Habilitação de projeto da companhia foi aprovada pelo Ministério de Minas e Energia; recursos serão destinados às unidades Iacanga e Mococa
Exatamente uma semana após receber o aval do Ministério de Minas e Energia (MME) para um benefício fiscal de R$ 5,5 milhões e para a emissão de debêntures incentivadas referentes à ampliação de sua usina termelétrica em Mococa (SP), a Ipiranga obteve mais uma habilitação junto à pasta. Desta vez, o projeto de investimentos é referente à manutenção dos canaviais de duas das quatro usinas do grupo: Mococa e Iacanga.
De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 28, a Ipiranga pode gerar papéis no valor de até R$ 600 milhões. O montante corresponde a um reembolso dos aportes da companhia para a manutenção dos canaviais durante a safra 2022/23, calculados em R$ 602 milhões.
Como os investimentos são em uma área considerada prioritária pelo governo, há incentivos para investidores. A habilitação foi assinada pelo secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME, Pietro Mendes Sampaio.
Saiba mais sobre o projeto da Ipiranga e a produção do grupo em 2022/23 no texto completo, exclusivo para assinantes do NovaCana.
Exatamente uma semana após receber o aval do Ministério de Minas e Energia (MME) para um benefício fiscal de R$ 5,5 milhões e para a emissão de debêntures incentivadas referentes à ampliação de sua usina termelétrica em Mococa (SP), a Ipiranga obteve mais uma habilitação junto à pasta. Desta vez, o projeto de investimentos é referente à manutenção dos canaviais de duas das quatro usinas do grupo: Mococa e Iacanga.
De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, 28, a Ipiranga pode gerar papéis no valor de até R$ 600 milhões. O montante corresponde a um reembolso dos aportes da companhia para a manutenção dos canaviais durante a safra 2022/23, calculados em R$ 602 milhões.
Como os investimentos são em uma área considerada prioritária pelo governo, há incentivos para investidores. A habilitação foi assinada pelo secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do MME, Pietro Mendes Sampaio.
Segundo a descrição do projeto, o grupo moeu 7,06 milhões de toneladas de cana na temporada, com 57,2% deste volume sendo dedicado à produção de etanol. Desta forma, foram produzidos 338,8 milhões de litros.
Especificamente nas unidades Mococa e Iacanga, a moagem foi de 5,08 milhões de toneladas. Considerando um mix de produção de 61% para o biocombustível, a fabricação de etanol chegou a 266,3 milhões de litros.
“A produção do canavial tem papel extremamente relevante para as unidades produtoras, uma vez que tal matéria‐prima viabiliza não apenas a produção de etanol, mas também a geração de energia elétrica”, destaca a Ipiranga. De acordo com a companhia, em 2022, foram gerados 491,89 GWh, com exportação de 292,79 GWh para a rede elétrica.
Debêntures incentivadas
A emissão de debêntures incentivadas pelo setor de biocombustíveis foi aprovada pelo governo federal em junho de 2019. Os recursos podem ser utilizados em atividades como renovação dos canaviais, manutenção das usinas e ampliação da capacidade de estocagem.
Conforme as regras estabelecidas, um projeto prioritário não será considerado implantado se houver um atraso superior a 50% em relação à data de conclusão do empreendimento. O acompanhamento e a comunicação dos prazos não cumpridos ficam sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Além disso, na emissão pública das debêntures, as empresas devem destacar a data de publicação da portaria do MME e o compromisso de alocar os recursos obtidos de acordo com o projeto prioritário aprovado.
Por fim, a companhia deve guardar a documentação relativa ao uso destes recursos por até cinco anos após o vencimento dos papéis.
Renata Bossle – NovaCana