A Justiça de São Paulo deferiu na tarde desta quinta-feira, 12, o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, a maior entre empresas brasileiras em qualquer tempo.
A empresa deu entrada com o pedido na quarta-feira, 11. O objetivo era obter um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam R$ 65,1 bilhões. Pelo que está acertado, os fornecedores não serão afetados.
A Raízen agora tem 180 dias para buscar uma solução para sua crise junto ao grupo de credores.
Em sua decisão, o juiz Guilherme Lamêgo, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, suspendeu ações de cobrança, execuções, penhoras e demais constrições por seis meses, para facilitar negociações.
Em fato relevante assinado pelo CFO e diretor de relações com investidores Lorival Nogueira Luz Jr., a Raízen afirma que a suspensão de 180 dias se aplica a todas as ações e execuções contra a companhia em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial, o que inclui a “suspensão da exigibilidade de principal, juros e demais acréscimos durante esse período”.
Ainda segundo a Raízen, a Justiça concedeu o prazo de 90 dias para que a companhia “demonstre o alcance de quórum para homologação de plano de recuperação extrajudicial”.
Lauro Jardim
Com informações adicionais NovaCana