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Milho sobe após cortes do USDA em estimativas sobre colheita de 2022 nos EUA

Contrato do milho com vencimento em março na Bolsa de Chicago subiu 15 centavos de dólar, indo a US$ 6,71 por bushel, o maior ganho em quatro meses

Reuters 2 min de leitura

Os futuros de milho negociados nos Estados Unidos subiram nesta quinta-feira, 12, depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) cortou inesperadamente suas estimativas de colheita de 2022 para a safra norte-americana, o que significa suprimentos menores do que o esperado.

O USDA também estimou os estoques trimestrais de milho dos EUA abaixo das estimativas médias do mercado e reduziu sua perspectiva para a produção de milho na Argentina atingida pela seca, onde alguns traders disseram que mais cortes são necessários.

As previsões coincidem com as preocupações sobre o aperto na oferta global de grãos e o aumento dos preços dos alimentos.

“A maior surpresa foi a revisão para baixo na produção agrícola dos EUA, em particular milho e soja”, disse o analista sênior de commodities da Futures International, Terry Reilly.

Assim, o contrato do milho com vencimento em março na Bolsa de Chicago subiu 15 centavos de dólar, indo a US$ 6,71 por bushel, o maior ganho em quatro meses.

O efeito do mau tempo sobre a safra na Argentina sustentou os mercados de milho, compensando a pressão das safras abundantes esperadas no vizinho Brasil. Ainda assim, o USDA também projetou queda para o país.

Dessa forma, a bolsa brasileira B3 viu uma leve elevação. Os futuros com vencimento em março subiram 0,38%, para R$ 92,50 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 92 por saca.

Karl Plume
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana

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