Levantamento referente a toda a produção de cana-de-açúcar no país mostra onde estão os canaviais com melhor produtividade do Brasil
Com expansões relativamente pequenas de área ano a ano, o tamanho da safra brasileira de cana-de-açúcar depende, cada vez mais, do rendimento agrícola dos canaviais. Ao mesmo tempo, os investimentos insuficientes em renovação e o consequente envelhecimento das lavouras têm levado à queda do índice de produtividade em muitas regiões do país, incluindo nas principais localidades produtoras.
Um levantamento referente a toda a produção de cana-de-açúcar no país mostra que, no último ano, a média da produtividade dos canaviais brasileiros chegou a 75,17 t/ha. Embora isso represente uma melhora em relação aos 74,17 t/ha vistos em 2015, demonstrando uma recuperação da produtividade, o setor de cana-de-açúcar ainda tem um longo caminho a percorrer, já que permanece distante do maior índice alcançado: 80,26 t/ha, em 2009.
Mesmo considerando as grandes diferenças regionais, as mais altas produtividades estaduais também permanecem inferiores às melhores médias registradas pelo Brasil sete anos antes.
Em 2016, o indicador variou de 12,48 t/ha, em Roraima, a 79,14 t/ha, em São Paulo. Depois de São Paulo, entre os estados com maior produção de cana-de-açúcar do país, Mato Grosso do Sul registrou a mais alta produtividade, com 78,88 t/ha. Na sequência ficaram Minas Gerais (76,93 t/ha), Goiás (76,30 t/ha) e Paraná (73,01 t/ha).

Leia mais:
- Ranking dos 100 munícipios com maior rendimento agrícola nos canaviais
- Ranking das 15 cidades com os canaviais mais improdutivos por região
- Evolução da produtividade nos principais estados produtores de cana
- Evolução da produtividade nas principais cidades produtoras de 2016
Com expansões relativamente pequenas de área ano a ano, o tamanho da safra brasileira de cana-de-açúcar depende, cada vez mais, do rendimento agrícola dos canaviais. Ao mesmo tempo, os investimentos insuficientes em renovação e o consequente envelhecimento das lavouras têm levado à queda do índice de produtividade em muitas regiões do país, incluindo nas principais localidades produtoras.
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente a toda a produção de cana-de-açúcar no país (período de janeiro a dezembro) mostra que, no último ano, a média da produtividade dos canaviais brasileiros chegou a 75,17 t/ha. Embora isso represente um avanço em relação aos 74,17 t/ha vistos em 2015, demonstrando uma recuperação da produtividade, o setor de cana-de-açúcar ainda tem um longo caminho a percorrer, já que permanece distante do maior índice alcançado: 80,26 t/ha, em 2009.
Mesmo considerando as grandes diferenças regionais, as mais altas produtividades estaduais também permanecem inferiores às melhores médias registradas pelo Brasil sete anos antes.
Em 2016, o indicador variou de 12,48 t/ha, em Roraima, a 79,14 t/ha, em São Paulo. Depois de São Paulo, entre os estados com maior produção de cana-de-açúcar do país, Mato Grosso do Sul registrou a mais alta produtividade, com 78,88 t/ha. Na sequência ficaram Minas Gerais (76,93 t/ha), Goiás (76,30 t/ha) e Paraná (73,01 t/ha).

As cidades com os canaviais mais produtivos
Considerando apenas as cidades que produziram mais de 300 mil toneladas de cana no ano, 22 municípios conseguiram rendimentos iguais ou superiores a 100 t/ha – considerado o marco que caracteriza a alta produtividade – ante 19 em 2015. Juntos, eles representaram 2,82% da produção nacional de cana em 2016, com 21,64 milhões de toneladas.
Uru (SP), que ocupa a liderança quando o assunto é rendimento agrícola, registrou 120,01 t/ha e uma produção de 559,5 mil toneladas em 2016. Empatadas com um resultado muito próximo – 120 t/ha – estão Jataí (GO), Jaíba (MG), Urânia (SP) e Vargem Grande do Sul (SP).

No ranking das 100 cidades com as maiores produtividades do Brasil em 2016, 62 estão localizadas em São Paulo, 11 em Goiás, 10 no Paraná, nove em Minas Gerais e oito no Mato Grosso do Sul.

Entretanto, é preciso acrescentar que rendimento e alta produção ainda não estão necessariamente conectados no setor de etanol. Apenas 22 dos 100 municípios que mais produziram cana-de-açúcar em 2016 estão no ranking dos canaviais que mais produtivos do Brasil.
São eles: Acreúna (GO), Angélica (MS), Barretos (SP), Borborema (SP), Campo Florido (MG), Casa Branca (SP), Guaraci (SP), Ibitinga (SP), Itumbiara (GO), Ivinhema (MS), Jacarezinho (PR), Jataí (GO), Maracaju (MS), Miguelópolis (SP), Novo Horizonte (SP), Palestina (SP), Porteirão (GO), Rio Brilhante (MS), Rio Verde (GO), Sales Oliveira (SP), Santa Adélia (SP) e Taquaritinga (SP).
Inclusive, Rio Brilhante (MS) – o município com a maior produção de cana-de-açúcar do Brasil em 2016 – teve um rendimento agrícola de 91,4 t/ha e ocupa apenas a 43ª posição no ranking nacional de produtividade dos canaviais. O mais alto índice já registrado pela cidade foi em 2018, quando atingiu 98 t/ha. Em 2016, Rio Brilhante produziu 8,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
Canaviais improdutivos
Enquanto o número de municípios com produtividade superior a 100 t/ha subiu de 19 para 22 no período de um ano, a quantidade de cidades com rendimento agrícola abaixo de 60 t/ha se manteve estável em 65. Esse número – que considera apenas produções anuais iguais ou superiores a 300 mil toneladas de cana –, entretanto, vem com uma ressalva: a amostragem total caiu de 606 para 601 cidades. Ou seja, menos municípios sequer ultrapassaram a linha de corte estabelecida pelo NovaCana para esse levantamento.
Em 2016, o menor rendimento agrícola foi registrado nos canaviais de Conceição da Barra (ES), com 35 t/ha. O Espírito Santo, aliás, ocupa três das cinco primeiras posições no índice de improdutividade.
O campeão, contudo, foi Pernambuco, com 16 municípios de baixa produtividade. Somados, todos os estados da região Norte-Nordeste obtiveram 35 municípios com produtividade abaixo de 60 t/ha, enquanto o Centro-Sul teve 30.
Especificamente entre os estados com maior produção de cana-de-açúcar, Paraná e Mato Grosso tiveram, cada um, sete municípios no ranking de improdutividade. São Paulo teve cinco, Mato Grosso teve quatro e Mato Grosso do Sul apenas um. Já Minas Gerais não registrou nenhuma ocorrência de baixa produtividade em 2016.

NovaCana DATA
Renata Bossle – NovaCana