Com melhora de desempenho operacional, resultado bruto da usina cresce 107,8%, chegando a R$ 442,38 milhões
A Nardini Agroindustrial obteve um resultado recorde na safra 2020/21, com lucro líquido de R$ 235,56 milhões – crescimento de 281% ante os R$ 61,82 milhões do período anterior. Este é o segundo ano consecutivo com aumento no lucro; a última queda ocorreu no ciclo 2018/19, quando a sucroenergética contabilizou R$ 26,48 milhões.
De acordo com dados da Williams Brazil, em 2020, a empresa ocupou a quinta posição no ranking das maiores exportadoras de açúcar por contêiner, tendo ampliado seus despachos em 25,9% e chegado a 145,43 mil toneladas. Já a exportação da commodity por porão de navio foi de 104,75 mil toneladas, aumento de 182,6% ante as 37,07 mil toneladas do ano anterior.
Com uma usina em Vista Alegre do Alto (SP), a companhia tem capacidade de processamento de 4,7 milhões de toneladas de cana por safra, além de poder produzir até 350 mil toneladas de açúcar por safra e ter autorização para fabricar até 1,7 milhão de litros de etanol por dia, sendo 650 mil litros de anidro e 1,05 milhão de hidratado.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes:
- Resultados líquidos anuais da Nardini
- Relação entre receitas e custos
- Lucro bruto dos últimos anos
- Dívida atual da empresa
A Nardini Agroindustrial obteve um resultado recorde na safra 2020/21, com lucro líquido de R$ 235,56 milhões – crescimento de 281% ante os R$ 61,82 milhões do período anterior. Este é o segundo ano consecutivo com aumento no lucro; a última queda ocorreu no ciclo 2018/19, quando a sucroenergética contabilizou R$ 26,48 milhões.
De acordo com dados da Williams Brazil, em 2020, a empresa ocupou a quinta posição no ranking das maiores exportadoras de açúcar por contêiner, tendo ampliado seus despachos em 25,9% e chegado a 145,43 mil toneladas. Já a exportação da commodity por porão de navio foi de 104,75 mil toneladas, aumento de 182,6% ante as 37,07 mil toneladas do ano anterior.

Com uma usina em Vista Alegre do Alto (SP), a companhia tem capacidade de processamento de 4,7 milhões de toneladas de cana por safra, além de poder produzir até 350 mil toneladas de açúcar por safra e ter autorização para fabricar até 1,7 milhão de litros de etanol por dia, sendo 650 mil litros de anidro e 1,05 milhão de hidratado.
Desempenho operacional
Para chegar ao resultado líquido recorde, o lucro bruto da Nardini mais que duplicou, com uma elevação de 107,8%, chegando a R$ 442,38 milhões. Na temporada anterior, o valor foi de R$ 212,91 milhões.

Durante a safra 2020/21, a receita operacional líquida registrou crescimento pelo segundo ano consecutivo, saltando de R$ 715,98 milhões para R$ 985,79 milhões, um avanço anual de 37,7%. Este é o maior valor da série histórica iniciada em 2017/18, ultrapassando o resultado daquela safra, que era de R$ 721,66 milhões.
Além disso, embora os custos com produção também tenham aumentado, isso aconteceu a uma taxa menor, de 19,5%, saindo dos R$ 485,17 milhões de 2019/20 para R$ 579,99 milhões. Este também é o valor mais alto registrado pela empresa na série histórica.

Portanto, a relação entre os custos e as receitas da usina melhorou, caindo de 67,8% para 58,8% – neste indicador, quanto mais baixo o valor, melhor é o desempenho. Até então, o melhor resultado da empresa havia ocorrido na safra 2017/18, com uma relação de 67,3%.
Perfil da dívida
Na safra, a receita financeira da Nardini foi de R$ 61,4 milhões, uma queda de 19,6% ante o valor de R$ 76,39 milhões visto no ciclo anterior. Porém, as despesas financeiras também decaíram, passando de R$ 151,24 milhões para 119,26 milhões.
Com isso, o resultado financeiro da empresa ficou negativo em R$ 57,86 milhões, 22,7% menor do que as perdas de R$ 74,85 milhões de 2019/20.
Em relação às dívidas, a posição dos empréstimos e financiamentos da sucroenergética aumentou, ficando em R$ 814,08 milhões no dia 31 de março deste ano. Assim, a Nardini registrou uma variação de 16,9% ante o valor observado no final do período anterior, de R$ 696,19 milhões.

Especificamente, os débitos com vencimento em curto prazo tiveram um crescimento percentual maior que o da dívida total, com 36%, chegando a R$ 181,37 milhões. No ano anterior, o saldo era de R$ 133,39 milhões.
Já os empréstimos e financiamentos com vencimento em médio e longo prazo tiveram uma variação anual de 12,42%, saltando de R$ 562,80 milhões para R$ 632,71 milhões.
Lucas Vasconcelos – NovaCana