Após uma temporada de recorde de moagem e de bons preços, as companhias do setor de açúcar e etanol sabiam que era preciso manter os pés no chão. Logo no começo de 2024/25, a visão de 23 consultorias e empresas especializadas já apontava para uma queda na disponibilidade de cana, com a expectativa de ultrapassar 600 milhões de toneladas – mas por pouco. O resultado foi até melhor do que o previsto, mas ainda implicou em uma retração de 5%, com o Centro-Sul alcançando 621,88 milhões de toneladas, conforme a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica).
No lado comercial, por sua vez, o bom momento dos preços do açúcar continuava e as exportações renovavam recordes a cada mês. No acumulado de 2024, a receita divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) somou US$ 18,61 bilhões, alta de 18,1% na comparação anual. Entretanto, o mercado já dava sinais de que os valores poderiam cair nos meses subsequentes, com a possibilidade de um superávit no mercado global.
Para lidar com as incertezas típicas de uma temporada, cada sucroenergética adota suas próprias estratégias – no campo, na indústria e nas vendas –, com diferentes graus de sucesso. Por conta disso, o NovaCana realiza anualmente um levantamento de resultados operacionais e financeiros e, a partir destes números, calcula 20 indicadores. Assim, é possível visualizar o desempenho das empresas quanto à tonelada de cana, à capacidade de gerar caixa, às dívidas, entre outros fatores.
O objetivo é observar companhias de diferentes portes de maneira mais equalizada, ainda que negócios de características variadas tenham especificidades. Os assinantes do portal podem acessar os números absolutos no NovaCana DATA.
Para esta reportagem, 52 sucroenergéticas disponibilizaram seus balanços e, dentre elas, 44 apresentaram dados de moagem, totalizando 394,74 milhões de toneladas – o equivalente a 63,5% da produção de cana-de-açúcar da região Centro-Sul no período. O volume variou das 853,52 mil toneladas da Ipojuca às 78,24 milhões de toneladas da Raízen.
Os dados foram coletados em diários oficiais estaduais, jornais de grande circulação e por meio de divulgação das próprias empresas. Em alguns casos, o NovaCana entrou em contato com as companhias, solicitando dados complementares.
As sucroenergéticas presentes no levantamento, ordenadas pela receita líquida, são as seguintes:
- Raízen
- BP Bioenergy
- São Martinho
- Tereos
- Lincoln Junqueira
- Coruripe
- Delta Sucroenergia
- Zilor
- CerradinhoBio
- Pedra Agroindustrial
- Adecoagro
- Atvos (Brenco)
- Colombo
- CMAA
- Ipiranga Agroindustrial
- Cocal
- Bazan
- Jalles
- Cerradão
- Batatais
- Viterra Bioenergia
- Balbo
- Uisa
- Clealco
- Nardini Agroindustrial
- Melhoramentos
- Da Mata
- Caeté
- Santa Adélia
- Lins
- Atvos (Santa Luzia)
- Tietê Agroindustrial
- USJ
- São Manoel
- Bioenergética Aroeira
- Atvos (Conquista do Pontal)
- Atvos (Eldorado)
- Bevap
- Ferrari
- São José da Estiva
- São Luiz
- São Domingos
- Atvos (Rio Claro)
- Umoe Bioenergy
- Maringá
- Ester
- Diana Bioenergia
- Abengoa Bioenergia
- Santa Lúcia
- Energética Santa Helena
- Alcoolvale
- Ipojuca
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