Devido à pouca disponibilidade do grão, o banco aponta que a produção do biocombustível não gera boas margens para as usinas
Organizado pelo Itaú BBA, o evento Agro em Pauta analisa a safra das principais commodities do país. Em relação ao milho, o banco acredita que haverá pouca disponibilidade do grão, pelo menos até a safrinha 2021/22. Ainda assim, pela primeira vez em quatro anos, a produção global tenderá a ser superior à demanda pelo produto.
Já em relação aos preços, o Itaú BBA projeta que eles se manterão firmes, ainda que em patamares menores do que os observados ao longo deste ano, diante da previsão de uma maior oferta global.
Segundo relatório disponibilizado no último dia 17, a fabricação de etanol de milho deverá crescer 32,5% na safra, subindo de 2,6 bilhões de litros para 3,4 bilhões. Esta estimativa, como afirma o banco, poderá ser revisada para baixo, dependendo das cotações do milho. “No total, a produção de etanol deverá ser de 27,9 bilhões de litros, versus os 30,4 bilhões de 2020/21”, aponta.
O gerente de consultoria de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, declara que o espaço de melhoras de margens das indústrias de etanol de milho tende a seguir limitado na safra. “Apesar de esperarmos um aumento nas cotações de etanol e firmeza nas do DDG [grão seco de destilaria], a reboque dos elevados preços dos substitutos, as cotações do milho devem seguir firmes e, assim, inibir ganhos expressivos de rentabilidade”, completa.
Organizado pelo Itaú BBA, o evento Agro em Pauta analisa a safra das principais commodities do país. Em relação ao milho, o banco acredita que haverá pouca disponibilidade do grão, pelo menos até a safrinha 2021/22. Ainda assim, pela primeira vez em quatro anos, a produção global tenderá a ser superior à demanda pelo produto.
Já em relação aos preços, o Itaú BBA projeta que eles se manterão firmes, ainda que em patamares menores do que os observados ao longo deste ano, diante da previsão de uma maior oferta global.
Segundo relatório disponibilizado no último dia 17, a fabricação de etanol de milho deverá crescer 32,5% na safra, subindo de 2,6 bilhões de litros para 3,4 bilhões. Esta estimativa, como afirma o banco, poderá ser revisada para baixo, dependendo das cotações do milho. “No total, a produção de etanol deverá ser de 27,9 bilhões de litros, versus os 30,4 bilhões de 2020/21”, aponta.
O gerente de consultoria de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Bellotti, declara que o espaço de melhoras de margens das indústrias de etanol de milho tende a seguir limitado na safra. “Apesar de esperarmos um aumento nas cotações de etanol e firmeza nas do DDG [grão seco de destilaria], a reboque dos elevados preços dos substitutos, as cotações do milho devem seguir firmes e, assim, inibir ganhos expressivos de rentabilidade”, completa.
O relatório do banco mantém uma baixa expectativa para as usinas de etanol de milho durante a safra. Para Bellotti, não haverá grandes melhoras de margens “justamente porque os preços do milho deverão seguir elevados ao longo do próximo ciclo”.
Isso acontece porque, mesmo estimando uma melhora no balanço global de milho, o Itaú BBA acredita que a oferta da commodity ainda seguirá apertada sobre a perspectiva histórica. Como consequência, o mercado estará sensível a quaisquer possíveis choques de produção.
Mercado de etanol dos Estados Unidos
Durante o evento, Bellotti também comentou sobre um rumor acerca do mercado de etanol nos Estados Unidos. De acordo com ele, o presidente Joe Biden pode reduzir a porcentagem da mistura de biocombustível aos combustíveis fósseis como uma forma de auxiliar as refinarias locais.
Até o momento, entretanto, não há uma sinalização clara do quanto seria a redução na meta. “Ainda assim, colocamos isto como um ponto de atenção, pois é importante que o produtor fique atento às oportunidades e avance nas fixações de preço”, completa.
A princípio, o presidente estaria considerando maneiras de fornecer alívio financeiro às refinarias de petróleo do país por meio dos mandatos de mistura de biocombustíveis. Segundo a lei do país, as refinarias são obrigadas a misturar bilhões de litros de etanol e outras opções renováveis no seu combustível a cada ano.
Giully Regina – NovaCana
