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Fluxo de etanol no Brasil: usinas » distribuidoras » consumidores [Mapa animado]

tanques Logum etanol 240117As informações de compra e venda formam o mapa da movimentação de etanol. Os dados apresentados aqui foram baseados no monitoramento da ANP envolvendo usinas, distribuidoras, refinadores, operadores de dutos e terminais, transportadores revendedores retalhistas (TRRs) e revendedores.

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Regulada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a movimentação de etanol pelo território brasileiro tem muito a dizer sobre o setor. Ela indica não apenas que estados estão produzindo além de suas necessidades, mas traça um panorama logístico e comercial que envolve, entre outros fatores, valores cobrados pelas usinas, impostos, custos de frete e a relação com o preço da gasolina.

Além disso, em uma análise mês a mês, também é possível perceber impactos climáticos, econômicos e sazonais que afetam cada local – tanto de origem quanto de destino do combustível. Ou seja, observar o fluxo de etanol evidencia as dinâmicas do setor e ajuda na compreensão de possíveis impactos aos negócios.

De acordo com a ANP, as informações coletadas auxiliam o mercado e os órgãos governamentais a tomar decisões. Além disso, por meio deles, a agência verifica o cumprimento das obrigações previstas em seus instrumentos regulatórios, como as exigências de estoque e os limites para contratação, uma vez que ambos são baseados nos volumes comercializados pelas empresas.

“O acompanhamento da movimentação inibe práticas anticompetitivas e/ou ilegais, criando um ambiente propício para o crescimento do setor”, garante a agência regulatória em entrevista exclusiva ao NovaCana.

Juntas, as informações de compra e venda formam o mapa da movimentação de etanol, transformado em um recurso visual pela equipe do NovaCana.

Os dados apresentados aqui foram baseados no monitoramento da ANP envolvendo usinas, distribuidoras, refinadores, operadores de dutos e terminais, transportadores revendedores retalhistas (TRRs), revendedores e outros agentes.

Em destaque

Atualmente, os estados com maior consumo de etanol hidratado são, respectivamente, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Contudo é preciso observar que, sozinho, São Paulo responde por cerca de 57% da demanda nacional.

No gráfico animado acima, é possível acompanhar as dinâmicas desse mercado. Os filtros ao lado do gráfico permitem uma percepção nacional do fluxo de etanol no Brasil.

O gráfico completo, com o fluxo de movimentação de etanol em todos os Estados do Brasil, está disponível exclusivamente para assinantes. O infográfico interativo acima é um complemento aos dados do NovaCana DATA, que apresenta informações mensais completas através de uma série de filtros dinâmicos.

Além disso, na versão completa deste texto:

- Importância do Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (Simp)

- Empresas da cadeia produtiva de etanol que precisam apresentar informações

- Obrigatoriedades, multas e a possibilidade de interdição

- Dados sobre o mercado de etanol em 2016

- O processo de coleta e envio de informações sobre etanol

Regulada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a movimentação de etanol pelo território brasileiro tem muito a dizer sobre o setor. Ela indica não apenas que estados estão produzindo além de suas necessidades, mas traça um panorama comercial que envolve, entre outros fatores, valores cobrados pelas usinas, impostos, custos de frete e a relação com o preço da gasolina.

Além disso, em uma análise mês a mês, também é possível perceber impactos climáticos, econômicos e sazonais que afetam cada local – tanto de origem quanto de destino do combustível. Ou seja, observar o fluxo de etanol evidencia as dinâmicas do setor e ajuda na compreensão de possíveis impactos aos negócios.

De acordo com a ANP, as informações coletadas auxiliam o mercado e os órgãos governamentais a tomar decisões. Além disso, por meio deles, a agência verifica o cumprimento das obrigações previstas em seus instrumentos regulatórios, como as exigências de estoque e os limites para contratação, uma vez que ambos são baseados nos volumes comercializados pelas empresas.

“O acompanhamento da movimentação inibe práticas anticompetitivas e/ou ilegais, criando um ambiente propício para o crescimento do setor”, garante a agência regulatória por meio de sua assessoria de imprensa. A agência ainda complementa: “A ANP acredita que a transparência na divulgação das informações contribui para o aumento da competitividade no setor e reforça a posição da agência perante a sociedade”.

Monitoramento do setor de combustíveis

Segundo a ANP, a logística da movimentação dos produtos líquidos regulados – o que inclui não apenas o etanol, mas também petróleo, seus derivados e outros biocombustíveis –depende da infraestrutura de transferência e de transporte, composta por oleodutos e terminais de combustíveis líquidos. A atuação da agência também inclui a autorização da prestação de serviços de transporte por meio aquaviário e de transporte dentro de um mesmo estado.

