Em relatório sobre as tendências para médio-prazo, agência mostra como deve ser a produção mundial do biocombustível para este anoA produção de etanol dos principais países e de cada bloco econômico do mundo até 2018 foi um dos alvos da análise da Agência Internacional de Energia. Para fazer as previsões o relatório avaliou a situação dos principais mercados do biocombustível.
Confira a seguir:
- A análise da IEA sobre o etanol no Brasil
- Gráficos mostrando as principais projeções de produção dos países e blocos até 2018
- Quem serão os principais produtores no médio prazo
Confirmando as expectativas do setor sucroalcooleiro, o "Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energias Renováveis", publicado na última semana de junho pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), reafirma que a produção brasileira de álcool combustível voltará a crescer depois de um período de condições climáticas inadequadas, alta nos preços do açúcar e falta de competitividade do etanol frente à gasolina.
Neste ano o país deve produzir diariamente 69,31 milhões de litros por dia do produto em média, cerca de 25 bilhões de litros por ano, de acordo com a IEA. A previsão não difere muito da média das consultorias do setor, que para esta safra estimaram uma produção de etanol de 24,72 bilhões de litros.
A agência atribuiu o momento de recuperação do etanol no Brasil aos fatores amplamente conhecidos: melhores condições climáticas, aumento da mistura de etanol na gasolina e a baixa no preço do açúcar. Recentemente também o governo brasileiro lançou um pacote de medidas de incentivo à produção de álcool etílico.
Além disso, o país tem se beneficiado das metas estabelecidas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis americano (RFS2), que classifica o etanol de cana como biocombustível avançado. A tendência é que os números das exportações de 2012, os maiores dos últimos três anos, se mantenham. Contudo, isso depende da demanda doméstica do Brasil por etanol hidratado e da superação dos problemas com a "parede de mistura" norte-americana.
Mesmo com as perspectivas otimistas, o texto da IEA alerta que os baixos preços do açúcar podem afetar o rendimento de usinas pequenas, o que não vai permitir que o setor como um todo saia da crise financeira e pode afetar a ampliação da capacidade de produção necessária para os próximos anos. A previsão é que dez indústrias de etanol fechem as portas ou mudem de donos em 2013 devido a problemas financeiros.


Além dos efeitos da seca, os EUA estão sentindo também as implicações da recém-estabelecida tarifa anti-dumping de 9,5% sobre o etanol americano que entra na União Europeia, o que deve desencorajar as exportações para o outro lado do Atlântico.

Depois de Estados Unidos, Brasil e Europa, os maiores produtores de etanol em 2013 serão China e Canadá. O primeiro, maior produtor asiático do biocombustível, produzirá diariamente 46 mil barris (7,31 milhões de litros) e provavelmente verá um aumento da demanda doméstica, já que várias províncias adotaram mandatos de mistura de álcool combustível à gasolina. O texto lembra, porém, que o governo chinês adota políticas que impedem o uso de matérias-primas alimentares na produção de combustíveis, o que deve limitar o potencial de crescimento da produção chinesa para os próximos anos.

Já no Canadá, a produção deve ser de 31 mil barris de etanol por dia (4,92 milhões de litros).
O relatório fala ainda que, em junho, a Índia passou a misturar 5% de etanol à gasolina, o que fará com que a demanda pelo produto alcance 1,05 bilhões de litros em 2013 ou 2,8 milhões de litros por dia. Como a produção indiana será de 10 mil barris diários (1,58 milhão de litros), o país terá que recorrer a fornecedores estrangeiros para cumprir o mandato.
De acordo com o texto também, é crescente o número de países africanos que já adotaram ou estão em processo de adoção de mandatos similares ao da Índia, como o Quênia (E10), a África do Sul (E2) e o Zimbábue (E5).
O documento completo pode ser adquirido na loja da Agência Internacional de Energia:
http://www.iea.org/w/bookshop/add.aspx?id=453

