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[Ranking] As maiores exportadoras de açúcar em 2021

Copersucar aparece na dianteira com 2,83 milhões de toneladas exportadas, 11,4% do total nacional

NovaCana 15 min de leitura

Depois de uma safra de recordes em 2020/21, o setor sucroenergético viu uma queda brusca de produtividade na temporada seguinte, muito devido aos problemas climáticos, como seca, geadas e até mesmo queimadas. Como consequência, houve também uma diminuição na fabricação tanto de etanol como de açúcar.

Enquanto em 2020 a produção do adoçante chegou a 41,53 milhões de toneladas, o ano passado registrou 35,11 milhões de toneladas, retração de 15,4%. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com menos matéria-prima disponível no mercado e o etanol sendo comercializado a preços mais vantajosos que no ano anterior, o volume de adoçante – e sua exportação – também caiu. Segundo números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, 27,25 milhões de toneladas da commodity foram enviadas a outros países, queda anual de 11%.

O montante é um pouco maior do que o computado pela agência marítima Williams, 24,98 milhões de toneladas, originados de 128 empresas. A divergência é justificada pelas metodologias utilizadas, uma vez que a Williams considera apenas as exportações por porão de navio e contabiliza os valores declarados nos portos.

Segundo os números da agência marítima, a exportação nacional de açúcar caiu 8,7% no ano ante as 27,36 milhões de toneladas registradas em 2020, maior total da série histórica iniciada em 2011.

No ranking das maiores empresas exportadoras de açúcar do Brasil em 2021, houve uma troca de posições. A Copersucar passou a ser a nova líder, deixando para trás a segunda colocação, que ocupava desde 2013. Em seguida aparece a Raízen, que encabeçou a lista por sete anos consecutivos.

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Confira na versão completa (exclusiva para assinantes):

- Volumes totais exportados em 2021
- As 30 maiores exportadoras de açúcar e a variação em relação a 2020
- Histórico e detalhamento das exportações das cinco maiores empresas
- Principais destinos do açúcar brasileiro
- Exportação do adoçante por porto

Depois de uma safra de recordes em 2020/21, o setor sucroenergético viu uma queda brusca de produtividade na temporada seguinte, muito devido aos problemas climáticos, como seca, geadas e até mesmo queimadas. Como consequência, houve também uma diminuição na fabricação tanto de etanol como de açúcar.

Enquanto em 2020 a produção do adoçante chegou a 41,53 milhões de toneladas, o ano passado registrou 35,11 milhões de toneladas, retração de 15,4%. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com menos matéria-prima disponível no mercado e o etanol sendo comercializado a preços mais vantajosos que no ano anterior, o volume de adoçante – e sua exportação – também caiu. Segundo números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, 27,25 milhões de toneladas da commodity foram enviadas a outros países, queda anual de 11%.

O montante é um pouco maior do que o computado pela agência marítima Williams, 24,98 milhões de toneladas, originados de 128 empresas. A divergência é justificada pelas metodologias utilizadas, uma vez que a Williams considera apenas as exportações por porão de navio e contabiliza os valores declarados nos portos.

Segundo os números da agência marítima, a exportação nacional de açúcar caiu 8,7% no ano ante as 27,36 milhões de toneladas registradas em 2020, maior total da série histórica iniciada em 2011.

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Durante o ano, os embarques mantiveram um ritmo relativamente estável, com cerca de 47% do total sendo enviado ainda no primeiro semestre, totalizando 11,71 milhões de toneladas. As 13,26 milhões de toneladas restantes, ou 53% do montante, foram despachadas nos últimos seis meses.

As maiores exportadoras

No ranking das maiores empresas exportadoras de açúcar do Brasil em 2021, houve uma troca de posições. A Copersucar passou a ser a nova líder, deixando para trás a segunda colocação, que ocupava desde 2013. Em seguida aparece a Raízen, que encabeçou a lista por sete anos consecutivos.

A primeira colocada exportou 2,83 milhões de toneladas em 2021, crescimento de 10,6% ante as 2,56 milhões de toneladas do ano anterior. O volume também equivale a 11,4% do total exportado pelo país no ano.

Por sua vez, a Raízen exportou 2,53 milhões de toneladas do adoçante, queda de 29,9% em relação às 3,61 milhões de toneladas despachadas em 2020, recorde para a empresa e o maior montante individual exportado por uma companhia na época.

