Apenas em 2024, as usinas de etanol de milho produziram 8,19 bilhões de litros – um crescimento expressivo, 30% acima da safra anterior e quase cem vezes mais do que há uma década. O mercado não mostra sinal de desaceleração, pelo contrário: segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), o setor deve alcançar a marca dos 10 bilhões de litros ainda esse ano. Em 2032, as projeções apontam para 19 bilhões de litros, com participação de outros cereais, como sorgo e trigo.
Diante desse cenário, as leveduras, insumo indispensável na produção de etanol de milho, também precisarão acompanhar o ritmo de crescimento. A Novonesis, líder global em biossoluções, já se prepara para garantir o abastecimento às usinas e recentemente dobrou a capacidade produtiva de microrganismos em sua planta, que hoje dedica mais de 50% de sua produção à bioenergia, com destaque para milho e outros grãos.
“Ainda não precisamos usar essa capacidade, mas ela já está disponível. Não ocupamos, nem de perto, todo o potencial da planta, mas pensamos na evolução da bioenergia”, explica o head da planta de leveduras da Novonesis, Diego Camloffski, que segue: “Essa planta não produzia nenhuma enzima ou levedura para atender este setor há quinze anos. De lá para cá, mais da metade da capacidade dela é voltada para atender este mercado”.
Planta de levedura da Novonesis teve capacidade dobrada em 2025; mais da metade será dedicada à bioenergia
Localizada em Araucária (PR), a planta da Novonesis, uma das três no país, ao lado das unidades de Quatro Barras (PR) e Valinhos (SP), recebe apenas um tubinho de ensaio com o microrganismo vindo dos Estados Unidos. A capacidade de produção local garante segurança de suprimento rápido às usinas e ainda permite desenvolver leveduras personalizadas, desde o laboratório até a aplicação nas dornas.
“Ter produção local nos ajuda a levar inovação para o mercado de maneira muito mais rápida e eficiente, sustentando nosso objetivo de apoiar o crescimento da indústria”, Diego Camloffski (Novonesis)
As leveduras da Novonesis são reflexo de mais de 20 anos de pesquisa e evolução contínua, resultando em diversas modificações genéticas para garantir máxima performance. “Nós estudamos as condições de processo dos nossos clientes e desenvolvemos as leveduras. Nosso objetivo é simples: que eles produzam mais etanol com a menor quantidade de matéria-prima e no menor tempo possível”, diz o chefe de bioenergia da empresa, Fabrício Leal Rocha.
Ele destaca ainda que as plantas brasileiras estão entre as mais modernas do mundo em tecnologia e automação. “Pudemos aproveitar toda a curva de aprendizagem dos americanos e trouxemos para cá o que há de mais avançado. A duplicação da planta faz sentido porque as leveduras produzidas aqui também respondem à demanda por máxima eficiência. Além disso, o setor de bioenergia é um dos grandes motores de crescimento da Novonesis”, continua.
A área de serviços técnicos da Novonesis se responsabiliza em dar suporte e solucionar os problemas relacionados ao uso de enzimas e leveduras nas usinas
A fermentação do milho leva em média 60 horas, contra apenas nove a 12 horas no caso da cana, e pode resultar em volumes acima de 5 milhões de litros de etanol por batelada. Para sustentar esse processo, a Novonesis fornece leveduras novas e robustas, sempre no auge do desenvolvimento, representando cerca de 5% do volume da dorna.
Produzidas a partir do microrganismo enviado pela empresa, elas precisam competir por alimento com outros microrganismos e resistir a contaminações comuns, como ácidos ou glicerol, além das impurezas naturais do milho. Segundo Rocha, essa robustez garante estabilidade mesmo em ambientes adversos e permite que os produtores brasileiros, que operam plantas modernas e altamente automatizadas, maximizem seus ativos e acelerem o retorno do investimento, algo ainda mais relevante no atual cenário de juros elevados.
“A biotecnologia representa em torno de 2% a 3% dos custos no processo do cliente. No entanto, uma planta não opera sem esses insumos. Ter fornecimento local dá tranquilidade para o produtor, que terá garantia de fornecimento ao longo do tempo”, Fabrício Leal Rocha (Novonesis)
Ainda segundo o chefe de bioenergia da empresa, o uso de leveduras adequadas pode aumentar a produção de etanol em até 12%.
“Isso ajuda a diminuir o tempo de retorno do investimento em até 10% e aumentar o Ebitda da empresa em 1 ou 2 pontos percentuais, apenas com aumentos de eficiência”, enumera e acrescenta: “São inovações que despertam grande interesse nos investidores, mas capturar este valor demanda adaptações no processo, algo que nosso time técnico tem realizado com grande sucesso para os clientes”.

Executivos da Novonesis detalham os avanços que as leveduras da empresa já passaram ao longo dos anos
Quando ocorrem desvios no processo de fermentação, a Novonesis oferece suporte técnico remoto para analisar dados coletados e identificar falhas. “Os dados entram em um programa de estatística, são tratados, e o técnico consegue olhar os desvios do processo. É possível acompanhar, durante as 60 horas de fermentação, toda a evolução dos açúcares grandes para açúcares menores, até a transformação em etanol”, explica o chefe de bioenergia da empresa.
Se necessário, a equipe também atua presencialmente nas usinas e mantém um programa de visitas regulares, que inclui treinamentos e capacitação de operadores. Esse acompanhamento, segundo o executivo, reforça a prevenção e garante que as leveduras mantenham eficácia e robustez mesmo em ambientes desafiadores.

Eficácia na fermentação e robustez para suportar ambientes insalubres são duas características presentes nas leveduras da empresa de bioenergia, explicam executivos
A Novonesis também tem avançado em pesquisas com sorgo, apontado como uma alternativa relevante para as usinas em regiões onde o regime hídrico não é tão favorável para o milho.
Nestas regiões o grão pode significar um diferencial de rentabilidade para a operação: a empresa apoia seus clientes na definição de quais variedades são as mais atrativas para a indústria, no entendimento da atratividade econômica de cada tipo de sorgo, e também nos ajustes que precisam ser realizados no processo para maximizar os resultados.
Informe publicitário – Novonesis
Fotos: Amanda Rafaela