Centro de Tecnologia Canavieira obteve um resultado líquido de R$ 108,39 milhões na última safra; Ebitda e receita líquida também foram recordes
Para as usinas de cana-de-açúcar, a safra 2020/21 gerou bons resultados graças, principalmente, aos bons preços obtidos com o açúcar destinado à exportação. No caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), especialista no desenvolvimento e comercialização de variedades da cana-de-açúcar, o mercado global de commodities não tem uma influência tão direta; ainda assim, a empresa mais do que quintuplicou seu resultado líquido.
“A companhia registrou recordes históricos em termos de receita líquida, Ebitda e lucro líquido”, afirma em seu relatório de divulgação de resultados. “Além disso, mantivemos os investimentos em nossos projetos mesmo durante a crise, o que nos assegura o cumprimento do nosso pipeline”, completa.
O movimento vem acompanhado de um aumento na participação no mercado. Em 2020/21, a empresa afirma ter alcançado um market share de plantio de 39,5%, um crescimento de 3,5 pontos percentuais em relação à safra anterior. Segundo o documento, foi este aumento – associado à otimização de custos e despesas e a um mix de produtos com maior valor agregado – que permitiu que a companhia alcançasse uma maior rentabilidade no final da safra.
O CTC ainda ressalta a liberação de duas variedades de cana-de-açúcar transgênicas no período, a CTC7515Bt e a CTC92579Bt, totalizando cinco variedades geneticamente modificadas desregulamentadas. Destas, duas já estão em comercialização: a CTC20Bt e a CTC9001Bt.
Assim, com bons números ao longo da safra – e, especialmente, no quarto trimestre – o lucro da companhia foi de R$ 108,4 milhões em 2020/21, 459% acima do visto no ciclo anterior, de R$ 19,39 milhões.
Confira na reportagem completa, exclusiva para assinantes, mais informações sobre os resultados financeiros do CTC e gráficos comparativos das últimas cinco safras.
Para as usinas de cana-de-açúcar, a safra 2020/21 gerou bons resultados graças, principalmente, aos bons preços obtidos com o açúcar destinado à exportação. No caso do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), especialista no desenvolvimento e comercialização de variedades da cana-de-açúcar, o mercado global de commodities não tem uma influência tão direta; ainda assim, a empresa mais do que quintuplicou seu resultado líquido.
“A companhia registrou recordes históricos em termos de receita líquida, Ebitda e lucro líquido”, afirma em seu relatório de divulgação de resultados. “Além disso, mantivemos os investimentos em nossos projetos mesmo durante a crise, o que nos assegura o cumprimento do nosso pipeline”, completa.
O movimento vem acompanhado de um aumento na participação no mercado. Em 2020/21, a empresa afirma ter alcançado um market share de plantio de 39,5%, um crescimento de 3,5 pontos percentuais em relação à safra anterior. Segundo o documento, foi este aumento – associado à otimização de custos e despesas e a um mix de produtos com maior valor agregado – que permitiu que a companhia alcançasse uma maior rentabilidade ao final da safra.
O CTC ainda ressalta a liberação de duas variedades de cana-de-açúcar transgênicas no período, a CTC7515Bt e a CTC92579Bt, totalizando cinco variedades geneticamente modificadas desregulamentadas. Destas, duas já estão em comercialização: a CTC20Bt e a CTC9001Bt.
Assim, com bons números ao longo da safra – e, especialmente, no quarto trimestre – o lucro da companhia foi de R$ 108,4 milhões em 2020/21, 459% acima do visto no ciclo anterior, de R$ 19,39 milhões.

O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 178,4 milhões, aumento de 209,7% sobre a safra 2019/20, que contou com R$ 57,6 milhões. Para realizar o cálculo, o CTC usou valores ajustados de seus custos, somando as aplicações em pesquisa e desenvolvimento, produtos vendidos e serviços prestados.
O indicador da margem Ebtida, por sua vez, registrou um aumento de 29 pontos percentuais entre as duas últimas safras, fechando em 52,8%. Em seu relatório, o CTC constata que estes são os maiores valores anuais registrados em toda a história da companhia.

Durante a safra 2020/21, a empresa investiu R$ 146,05 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D), o que corresponde à 43,2% do seu líquido total no período. No ciclo anterior foram gastos R$ 137 milhões, de modo que houve um aumento de 6% em aplicações com P&D.
Apenas no último trimestre da safra, estes valores somaram R$ 44,5 milhões, 28,8% a mais do que no quarto trimestre do ciclo 2019/20. De acordo com o relatório, o aumento ocorreu devido a maiores custos relacionados ao projeto de sementes sintéticas que se encontra em desenvolvimento.
Desempenho operacional
Ainda de acordo com o documento, a receita líquida anual do CTC somou R$ 337,9 milhões, uma elevação de 38,1% em relação à safra anterior. Em particular, o último trimestre da safra alcançou uma receita recorde para o período, R$ 91,2 milhões, um aumento de quase 40% em comparação ao quarto trimestre de 2019/20.
Por sua vez, a receita operacional do CTC cresceu 38% em 2021, fechando em R$ 337,95 milhões. Ao mesmo tempo, os custos também aumentaram, mas em menor porcentagem, com um montante de R$ 107,89 milhões, 9% a mais do que em 2020.
Desta forma, a relação entre custos e receitas operacionais foi de 31,9%, queda de 8,6 pontos percentuais ante a safra anterior. Em 2017, este índice chegou a 60%.

Segundo o relatório da empresa, o crescimento de receita aconteceu tanto devido a ampliação do market share quanto pela “maior participação de variedades de elite que proporcionam maior produtividade aos clientes e dinâmica de preços mais favorável à companhia”.
Desta forma, o lucro bruto chegou a R$ 223,56 milhões em 2021, crescimento de 59% em relação ao ano anterior, quando apresentou R$ 140,56 milhões.
Perfil das dívidas
Em relação aos empréstimos e financiamentos feitos pela empresa, o CTC conseguiu diminuir a posição de seu endividamento em 56% ao final da safra 2020/21. Em 31 de março deste ano, o total da dívida era de R$ 51,43 milhões, contra os R$ 116,71 milhões de um ano antes.
Deste total, a maior parte, R$ 29,4 milhões, refere-se a dívidas com vencimento em até um ano. O restante, R$ 22 milhões, possui maior prazo para quitação.

O CTC ainda observa que, no período, foram concluídos dois financiamentos obtidos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Com isso, apenas dois empréstimos seguem ativos: um deles contratado junto à Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame), que é subsidiária do BNDES; e outro obtido com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública de fomento à ciência.
Pandemia de covid-19
Em sua divulgação de resultados, o CTC relata que manteve pleno funcionamento durante a safra 2020/21, mesmo com as mudanças causadas pela pandemia de coronavírus. Segundo o documento, todos os cuidados foram tomados para minimizar os riscos aos colaboradores e clientes.
“Considerando a imprevisibilidade da evolução do surto e dos seus impactos, não é atualmente praticável fazer uma estimativa do efeito financeiro do surto nas receitas e fluxos de caixa operacionais estimados, ou do valor recuperável”, complementa o CTC.
Ainda de acordo com o texto, a empresa investiu R$ 2,4 milhões em medidas preventivas, incluindo a limpeza do edifício e equipamentos de proteção. Além disso, todos os funcionários foram vacinados contra a gripe.
Entrada na bolsa de valores
Mesmo ressaltando os bons números, o relatório também trata sobre a decisão do CTC de adiar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O documento relembra que, em abril deste ano, a companhia informou o mercado sobre a postergação da oferta pública, em função do que classificou como “deterioração das condições do mercado”.
“Atualmente, a companhia está aguardando um momento mais oportuno do mercado para realização do IPO”, completa.
O pedido inicial foi protocolado em outubro de 2020. Segundo a minuta do prospecto preliminar do CTC, divulgado na CVM no início deste ano, a companhia pretendia usar o capital para: construir plantas de demonstração para projetos de sementes sintéticas; aumentar o investimento em seleção genômica; implementar ferramentas de edição genômica; e identificar novos negócios.
Giully Regina – NovaCana