Viler Janeiro:

O futuro da tecnologia canavieira está no etanol celulósico

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Viler Janeiro:

O futuro da tecnologia canavieira está no etanol celulósico

“Pretendemos implantar o etanol celulósico em qualquer usina que tenha etanol de primeira geração. A nossa ideia é trazer de forma econômica e sustentável a biomassa que hoje não é utilizada”.


NovaCana - Publicado: 20 Jun 2016 - 11:13

A declaração acima foi dita em abril de 2013 pelo gerente de desenvolvimento estratégico industrial do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Jaime Finguerut. Três anos depois, a meta continua válida – e a expectativa é que o projeto de etanol celulósico do CTC entre em escala comercial até 2018.

Os trabalhos para o desenvolvimento do etanol celulósico a partir de biomassa, bagaço e palha da cana tiveram início em 2006 e, atualmente, o centro possui uma planta de demonstração, com capacidade de 3 milhões de litros, anexa à Usina São Manoel, no munícipio paulista de mesmo nome.

Essa experiência proporcionou não apenas conhecimento técnico sobre o assunto, mas também gerou bagagem para o desenvolvimento de expectativas condizentes com o avanço do processo de produção do E2G. Para falar sobre essa tecnologia, o NovaCana Ethanol Conference, evento que acontece nos dias 27 e 28 de junho, receberá o diretor de negócios do CTC, Viler Janeiro.

Ele participará do painel O Desenvolvimento do Etanol Celulósico em Larga Escala, na companhia do vice-presidente de negócios da Granbio, Alan Hiltner, e do diretor executivo da Raízen, Antonio Alberto Stucchi. Após as palestras, os três participarão de um debate moderado pelo diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Paulo Mazzafera.

 

Palestra: Etanol celulósico e o futuro da tecnologia canavieira

Por: Viler Janeiro
Data: 28 de junho às 14h50
Local: Hotel Tivoli - Mofarrej

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Produção integrada de etanol de primeira e segunda geração

O CTC não está sozinho em acreditar na estratégia da produção de etanol celulósico em usinas que já atuam com o biocombustível convencional. Esta opção tem a signifitiva vantagem de exigir investimentos mais leves de capital.

Um estudo sobre as usinas de E2G pelo mundo elaborado pela Lux Research, uma empresa de consultoria com base em Boston nos EUA, exemplifica essas tendências com a Quad County Corn Processors (QCCP) e a Edeniq, que optaram por escalas menores do biocombustível. “Ambas produzem etanol celulósico integrando seus equipamentos às já existentes plantas de etanol de primeira geração, aproveitando a infraestrutura existente e reduzindo o investimento de capital necessário”, apresenta o estudo.

Projeções: Produtores de biocombustível celulósico 2016

A EPA excluiu a Raízen das projeções para 2016, por isso a usina de E2G da empresa não integra a tabela acima. Mais detalhes na reportagem EUA lista projetos de etanol celulósico pelo mundo e exclui a Raízen de projeção para 2016.

Essa carga menor por investimentos se torna mais importante a medida que a indústria percebe que a nova tecnologia deve demorar para trazer retornos financeiros. No entanto, o menor risco da produção em uma escala mais baixa também pode implicar em menores ganhos futuros.

Em 2014, o CEO da Beta Renewables, Guido Ghisolfi (in memoriam), mostrou como o etanol de segunda geração poderia ser lucrativo. Ele apresentou uma fórmula simples para identificar o custo de produção por tonelada do renovável em dólares em países como Brasil, China, Estados Unidos e França.

“No Brasil, o custo do etanol em espécie é zero, e o que você ganha é o seu Ebtida depois de contabilizar seu Capex”, afirmou. O infográfico produzido pelo novaCana resume o raciocínio da Beta Renewables:

A matemática por trás do etanol celulósico

A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

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