Em terceiro lugar veio a Biosev. A empresa manteve a colocação do ano anterior mesmo com uma queda de 29,1% no total exportado, com 1,27 milhão de toneladas.

Em 2020, a Biosev foi comprada pela Raízen em uma negociação que envolveu R$ 3,6 bilhões e 3,5% das ações da joint-venture entre Shell e Cosan. Com a incorporação, a Raízen passará a contabilizar o açúcar de 35 usinas.

São Martinho e Cofco também trocaram de posições em 2021, passando a ocupar os 4º e 5º lugares, respectivamente, ambas com queda no volume despachado. A São Martinho enviou 1,71 milhão de toneladas, 15% abaixo do total visto no ano anterior. Enquanto isso, a Cofco teve uma retração de 24% e exportou 1,09 milhão de toneladas de açúcar.

As cinco maiores exportadoras foram responsáveis por 35,6% do total de açúcar enviado para fora do país, totalizando 8,9 milhões de toneladas de açúcar. Em 2020, as mesmas empresas exportaram quase 40% do montante nacional.

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A lista com as 30 maiores exportadoras sofreu apenas três alterações, com a ascensão das empresas Lins Agroindustrial (25ª); Tropical (27ª); e ED&F Man (28ª). Com isso, saíram da lista São Domingos (41ª); Santa Juliana (42ª) e Bunge (65ª).

Depois de um 2020 com recordes na exportação da commodity, 18 das 30 maiores empresas apresentaram queda no volume total despachado. A maior retração, de 30,8%, foi registrada pela Enerfo, que também perdeu oito posições no ranking, ficando em 29º lugar.

Por outro lado, a Lins registrou o maior aumento do ranking, 62,5%, seguida pela Czarnikow, com 36,4%, e que ficou em 11º lugar.

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Para quem as usinas venderam?

De acordo com os dados fornecidos pela Williams, a Copersucar enviou açúcar para 29 países por meio de 21 tradings. A maior parte do volume, cerca de 90%, foi enviado a partir do porto de Santos (SP), e o restante por Paranaguá (PR).

O país que mais recebeu açúcar produzido pela Copersucar foi a Arábia Saudita (551,50 mil toneladas), seguido por China (413,27 mil) e Argélia (342,12 mil). Em 2020, os Emirados Árabes foram o principal destino do grupo, com 490,52 mil toneladas exportadas.

A trading que comprou a maior quantidade de adoçante foi a Alvean, com 1,15 milhão de toneladas. O volume foi despachado para 14 países, com Arábia Saudita, China e Egito recebendo as maiores parcelas.

Com 331,42 mil toneladas adquiridas, a Nolis foi a segunda maior compradora da Copersucar, enviando a commodity apenas para a Argélia. Já a Wilmar obteve 301,62 mil toneladas, despachadas para 11 países diferentes. Entre outras tradings que negociaram com a Copersucar também estavam Louis Dreyfus, Raízen, Sudcen e Cofco.

Já a Raízen, segunda maior exportadora de 2021, utilizou o porto de Santos (SP) para despachar 1,98 milhão de toneladas de açúcar, divididas em 71 embarques. Outras 510,11 mil toneladas foram enviadas por Paranaguá (PR). A sucroenergética também utilizou os portos de São Sebastião (SP) e Maceió (AL) para enviar o adoçante para outros países.

Um dos principais destinos do açúcar da Raízen foi o Canadá, que recebeu 374,13 mil toneladas através de 14 embarques. O país foi seguido por Emirados Árabes (313,08 mil toneladas), China (259,72 mil) e Reino Unido (259,72 mil).

O produto da Raízen foi negociado por 20 tradings, com o maior montante, 535,17 mil toneladas, sendo enviado pela Wilmar. A maior parte foi destinada à Índia, 102,86 mil toneladas, seguida por Marrocos, com 84,39 mil toneladas, e outras 14 nações.

Em seguida, a Redpath adquiriu 299,89 mil toneladas, exportadas para o Canadá. E a própria Raízen negociou 295,41 mil toneladas com 10 países. Entre outras exportadoras que negociaram com a sucroenergética estão Tate & Lyle, Sudcen e Alvean.

