A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) reduziu nesta quarta-feira, 21, sua estimativa para a colheita de milho 2023/24 da Argentina para 57 milhões de toneladas, devido ao impacto de uma onda de calor registrada entre final de janeiro e início do mês. Anteriormente, a BCR estimava a colheita de milho em 59 milhões de toneladas.
Em contrapartida, o relatório climático da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BdeC) informou que as chuvas previstas para os próximos dias na região dos Pampas, na Argentina, provavelmente impulsionarão as safras de soja e milho de 2023/24, embora a precipitação caia em grande parte no norte das principais terras agrícolas do país.
O documento apontou para chuvas “moderadas a abundantes” de cerca de 25 a 100 milímetros esperadas na região norte dos Pampas, bem como em partes do norte da região argentina conhecida como Mesopotâmia, em torno das províncias de Misiones e Corrientes.
Ao longo das áreas do sul das terras agrícolas mais produtivas do país, a previsão é de chuvas moderadas a escassas, segundo o relatório do BdeC, mas é improvável que excedam 25 milímetros.
A Argentina é um dos maiores exportadores mundiais de soja, bem como um importante fornecedor de milho e trigo. A precipitação durante o verão do hemisfério sul é fundamental para o desenvolvimento das culturas.
As fortes chuvas do início de fevereiro foram responsáveis por estancar os danos às atuais safras de soja e milho, depois que um período de clima seco e quente em janeiro ameaçou as esperadas safras abundantes de ambos os grãos.
O ciclo 2023/24 deverá resultar em 56,5 milhões de toneladas de milho, de acordo com as estimativas do BdeC, com a colheita prevista para começar em abril.
Maximilian Heath