Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em queda nesta quarta-feira, 21, com a visão dos traders de uma oferta elevada, mesmo com os analistas debatendo o tamanho das safras sul-americanas.
As chuvas previstas para os próximos dias na região dos Pampas, na Argentina, provavelmente impulsionarão a safra 2023/24, informou a bolsa de grãos de Buenos Aires em um relatório.
Após o fechamento de Chicago, a Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) reduziu sua estimativa para a colheita de milho 2023/24 da Argentina para 57 milhões de toneladas devido ao impacto de uma onda de calor registrada entre o final de janeiro e o início do mês.
Na sessão, os futuros de milho caíram quase 2%, aproximando-se da marca de US$ 4 por bushel, já que a abundante oferta norte-americana e as fortes perspectivas de safra na América do Sul pesaram sobre o sentimento, disseram traders.
Com isso, o milho fechou em queda de 7,75 centavos de dólar, ou 1,85%, a US$ 4,11 por bushel, após atingir US$ 4,10, o menor valor desde novembro de 2020.
Na bolsa brasileira B3, o movimento também foi de retração. Os futuros de milho para março caíram 0,59%, para R$ 64,39 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,86%, indo a R$ 64,73 por saca.
Julie Ingwersen
Com informações adicionais NovaCana