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“É hora de comprar açúcar”, diz Job Economia

acucar caindo 290814Para a consultoria é só uma questão de tempo até que os preços do açúcar se recuperem

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A consultoria Job Economia pontuou os estragos causados pela seca à cana brasileira. A previsão é que a estiagem faça com que a safra 2014/15 termine mais cedo, dando suporte aos preços do produto.

Os produtores da região Centro-Sul, responsável por 90% da produção doméstica de açúcar, "continuam confirmando que haverá um déficit considerável na produção", disse a Job Economia, mesmo sabendo que "os retratos que temos visto ainda não têm nos mostrado esta realidade".

A recuperação dos preços do açúcar fez com que alguns especialistas acalentassem a expectativa de uma retomada do mercado a partir do final da safra 2014/15, que neste ano terminará mais cedo no Brasil. Na avaliação da consultoria Job Economia, agora é "a hora de comprar" o produto.

Os contratos futuros do açúcar bruto com vencimento para outubro subiram 0.6% a U$15.65 centavos de dólar por libra-peso em Nova York.

Em Londres, os contratos de outubro para o açúcar branco ficaram em U$428,50, alta de 0,5%.

Os ganhos – que distanciaram o açúcar bruto de um período de seis meses de queda a U$15,30 centavos de dólar por libra-peso, valor alcançado na segunda-feira (25), e o açúcar branco de sua baixa de seis meses a U$417/tonelada, valor registrado na última semana – vieram cercados de dúvidas diante de uma perspectiva sombria de preços feita pela Organização Mundial do Açúcar (ISO).

Divergência na Índia

Na terça (26), a ISO previu que, pela quinta vez consecutiva, haveria um excedente de produção mundial de açúcar de 1,3 milhão de toneladas em 2014/15. Na ocasião, a entidade disse que via poucas perspectivas para uma recuperação nos preços do adoçante.

Contudo, o banco alemão Commerzbank afirmou  que não "tem uma visão tão otimista quanto às perspectivas de abastecimento", e disse que espera "preços mais altos no médio prazo".

As estimativas da ISO, por exemplo, incluem a previsão de 27,1 milhões de toneladas para a produção indiana, volume superior ao de muitas outras projeções.

A exemplo do que a Kingsman fez no mês passado, a ED&F estimou no começo deste mês uma produção de 25 milhões de toneladas. Uma recuperação dos monções, que até agora não avançou muito, poderia acrescentar 1 milhão de toneladas à estimativa.

"Hora de comprar"

O Commerzbank, que prevê uma recuperação nos preços do açúcar bruto para U$ 17 centavos de dólar por libra-peso até o final de 2014, também sinalizou a "o dinamismo cada vez menor e mais visível da safra de cana brasileira".

Separadamente, a consultoria brasileira Job Economia também pontuou os estragos causados pela seca à cana do país. A previsão é que a estiagem faça com que a safra 2014/15 termine mais cedo, dando suporte aos preços do produto.

Os produtores da região Centro-Sul, responsável por 90% da produção doméstica de açúcar, "continuam confirmando que haverá um déficit considerável na produção", disse a Job Economia, mesmo sabendo que "os retratos que temos visto ainda não têm nos mostrado esta realidade".

"Acreditamos que quando o déficit brasileiro começar a ser mais aparente, então, os preços tenderão a se recuperar".

"É hora de comprar", disse.

Quebra de safra

A última atualização da moagem de cana da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), mostra que a produção no Centro-Sul está avançando 6,4% a mais na safra 2014/15, que para o Brasil começa em abril,  com volumes de cana 2,8% maiores.

Contudo, os volumes maiores de cana refletem outro aspecto do clima seco – o ritmo forte da colheita -  ao invés de uma safra mais forte, com uma produtividade menor a cada ano, o que significa que a oferta terminará antes do que o esperado normalmente, disse a Unica.

De fato, na terça (26) a associação aumentou a quebra de safra nesta temporada em 34 milhões de toneladas para 546 milhões de toneladas.

O banco Commerzbank acrescentou, ainda, que a produção de açúcar no Brasil também está sujeita a riscos, haja vista os baixos preços do adoçante. Para o banco, é pouco provável que as usinas aumentem a proporção de cana utilizada na fabricação de açúcar.

Com texto do Agrimoney e tradução e adaptação NovaCana

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