Assim, em seu Sistema de Informações de Movimentação de Produtos (Simp), a ANP monitora dados que envolvem produtores, distribuidoras, refinadores, operadores de dutos e terminais, transportadores revendedores retalhistas (TRRs), revendedores e outros agentes.

Essas companhias enviam suas informações para a agência até o dia 15 de cada mês, com os dados do mês anterior. Para as vendas, há a obrigação de declaração de todas as notas fiscais. Conforme a ANP, a prioridade da agência é a obtenção de informações com qualidade e rapidez, o que envolve um “trabalho intenso” na manutenção do cadastro, na orientação dos agentes e na emissão de alertas.

“A ANP tem trabalhado bastante para melhorar a qualidade das informações e realiza frequentes auditorias”, afirma a agência. Uma das alternativas é o cruzamento de dados dos diferentes elos da cadeia de suprimento: “É possível, por exemplo, verificar se aquisições de um distribuidor são compatíveis com as declarações de venda dos fornecedores”.

Juntas, essas informações de compra e venda formam o mapa da movimentação de etanol, transformado em um recurso visual pela equipe do NovaCana.

Participação do setor de etanol

No caso da cadeia do etanol, conforme estabelecido pela Resolução ANP nº 17/2004, as companhias obrigadas a declarar mensalmente suas movimentações incluem as distribuidoras, os importadores, os produtores, as cooperativas e as empresas comercializadoras. E elas estão se mantendo em dia com as obrigações: de acordo com a ANP, mais de 99% das empresas faz o envio dos dados com a regularidade exigida.

Para as distribuidoras, a Resolução ANP nº 58/2014 ainda aponta que quem não encaminhar as informações por dois meses consecutivos terá suas instalações e equipamentos interditados, total ou parcialmente. “Todas as distribuidoras de combustíveis enviam seus dados de comercialização com regularidade”, garante o órgão.

Além da possibilidade de interdição para as distribuidoras, as companhias que não fazem a atualização do SIMP até o dia 15 são autuadas. Também há previsão de aplicação de penalidades nos casos de inadimplência ou de prestação de informações inverídica, seguindo o previsto pela Lei Federal de nº 9847, de 1999.

“Após a autuação o agente possui o direito de defesa, desta forma, nem toda autuação resulta em multa. O valor da penalidade varia de acordo com critérios específicos e é majorado em caso de reincidência”, relata a ANP. Os valores das multas podem variar de R$ 20 mil a R$ 1 milhão.

Mercado de etanol em 2016

Ao analisar em conjunto os dois tipos de etanol comercializados pelas usinas, a ANP afirma que, em uma comparação com 2015, houve uma queda de 0,5% na produção e de 8,3% na demanda. O resultado negativo foi puxado especialmente pelo produto hidratado, que apresentou uma “redução expressiva” em sua comercialização. “Entre janeiro e outubro, a comercialização de etanol hidratado sofreu uma retração de 16,6% frente ao mesmo período do ano passado”, complementa.

O resultado geral, contudo, poderia ter sido pior. As vendas do biocombustível foram parcialmente compensadas pelo aumento na comercialização de gasolina e, consequentemente, de etanol anidro. Como a mistura é compulsória, a demanda nesse caso segue a ótica do consumo do combustível fóssil.

“A demanda por Gasolina C cresceu 3,4 % de janeiro a outubro de 2016, frente ao mesmo período do ano passado. No caso do etanol anidro, o crescimento do período foi de 5,4%, pois houve um aumento do teor de mistura em março de 2015”, relembra o órgão. Os dados da ANP deixam clara um consumo concentrado na região Sudeste, que acumula aproximadamente 42% do mercado nacional.

Este infográfico interativo é um complemento aos dados do NovaCana DATA, que apresenta informações completas através de uma série de filtros dinâmicos.

São Paulo: o principal estado do setor sucroenergético

No gráfico elaborado pelo NovaCana é possível acompanhar o fluxo de movimentação de etanol por estado. Atualmente, os estados com maior consumo de etanol hidratado são, respectivamente, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso e Rio de Janeiro. Contudo é preciso observar que, sozinho, São Paulo responde por cerca de 57% da demanda nacional.

Ainda que São Paulo também se destaque entre os produtores, gerando 45% de todo o etanol hidratado do país, o consumo ultrapassa a produção e o estado surge como um grande em mercado potencial. Outros grandes produtores incluem Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná – somados a São Paulo, eles representam 90% da produção nacional de hidratado.

No caso do etanol anidro, Mato Grosso também passa a figurar entre os principais produtores e o ranking dos estados sofre uma ligeira alteração. Por ordem de volume, os produtores de 90% do anidro nacional são: São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso. Nesse caso, São Paulo representa 57% da produção.

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