Na sua sétima edição, o prêmio Excelência Nacional no Uso de Variedades de Cana-de-açúcar teve a usina Mandu, do grupo Tereos, como a campeã. Em 2021, a unidade situada em Guaíra (SP) havia dividido a primeira colocação com a São José da Estiva, de Novo Horizonte (SP); no levantamento mais recente, a antiga líder ficou em primeiro na região de São José do Rio Preto (SP).
A premiação é feita anualmente pelo Programa Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que integra a secretaria de agricultura e abastecimento do estado de São Paulo, com o intuito de estimular as empresas a cuidarem melhor dos seus canaviais e melhorarem a sua produtividade. Os dados foram obtidos por meio do Censo Varietal IAC 2022, também realizado todos os anos.
O prêmio, desta forma, destaca as unidades produtoras e associações de fornecedores com as melhores práticas no uso de variedades de cana, ou seja, que priorizam cultivares mais novos e que possuem menor concentração.
“As empresas que ganham valorizam muito, divulgam nas mídias sociais; nas visitas, vemos o prêmio em um lugar de destaque, então, realmente não é algo que ganham e escondem, ao contrário”, relata o consultor do IAC, Rubens Braga Junior.
De acordo com ele, há companhias que dão bônus aos funcionários por conta do prêmio. “Eles ganham extras se conseguirem atingir as metas. Realmente, está se tornando algo importante para as empresas e isso demonstra o sucesso do prêmio, o que nos deixa muito satisfeitos”, completa.
A avaliação do IAC é feita por meio de dois dados: o Índice de Atualização Varietal (IAV) e o Índice de Concentração Varietal Ajustado (ICVA). A obtenção do menor IAV significa maior produtividade dos canaviais; já o menor ICVA demonstra segurança genética.
“Basicamente, os índices têm duas premissas. [A primeira é a] Baixa concentração varietal, para reduzir o risco ambiental em função do aparecimento de uma nova doença, como já ocorreu muitas vezes. Isso provoca um prejuízo tremendo”, explica Braga Junior. Já a segunda é o uso de variedades mais novas para aproveitar o ganho de oportunidade que os programas oferecem no lançamento de novos cultivares.
Em 2022, foram consideradas 222 usinas, responsáveis por 6 milhões de hectares, caracterizando a maior pesquisa nacional sobre variedades de cana-de-açúcar.
Os critérios para participação incluíram o envio de dados para o Censo Varietal referente ao ciclo 2022/23; uma área cultivada acima de 5 mil hectares; um valor de IAV menor ou igual a sete anos; e um valor de ICVA menor ou igual a 75%. Assim, a unidade ganhadora do prêmio foi a que obteve o menor valor na média entre os rankings do IAV e do ICVA para cada região analisada.
Para completar, além da premiação nacional, há também a regional. Neste caso, há uma mudança na linha de corte dos indicadores: o IAV precisa ser inferior ou igual a 5 anos e o ICVA de até 45%.
Confira, na versão exclusiva para os assinantes do NovaCana, os detalhes das dez usinas com melhores desempenhos, além dos resultados estaduais e das mesorregiões paulistas.
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