Volume recorde importado nos cinco primeiros meses deste ano já é superior a tudo que o Brasil importou ao longo de 2016 em 230 milhões de litros
Mesmo com a safra 2017/18 já em andamento no Centro-Sul, as importações brasileiras de etanol continuam em patamares elevados. No acumulado de janeiro a maio de 2017, segundo números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país já adquiriu pouco mais de 1 bilhão de litros do biocombustível.
O volume é um recorde para o Brasil e representa um crescimento acima de 300% em relação ao mesmo período do ano passado.
Além disso, maio voltou a registrar um recorde de importações específico para o mês.



Mesmo com a safra 2017/18 já em andamento no Centro-Sul, as importações brasileiras de etanol continuam em patamares elevados. No acumulado de janeiro a maio de 2017, segundo números do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o país já adquiriu 1 bilhão de litros do biocombustível.
O volume é um recorde para o Brasil e representa um crescimento acima de 300% em relação ao mesmo período do ano passado. O montante também é superior ao dobro do recorde anterior para os cinco primeiros meses do ano, visto em 2012, quando o país havia importado 467,23 milhões de litros.


Além disso, assim como já havia acontecido nos três primeiros meses do ano, maio voltou a registrar um recorde de importações. Foram 244,82 milhões de litros – um crescimento de 564% em relação a maio de 2016. Desse volume importado, 244,78 milhões de litros – ou 99,9% do total – veio dos Estados Unidos a um preço médio de US$ 503/m³.
Para o mês de maio, o maior valor registrado anteriormente havia sido em 2011, quando o Brasil importou 186,54 milhões de litros. Já o maior volume de etanol importado registrado em um único mês até o momento foi em dezembro de 2011, quando o país adquiriu 275,45 milhões de litros.

Contudo, existe a possibilidade de que ocorra uma desaceleração das importações nos próximos meses. Com a desvalorização do real perante o dólar e a diminuição do preço do açúcar nos mercados internacionais, é provável que as usinas brasileiras produzam mais etanol e mudem a dinâmica do mercado.
Segundo fontes ouvidas recentemente pela Platts, a expectativa das companhias exportadoras norte-americanas é de que os efeitos desse cenário sejam sentidos em pouco tempo. No curto prazo, o volume direcionado dos Estados Unidos para o país já estaria sendo reduzido por causa da iminência de uma taxação ao etanol importado. Por sua vez, no médio e longo prazo, o etanol brasileiro poderia se tornar mais competitivo e o país pode mudar seu perfil de importador para exportador.
NovaCana DATA
Planilha completa com dados detalhados e opções de filtros
NovaCana