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Jalles Machado quer concluir aquisição de nova usina ainda nesta safra


Agência Estado - Publicado: 18 Ago 2021 - 14:32

A Jalles Machado continua com a intenção de concluir um processo de fusão e aquisição até o fim da atual safra de cana-de-açúcar, que vai até março do ano que vem, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores da empresa, Rodrigo Penna de Siqueira.

“Não podemos falar muito sobre esse assunto, mas ele tem avançado e continuamos com o mesmo cronograma de concluir durante a safra atual”, afirmou o executivo durante teleconferência com analistas e investidores para apresentar os resultados trimestrais da companhia nesta terça-feira, 17. “Esse continua sendo o nosso cronograma e tem avançado; ainda é estratégia para a companhia”.

A empresa pretende adquirir uma usina, que seria a terceira do grupo, com parte dos recursos da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O restante do valor obtido será utilizado para ampliar a moagem de cana-de-açúcar nas plantas que já pertencem à empresa.

O executivo também falou sobre investimentos em biogás, que será injetado na caldeira das usinas. Segundo ele, o investimento em biogás para este fim é menor do que para outras finalidades, como a produção de biometano que substituiria o óleo diesel. Com o biogás, o executivo acredita que a empresa poderá exportar 22 GW por ano a mais de energia “em uma visão conservadora”.

Contêineres

A falta de contêineres que prejudicou a exportação de açúcar orgânico da Jalles Machado no primeiro trimestre da safra 2021/22 deve continuar neste mês e no próximo, segundo estima Siqueira. “Deve continuar complicado neste mês de agosto e em setembro, para só depois melhorar”, disse ele. “Esse é o panorama da área comercial”.

O balanço da companhia, divulgado na noite de segunda-feira, 16, mostrou que a comercialização de açúcar orgânico no trimestre encerrado em junho foi 20,1% menor do que um ano antes, ficando em 12,7 mil toneladas. O executivo admitiu que o volume ficou “um pouco abaixo da expectativa”.

Para o executivo, o cenário de preços de açúcar e etanol deve ser “bastante construtivo” em decorrência da quebra de safra no Brasil e da antecipação do aumento da mistura do etanol à gasolina na Índia. “As projeções são de déficit de açúcar para os próximos dois anos, e os estoques atuais já estão reduzidos”, afirmou na teleconferência.

Na sua avaliação, o Centro-Sul brasileiro não deve recuperar a moagem de 600 milhões de toneladas nem na safra 2022/23, que começa em abril do ano que vem. “A seca prejudicou bastante os canaviais”.