Há um ano, o governo reconheceu que o Brasil não teria condições de atender a demanda gasolina com combustível nacional e, até 2023, o problema cresceria de forma expressiva e preocupante.
À época, após reconhecimento público da existência de um buraco na oferta, apenas duas possibilidades para resolução do problema apareceram: a importação de gasolina e aumento significativo da produção de etanol.
Se o Brasil for honrar o compromisso assumido na COP 21, precisaremos chegar em 2030 tendo que produzir 50 bilhões de litros de etanol.
Posteriormente o governo amenizou a situação, mas o potencial déficit de combustíveis no mercado interno continuou. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao MME, inclusive já admite que a importação de gasolina ficará acima de 10% da demanda total daqui seis anos, nível de dependência internacional considerado preocupante pelo próprio governo.
Além disso, se o Brasil for honrar o compromisso assumido na COP 21, precisaremos chegar em 2030 tendo que produzir 50 bilhões de litros de etanol.
É sobre esses desafios e oportunidades para o etanol nacional que um dos sócios da FG/Agro, Willian Orzari Hernandes, falará no próximo dia 28 de junho, no NovaCana Ethanol Conference. Economista, o consultor e sócio da FG/Agro atua desde de 2007 na estruturação financeira de projetos de investimentos junto a bancos de desenvolvimento nacionais e internacionais, além de bancos comerciais.
A FG/Agro, que atua há mais de 10 anos no setor sucroalcooleiro, está bem posicionada entre os principais assessorias financeiras atuantes no mercado brasileiro. Segundo dados da empresa, que tem entre seus clientes as principais usinas do setor, as operações realizadas pela FG/Agro somaram mais de R$ 5 bilhões nos últimos quatro anos.
Hernandes destacou no início do ano que o setor vive uma confluência de ciclos positivos tanto para o açúcar e o etanol, fato que não ocorria desde a safra 2005/06. “Foi justamente nessa época, que emergiu o "boom" de investimentos em etanol no país, que atraiu milhões de dólares de empresas nacionais e principalmente estrangeiras para construção de novas usinas de cana-de-açúcar no país”.
Assim, o ciclo positivo atual pode ser o início de uma fase pujante para o setor e o sócio da FG/Agro desenvolverá este e outros temas durante sua palestra no final deste mês em São Paulo.
- Produção em função do cenário de açúcar e investimentos setoriais
- Potencial déficit de combustíveis no mercado interno
- Condições de preço e mercado potencial acima da barreira dos 70% de paridade
Por: Willian Orzari Hernandes, FG/Agro
Data: 28 de junho às 9h40
Local: São Paulo (SP) – Hotel Tivoli Mofarrej
A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.
novaCana.com