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Justiça derruba suspensão de inscrição estadual e usina Canabrava volta a produzir

No despacho, a magistrada da 11ª Vara da Fazenda diz que a Canabrava “vem cumprindo as obrigações assumidas junto à Justiça do Trabalho”


O Dia (RJ) - Publicado: 18 Abr 2022 - 08:30

Com inscrição até então interrompida em razão de questões fiscais e trabalhistas, a usina Nova Canabrava pode voltar a moer. A juíza Cristiana Aparecida de Souza Santos, da 11ª Vara da Fazenda Pública, não concorda com a suspensão, por considerar a medida “um ato desproporcional, acarretando impedimento para o livre exercício de suas atividades”.

A indústria fica entre Campos dos Goytacazes e São Francisco de Itabapoana (região norte do estado do Rio de Janeiro). Desde o dia 9 de fevereiro deste ano, ela estava com inscrição suspensa pela Secretaria Estadual de Fazenda, medida que não permitia à empresa comercializar o etanol produzido.

O retorno das atividades, por meio de uma tutela de urgência, acontece no início da safra da cana-de-açúcar, que se estende até novembro, com previsão de contratação de 2 mil trabalhadores diretos e geração de mais de 4 mil vagas de trabalhos indiretas.

No despacho, a magistrada argumenta que “os documentos anexados aos autos demonstram que a autora, arrendatária da atividade empresarial, de fato exerce suas atividades, bem como vem cumprindo as obrigações assumidas junto à Justiça do Trabalho”.

No ano passado, a usina também teve as atividades suspensas após uma auditoria fiscal da Receita Estadual ter constatado “atos e negócios jurídicos considerados dissimulados (quando o contribuinte busca encobrir a ocorrência do fato gerador tributado e a natureza da obrigação tributária subjacente, para sonegar impostos)”.

No entanto, da mesma forma como ocorreu agora, a empresa conseguiu reverter à situação e, no dia 5 de julho, a Secretaria de Estado de Fazenda informou que iria reativar a inscrição estadual da usina. O ato permitiu que a unidade voltasse a produzir etanol normalmente. Na época, produtores de cana e trabalhadores da indústria chegaram a realizar manifestação cobrando o que lhes era devido.