Projetos das companhias são focados na manutenção da produção de cana-de-açúcar e na produção de etanol
O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou quatro projetos de captação de financiamento por meio de debêntures incentivadas nos últimos dois dias. A classificação como prioritária – que possibilita a emissão – foi divulgada em portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
As companhias beneficiadas são dos grupos Delta Sucroenergia, Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Raízen Energia e Ipiranga Agroindustrial, totalizando 29 usinas. De acordo informações fornecidas pelo MME, os projetos somam R$ 4,1 bilhões.
O primeiro deles foi autorizado na quarta-feira (2) e se refere às unidades Delta e Volta Grande, em Minas Gerais, ambas da Delta Sucroenergia. Os recursos serão investidos na manutenção e recuperação de parte da produção de cana-de açúcar para a produção de etanol. Os valores, porém, não foram divulgados.
Mais informações sobre a destinação dos recursos, os valores dos projetos e os prazos apresentados estão disponíveis na reportagem completa.
O Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou quatro projetos de captação de financiamento por meio de debêntures incentivadas nos últimos dois dias. A classificação como prioritária – que possibilita a emissão – foi divulgada em portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU).
As companhias beneficiadas são dos grupos Delta Sucroenergia, Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Raízen Energia e Ipiranga Agroindustrial, totalizando 29 usinas. De acordo informações fornecidas pelo MME, os projetos somam R$ 4,1 bilhões.
O primeiro deles foi autorizado na quarta-feira (2) e se refere às unidades Delta e Volta Grande, em Minas Gerais, ambas da Delta Sucroenergia. Os recursos serão investidos na manutenção e recuperação de parte da produção de cana-de açúcar para a produção de etanol. Os valores, porém, não foram divulgados.
De acordo com o documento, as atividades de recuperação envolvem a substituição e o replantio da soqueira de cana que completou o seu ciclo de vida, sendo que os recursos poderão ser utilizados em atividades de preparo do solo, plantio e tratos da cana planta. Já a manutenção diz respeito aos tratos de cana soca, com o valor sendo direcionados aos cuidados da cana já plantada e destinada ao corte.
Essas atividades serão realizadas ainda na atual safra, com previsão de conclusão em março de 2020. “[O projeto envolve] uma parcela específica da área total da plantação, em sistema de rotatividade, a fim de tornar a produção mais eficiente”, explica o documento.
Já no caso da Raízen, o financiamento também envolve a manutenção da atividade da produção de etanol por meio do investimento na renovação de canaviais, que consiste em três etapas: preparo do solo, plantio e tratos culturais. O projeto foi aplicado em 24 unidades e, segundo o documento, sua previsão de conclusão era em junho de 2019. Neste caso, não foi divulgado o valor dos investimentos.
Em relação à Melhoramentos e à Ipiranga, o documento traz mais detalhes. Para a primeira, o projeto objetiva a ampliação, recuperação e manutenção da produção de cana-de-açúcar relativa às safras 2018/19, 2019/20 e 2020/21 nas unidades de Jussara e Nova Londrina, no Paraná.
Para manter a produção de etanol nos patamares desejados, serão realizados investimentos de aproximadamente R$ 838,9 milhões, sendo R$ 504,8 milhões para a unidade Jussara e R$ 334,1 milhões para a unidade Nova Londrina. Os valores serão destinados às atividades de ampliação, recuperação, manutenção, corte, carregamento e transporte de cana.
Especificamente em relação à ampliação dos canaviais, será feito um acréscimo de 7.471 hectares à área de 47.463 hectares já existente, totalizando 54.934 hectares até 2020, que serão destinados integralmente à produção de etanol. A expectativa é que estes investimentos resultem na produção total de 909,9 milhões de litros de etanol. Neste caso, o projeto tem previsão de conclusão em dezembro de 2020.
Já a Ipiranga recebeu autorização para investir na manutenção de canaviais referente às safras 2018/19 e 2019/20, destinados à produção de etanol na unidade de Iacanga, em São Paulo. Na temporada atual, a usina pretende produzir e esmagar 6,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, destinando 76,31% delas à produção de 422,3 milhões de litros de etanol.
Para isso, a companhia estima investimentos totais em ativos biológicos no valor de R$ 126,565 milhões. Com as debêntures, ela pretende captar investimentos para este projeto, que deve ser concluído em março de 2020, no valor total de R$ 238,84 milhões.
De acordo com o DOU, os projetos prioritários não serão considerados implantados caso ocorra a extinção ou revogação das autorizações previstas ou haja atraso superior a 50% na implementação em relação ao prazo previsto para a conclusão do empreendimento.
Rafaella Coury - NovaCana