Cenários traçados expressam dificuldades na retomada devido à pandemia de covid-19 em 2021
O cenário pandêmico vem reduzindo a circulação e a mobilidade urbana no Brasil, fator que impacta diretamente no consumo de combustíveis do ciclo Otto, que inclui o etanol. Ainda que haja a expectativa de retomada, a StoneX acredita que o segundo trimestre de 2021 deve seguir desafiador. Além disso, as estimativas iniciais do aumento da procura por combustíveis em geral foram colocadas em xeque.
A consultoria traçou três cenários possíveis sobre a demanda de combustíveis no país neste ano, considerando diferentes patamares de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
As informações foram trazidas pela analista de inteligência de mercado de açúcar e etanol da StoneX, Rafaela Souza, durante evento on-line promovido pela consultoria.
Mesmo com perspectivas mais favoráveis para o PIB, a projeção é que o consumo de combustíveis deve se manter menor em relação ao dos anos anteriores. De todo modo, a StoneX acredita que ele deve superar o de 2020.
Segundo as estimativas apresentadas, a possibilidade de cortes voluntários na mobilidade urbana, causados pelo desemprego em alta, pela inflação dos produtos e até pelo elevado preço dos combustíveis, também contribui para o cenário de queda.
Confira, na versão completa, os três cenários traçados pela consultoria.
O cenário pandêmico vem reduzindo a circulação e a mobilidade urbana no Brasil, fator que impacta diretamente no consumo de combustíveis do ciclo Otto, que inclui o etanol. Ainda que haja a expectativa de retomada, a StoneX acredita que o segundo trimestre de 2021 deve seguir desafiador. Além disso, as estimativas iniciais do aumento da procura por combustíveis em geral foram colocadas em xeque.
A consultoria traçou três cenários possíveis sobre a demanda de combustíveis no país neste ano, considerando diferentes patamares de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
As informações foram trazidas pela analista de inteligência de mercado de açúcar e etanol da StoneX, Rafaela Souza, durante evento on-line promovido pela consultoria.
O primeiro cenário leva em conta o aumento de 4,25% no PIB neste ano, o que resultaria em um consumo de 52,6 bilhões de litros de combustíveis do ciclo Otto. Especificamente, o etanol hidratado teria uma demanda de 20,5 bilhões de litros.
A segunda conjuntura estima um crescimento menor do PIB, de 3,3%, fazendo com que a procura por combustíveis fique em 52,1 bilhões de litros; destes, 20,3 bilhões seriam de hidratado.
Por fim, o terceiro cenário considera uma ampliação de apenas 2,5% no PIB, direcionando o consumo total para 51,6 bilhões de litros, com 20,1 bilhões de hidratado.

A analista completa que as menores perspectivas de crescimento do PIB têm mais chances de ocorrer. Isto acontece justamente por conta das incertezas quanto à retomada da economia e da mobilidade urbana, uma vez que a contenção da pandemia está limitada a um calendário de vacinação pouco expressivo.
Mesmo com perspectivas mais favoráveis para o PIB, a projeção é que o consumo de combustíveis deve se manter menor em relação ao dos anos anteriores. De todo modo, a StoneX acredita que ele deve superar o de 2020.
Para a consultoria, a possibilidade de cortes voluntários na mobilidade urbana, causados pelo desemprego em alta, pela inflação dos produtos e até pelo alto preço dos combustíveis, também contribui para o cenário de queda.

Além disso, a produção do adoçante se mantém mais atrativa que a do biocombustível para as usinas do Centro-Sul. “Mesmo com a alta recente dos preços do etanol, o açúcar continuou operando com um prêmio em relação ao biocombustível”, completa Souza.
Neste cenário, o mix de produção açucareiro deve ser de 46,3% na safra 2021/22, levando a produção de açúcar para 36,1 milhões de toneladas, queda anual de 6,1%. Por sua vez, a fabricação de etanol deve ser de 29 bilhões de litros (-4,5%), sendo 25,8 bilhões (-7,1%) produzidos a partir da cana-de-açúcar.
Segundo a StoneX, a ampliação da fabricação do biocombustível de milho deve contribuir para uma queda menos acentuada no total produzido, ainda que a matéria-prima represente uma parcela limitada do total. A expectativa é que a temporada conte com 3,2 bilhões de litros do renovável produzido com o grão.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana