Açúcar: Exportação

Açúcar: Exportação

Louis Dreyfus vê atrasos no carregamento de açúcar no Brasil e preços podem subir mais


Reuters - Publicado: 03 Mai 2023 - 15:59

A trading de commodities Louis Dreyfus prevê tempos de espera de pelo menos 30 dias para carregar açúcar no Brasil devido ao congestionamento nos portos. Além disso, vê potencial para os preços da commodity subirem ainda mais se o fenômeno climático El Niño prejudicar a produção.

O chefe da plataforma de açúcar da Dreyfus, Enrico Biancheri, disse em uma apresentação durante a New York Sugar Week que o recente aumento no preço do açúcar é justificado, pois os produtores de todo o mundo precisam desse sinal para aumentar a produção e evitar grandes déficits de oferta nos próximos anos.

Os contratos futuros de açúcar bruto na ICE subiram para o nível mais alto em quase 12 anos na semana passada devido ao aperto de oferta de curto prazo após quedas de produção em áreas como Índia e China e um atraso no início da colheita no Brasil.

Biancheri disse que o Brasil embarcará 20% a mais de commodities agrícolas nesta temporada, após safras recordes ou quase recordes de soja, açúcar e milho, e os portos estarão estressados.

“Se você tem um navio chegando ao Brasil agora para carregar açúcar, você pode esperar que ele ficará lá até o início de junho”, disse ele a corretores internacionais, analistas e produtores de açúcar em Nova York, no evento Sugar Dinner.

A Louis Dreyfus é uma das maiores empresas do mercado global de açúcar e foi o quarto maior exportador de açúcar do Brasil no ano passado.

Biancheri disse que os estoques de açúcar estão baixos em todo o mundo. Assim, uma maior produção é necessária.

Sem açúcar adicional, ele disse que o mercado pode ter um déficit de oferta de mais de 6 milhões de toneladas em 2024/25 e de mais 8 milhões de toneladas em 2025/26.

O executivo ainda acredita que os preços podem subir se o fenômeno climático El Niño, que está se desenvolvendo atualmente segundo os meteorologistas, reduzir as chuvas de monção na Ásia, que são fundamentais para a produção na Índia e na Tailândia.

Marcelo Teixeira