Vivian Faria - NovaCana
Confira a seguir:
- A análise da IEA sobre o etanol no Brasil
- Gráficos mostrando as principais projeções de produção dos países e blocos até 2018
- Quem serão os principais produtores no médio prazo
Confirmando as expectativas do setor sucroalcooleiro, o "Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energias Renováveis", publicado na última semana de junho pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), reafirma que a produção brasileira de álcool combustível voltará a crescer depois de um período de condições climáticas inadequadas, alta nos preços do açúcar e falta de competitividade do etanol frente à gasolina.
Neste ano o país deve produzir diariamente 69,31 milhões de litros por dia do produto em média, cerca de 25 bilhões de litros por ano, de acordo com a IEA. A previsão não difere muito da média das consultorias do setor, que para esta safra estimaram uma produção de etanol de 24,72 bilhões de litros.
A agência atribuiu o momento de recuperação do etanol no Brasil aos fatores amplamente conhecidos: melhores condições climáticas, aumento da mistura de etanol na gasolina e a baixa no preço do açúcar. Recentemente também o governo brasileiro lançou um pacote de medidas de incentivo à produção de álcool etílico.
Além disso, o país tem se beneficiado das metas estabelecidas pelo Padrão de Combustíveis Renováveis americano (RFS2), que classifica o etanol de cana como biocombustível avançado. A tendência é que os números das exportações de 2012, os maiores dos últimos três anos, se mantenham. Contudo, isso depende da demanda doméstica do Brasil por etanol hidratado e da superação dos problemas com a "parede de mistura" norte-americana.
Mesmo com as perspectivas otimistas, o texto da IEA alerta que os baixos preços do açúcar podem afetar o rendimento de usinas pequenas, o que não vai permitir que o setor como um todo saia da crise financeira e pode afetar a ampliação da capacidade de produção necessária para os próximos anos. A previsão é que dez indústrias de etanol fechem as portas ou mudem de donos em 2013 devido a problemas financeiros.


EUA
Enquanto a produção brasileira cresce, a norte-americana deve sofrer uma leve queda de 1,2%, chegando a 853 mil barris por dia (135,61 milhões de litros). O decréscimo ainda está associado à seca do ano passado, que prejudicou a produção de milho e, consequentemente, de etanol, causando uma alta nos preços do biocombustível produzido nos Estados Unidos.Além dos efeitos da seca, os EUA estão sentindo também as implicações da recém-estabelecida tarifa anti-dumping de 9,5% sobre o etanol americano que entra na União Europeia, o que deve desencorajar as exportações para o outro lado do Atlântico.

Europa
Na Europa, a capacidade de produção de etanol deve crescer este ano e alcançar 77 mil barris diários (12,24 milhões de litros). Boa parte deste aumento de capacidade vem da usina Vivergo, no Reino Unido, que produzirá – sozinha – sete mil barris de etanol por dia (1,11 milhão de litros).Depois de Estados Unidos, Brasil e Europa, os maiores produtores de etanol em 2013 serão China e Canadá. O primeiro, maior produtor asiático do biocombustível, produzirá diariamente 46 mil barris (7,31 milhões de litros) e provavelmente verá um aumento da demanda doméstica, já que várias províncias adotaram mandatos de mistura de álcool combustível à gasolina. O texto lembra, porém, que o governo chinês adota políticas que impedem o uso de matérias-primas alimentares na produção de combustíveis, o que deve limitar o potencial de crescimento da produção chinesa para os próximos anos.

Já no Canadá, a produção deve ser de 31 mil barris de etanol por dia (4,92 milhões de litros).
O relatório fala ainda que, em junho, a Índia passou a misturar 5% de etanol à gasolina, o que fará com que a demanda pelo produto alcance 1,05 bilhões de litros em 2013 ou 2,8 milhões de litros por dia. Como a produção indiana será de 10 mil barris diários (1,58 milhão de litros), o país terá que recorrer a fornecedores estrangeiros para cumprir o mandato.
De acordo com o texto também, é crescente o número de países africanos que já adotaram ou estão em processo de adoção de mandatos similares ao da Índia, como o Quênia (E10), a África do Sul (E2) e o Zimbábue (E5).
O documento completo pode ser adquirido na loja da Agência Internacional de Energia:
http://www.iea.org/w/bookshop/add.aspx?id=453

Vivian Faria - NovaCana