Números reunidos pelo NovaCana comparam o desempenho operacional e financeiro de grupos de diferentes portes na safra 2024/25, abrangendo resultados líquidos, receitas, despesas, estoques, dívidas e outros dados
Após uma temporada de recorde de moagem e de bons preços, as companhias do setor de açúcar e etanol sabiam que era preciso manter os pés no chão. Logo no começo de 2024/25, a visão de 23 consultorias e empresas especializadas já apontava para uma queda na disponibilidade de cana, com a expectativa de ultrapassar 600 milhões de toneladas – mas por pouco. O resultado foi até melhor do que o previsto, mas ainda implicou em uma retração de 5%, com o Centro-Sul alcançando 621,88 milhões de toneladas, conforme a União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica).
No lado comercial, por sua vez, o bom momento dos preços do açúcar continuava e as exportações renovavam recordes a cada mês. No acumulado de 2024, a receita divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) somou US$ 18,61 bilhões, alta de 18,1% na comparação anual. Entretanto, o mercado já dava sinais de que os valores poderiam cair nos meses subsequentes, com a possibilidade de um superávit no mercado global.
Para lidar com as incertezas típicas de uma temporada, cada sucroenergética adota suas próprias estratégias – no campo, na indústria e nas vendas –, com diferentes graus de sucesso. Por conta disso, o NovaCana realiza anualmente um levantamento de resultados operacionais e financeiros e, a partir destes números, calcula 20 indicadores. Assim, é possível visualizar o desempenho das empresas quanto à tonelada de cana, à capacidade de gerar caixa, às dívidas, entre outros fatores.
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