Safra global de açúcar que inicia em setembro deve carregar influência de El Niño e redução de área cultivada em alguns países
Os impactos do fenômeno climático El Niño devem estar entre os principais direcionadores do volume de açúcar que o mundo conseguirá produzir no próximo ciclo global. Localidades como Tailândia e União Europeia já possuem visões de queda de área, segundo a StoneX, enquanto a produção brasileira pode aumentar, motivada por uma possível melhoria nos preços.
Na última quinta-feira, 21, o NovaCana publicou um levantamento com oito empresas sobre o balanço entre a oferta e a demanda global de açúcar em 2026/27. Agora, você confere as previsões para a produção nos principais países açucareiros.
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Brasil
O Centro-Sul do Brasil deve produzir 41,5 milhões de toneladas de açúcar (+6%) no período da safra global (outubro a setembro), segundo a StoneX. Em relatório datado de 12 de maio, a consultoria considera preliminarmente que, de abril a setembro de 2027, a commodity terá vantagem frente ao etanol para as usinas do país.
Isso porque existe a perspectiva mais altista para o valor internacional do açúcar já no segundo semestre deste ano, especialmente com a possibilidade de déficit no saldo global em 2026/27.
Para a consultoria, as “perdas relevantes” nas produções europeias e asiáticas deverão proporcionar preços favoráveis a um aumento de mix açucareiro em 2027. A perspectiva é dos analistas Marcelo Di Bonifacio Filho e Letícia Corrêa.
Além disso, caso as chuvas voltem às médias históricas, entre outubro deste ano e março do próximo, considerando os níveis recordes de área de cana, “haveria otimismo (embora cedo para dizer)” para a moagem no ano que vem, segundo o relatório. -
Índia
A StoneX estima que a área de colheita da Índia será maior no próximo ciclo, já que 2025 foi um ano “extremamente atrativo para o plantio”; um cenário motivado pelas chuvas e pelo aumento da remuneração mínima aos produtores.
“Contudo, o El Niño preocupa em termos de produtividade nos campos, ao passo que costuma diminuir a intensidade das monções na Índia”, pondera a consultoria.
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