2016/2017. Porém, os valores ainda dependerão da política de preços da gasolina no mercado interno. “Mas as perceptivas são altamente positivas”, acrescenta.

Endividamento

Com a perspectiva positiva de preços, acrescenta Padua, a situação do endividamento das usinas tende a melhorar. Outro fator importante é o aumento de produtividade, que deve gerar redução dos custos de produção.

Olhando para as safras futuras, o diretor reforça o otimismo. “Não temos o potencial de trabalhar com 75 a 77 toneladas de cana por hectare, mas com uma média de 85. Temos ganhos de produtividade, com uma safra mais curta, com maior concentração da qualidade da matéria-prima”, defende.

O diretor acredita que, com a recuperação do rendimento agrícola, possíveis aumentos nos custos podem ser neutralizados com uma melhora nas margens de lucro.

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Com informações do Canal Bioenergia

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