Além de serem destaque pelos volumes produzidos e pelos investimentos anunciados, as usinas de etanol de milho também têm apresentado os melhores desempenhos dentro do setor bioenergético. Em 2024, a Inpasa liderou o ranking do Valor 1000 que traz as dez melhores empresas no ramo da bioenergia.
A companhia comanda duas usinas no Paraguai e outras cinco no Brasil. Elas estão localizadas em Sinop (MT), Nova Mutum (MT), Dourados (MS), Sidrolândia (MS), além da recém-ampliada unidade em Balsas (MA). Ademais, a Inpasa está focada em um novo projeto na cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2026, além de em outra unidade em Rio Verde (GO), que deve iniciar as operações no final do próximo ano.
O levantamento feito pelo Valor Econômico destaca as melhores companhias de diferentes setores. O desempenho é calculado a partir de seis critérios, com pesos diferentes de acordo com sua relevância e que representam 70% da nota. Os outros 30% ficam à cargo das ações nas áreas ambiental, social e de governança (ESG na sigla em inglês); a análise é restrita às três companhias com as maiores notas nos seis parâmetros iniciais. A avaliação inclui apenas as empresas com receita líquida igual ou superior à mediana do setor.
Ainda que tenham cumprido este critério, duas bioenergéticas não participaram da avaliação setorial, pois publicaram seus resultados financeiros após o encerramento da avaliação.
A FGVcef detalha: “BP Bioenergy publicou o seu balanço somente em 28 de agosto. E o grupo Lincoln Junqueira, em 18 de julho deste ano. Fechamos o ranking em junho. Pelo regulamento do ranking das 1000 maiores, empresas que encerram o exercício social em data diferente do ano calendário podem figurar no ranking com dados do exercício anterior, no entanto, não são aptas à avaliação setorial”.
A avaliação completou 25 edições consecutivas e é resultado de uma parceria entre o Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o Serasa Experian.
Entre as empresas de bioenergia, a primeira colocada somou 62,3 pontos, 17,8 pontos abaixo do melhor desempenho de 2023, da São Martinho. Na edição mais recente, a sucroenergética ficou em nono lugar no ranking, com 38,4 pontos, à frente somente da Atvos, que obteve 37,4 pontos.
A segunda posição, por sua vez, foi da FS, com 60,4 pontos – a companhia não figurou no ranking do levantamento anterior. Já a terceira posição foi da Delta Sucroenergia que, com 57 pontos, perdeu uma posição ano a ano.
Com isso, a média setorial foi de 46,55 pontos, inferior aos 49 pontos do levantamento referente a 2023. Dentre as dez melhores companhias de bioenergia, quatro se mantiveram no ranking entre 2023 e 2024: Inpasa, Delta, Ipiranga e São Martinho.
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