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[Opinião] O milho brasileiro precisa de chuva, e rápido

Produção nacional de milho pode ser menor do que a estimada; outros países apresentam melhores condições

NovaCana 4 min de leitura

Por Alberto Carmona*

Ainda não há sinal de chuva no Brasil. A estimativa de produção da safrinha de milho foi rebaixada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pela Assessoria em Comercialização de Soja e Milho (AgRural) na semana passada. E será que pode ser ainda menor?

Achamos que essa é uma possibilidade real e pode ser a razão pela qual o preço do milho não caiu na semana passada.

Por sua vez, o trigo e a soja dos Estados Unidos sofreram mais no mesmo período; no entanto, uma vez que a oferta da nova safra parece suficiente, os temores de inflação geraram uma venda mais ampla.

O milho dos EUA se sustentou enquanto a oferta da safra anterior segue restrita, as compras chinesas permanecem e a produção de etanol norte-americano continua aumentando. As exportações de milho do país também foram fortes, já que a China comprou 1,7 milhão de toneladas.

Confira, na versão restrita para assinantes, a análise completa.

Por Alberto Carmona*

Ainda não há sinal de chuva no Brasil. A estimativa de produção da safrinha de milho foi rebaixada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pela Assessoria em Comercialização de Soja e Milho (AgRural) na semana passada. E será que pode ser ainda menor?

Achamos que essa é uma possibilidade real e pode ser a razão pela qual o preço do milho não caiu na semana passada.

Por sua vez, o trigo e a soja dos Estados Unidos sofreram mais no mesmo período; no entanto, uma vez que a oferta da nova safra parece suficiente, os temores de inflação geraram uma venda mais ampla.

O milho dos EUA se sustentou enquanto a oferta da safra anterior segue restrita, as compras chinesas permanecem e a produção de etanol norte-americano continua aumentando. As exportações de milho do país também foram fortes, já que a China comprou 1,7 milhão de toneladas.

A produção de etanol nos Estados Unidos ultrapassou a marca de 1 milhão de barris por dia pela primeira vez em 15 meses, o que sugere que o consumo de milho aumentará durante o ano. Felizmente, o plantio de milho está progredindo bem no país e atualmente está 80% concluído, 2% a mais no comparativo com o ano anterior e 12% acima da média de cinco anos.

Na União Europeia, a associação comercial de Coceral estimou a produção de milho em 64,7 milhões de toneladas, pois os agricultores foram atraídos pelos altos preços.

À medida que nos aproximamos da época de colheita do trigo, os preços devem continuar caindo. O trigo é mais barato que o milho no momento, o que significa que parte da demanda por ração deve migrar para o mais acessível.

Além de cair nos EUA na semana passada, o trigo também caiu na Europa, já que ambos estão antecipando fortes colheitas no próximo mês, após boas condições climáticas.

No entanto, a qualidade do trigo nos EUA caiu 1% na semana passada, o que significa que agora está classificado em 48% dentro da faixa de bom a excelente, uma queda de 4% no comparativo ano a ano. A condição do trigo da França, por sua vez, permaneceu inalterada em 79% de bom a excelente.

A Coceral estimou a produção de trigo da União Europeia em 130,9 milhões de toneladas na semana passada, com área e safras crescendo 6% e 4%, respectivamente, após um período de clima favorável.

O USDA deve mostrar um aumento na área plantada para milho e soja nos Estados Unidos no seu relatório de junho.

Achamos que já vimos a alta do mercado, com alguma volatilidade ainda na safra antiga, mas existe um risco de queda nos futuros da nova temporada.

* Alberto Carmona é um dos colunistas de opinião da plataforma de análises da Czarnikow, a Czapp

Com tradução NovaCana

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