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Já a Biosev realizou 64 embarques a partir do porto de Santos (SP), totalizando 1,12 milhão de toneladas de açúcar. As 149,73 mil toneladas restantes foram enviadas a partir de Paranaguá (PR). Os países que mais receberam açúcar da Biosev foram China (334,01 mil toneladas), Nigéria (115,27 mil) e Malásia (98,61 mil).

A Louis Dreyfus, antiga proprietária da Biosev, ainda foi sua maior compradora, com 224,35 mil toneladas adquiridas em 2021. O volume foi enviado principalmente para China (37,7%), Malásia (27,4%), Bangladesh (19,5%) e quatro outros países.

Em seguida, a Wilmar comprou 202,95 mil toneladas de açúcar da Biosev e enviou para nove nações, sendo a China o principal destino, com 104,81 mil toneladas do adoçante. Já a Alvean negociou 153,56 mil toneladas com dez países. Ao todo, a Biosev vendeu para 27 países por meio de 17 tradings.

Quarta colocada no ranking de exportação, a São Martinho realizou mais de 100 embarques apenas pelo porto de Santos (SP), totalizando 1,71 milhão de toneladas. Através de 15 tradings, a São Martinho vendeu seu açúcar para 22 países distintos.

O maior comprador foi a Wilmar, com 463,87 mil toneladas adquiridas. O volume foi negociado principalmente para Marrocos (162,63 mil toneladas), Indonésia (97,48 mil) e China (78,73 mil), além de outros oito países. Já a Alvean adquiriu 80,37 mil toneladas, com a maior parte indo para China, Iraque e Arábia Saudita.

Por fim, a Cofco realizou 55 embarques apenas pelo porto de Santos (SP), totalizando 1,09 milhão de toneladas de açúcar. O montante foi negociado com 11 tradings e enviado para 16 países.

A própria Cofco comercializou a maior parte do produto, 318,65 mil toneladas, despachadas principalmente para China (214,51 mil toneladas), Egito (48,15 mil), Argélia (46,67 mil) e outros dois países, com volume abaixo de 20 mil toneladas. Em seguida, a Alvean adquiriu 259,36 mil toneladas que foram enviados para 10 países.

Rotas e destinos

O porto de Santos (SP) se mantém como principal ponto de embarque para o açúcar brasileiro, responsável por 73,9% de todo o volume exportado em 2021, ou 18,46 milhões de toneladas. Ainda assim, o montante enviado é 11,5% menor do que o visto no ano anterior, de 20,87 milhões de toneladas.

Já Paranaguá (PR) aumentou o total exportado em 1,5%, chegando a 4,89 milhões de toneladas, quase 20% do total despachado no período. Em 2020, o porto paranaense enviou 4,82 milhões de toneladas de açúcar.

Por sua vez, o porto de Maceió (AL) deu destino a 1,09 milhão de toneladas do adoçante no ano, queda de 2,7% ante as 1,12 milhão de toneladas exportadas no período anterior.

Outros portos usados em 2021, mas com menores volumes, foram: Recife (PE) com 297,95 mil toneladas; Suape (PE) com 154,44 mil toneladas; Barra dos Coqueiros (SE) com 15 mil toneladas; e Natal (RN) com 14 mil toneladas.

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A partir destes portos, o açúcar brasileiro viajou para 59 países. O principal destino foi novamente a China, com 4,5 milhões de toneladas importadas, uma leve queda em relação às 4,6 milhões de toneladas registradas em 2020.

Mais uma vez em segundo lugar está a Argélia, com 2,48 milhões de toneladas, aumento de 1,5% na comparação anual. O terceiro lugar ficou com a Nigéria, que adquiriu 1,85 milhão de toneladas do açúcar brasileiro, acréscimo de 5,2% ante o volume do ano anterior, que lhe concedeu o quinto lugar na lista.

Bangladesh caiu uma posição, aparecendo agora em quarto lugar com 1,46 milhão de toneladas importadas, retração de 30% em relação ao montante adquirido em 2020.

Outros países que receberam volumes na casa do milhão de toneladas foram: Malásia (1,4 mi t); Arábia Saudita (1,36 mi t); Canadá (1,22 mi t); e Marrocos (1,21 mi t).

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Giully Regina – NovaCana

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