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Guarani registra forte aumento da lucratividade na safra 2013/14

cana usina 250714Programa de eficiência, moagem recorde e aumento de 10% no ATR fizeram a empresa ter uma safra que não será esquecida tão cedo
NovaCana 5 min de leitura
Com sete usinas, todas no noroeste de São Paulo e capacidade de moagem de 23 milhões de toneladas de cana, a Guarani, controlada pela Tereos Internacional, apresentou o seu resultado da última safra com muitos motivos para comemorar.

O lucro bruto saiu de R$ 304 milhões para R$ 427 milhões. A moagem foi recorde, produtividade agrícola e industrial surpreendeu, além dos frutos da cogeração que começaram a se destacar.

Confira a seguir os detalhes dos indicadores que, mesmo com o setor no fundo de uma crise, fizeram a Guarani se destacar positivamente.

Com sete usinas, todas no noroeste de São Paulo e capacidade de moagem de 23 milhões de toneladas de cana, a Guarani, controlada pela Tereos Internacional (com participação de 60,4%), encerrou a safra 2013/14 com um lucro bruto de R$ 427 milhões, incremento de 41% ante os R$ 304 milhões do ciclo anterior. A margem bruta de lucro também evoluiu de 15,1% para 19,4%.  O Ebitda, resultado operacional, ajustado ao valor justo dos ativos biológicos (canavial) teve variação positiva de 39% e alcançou R$ 518 milhões, com margem de 23,4%. A receita líquida foi de R$ 2,217 bilhões na safra encerrada em março, valor 10% maior do que o auferido anteriormente.

Os melhores resultados foram influenciados pela moagem recorde de 19,7 milhões de toneladas, 8% mais que o processado no ciclo anterior. Na safra a companhia foi positivamente surpreendida com um rendimento agrícola acima do esperado, de 92 toneladas por hectare, substancialmente maior que as 84 toneladas por hectare colhidas anteriormente. O açúcar total recuperável teve um crescimento de 10%, totalizando 2,5 milhões de toneladas.

Privilegiando a produção de açúcar, com um mix de 63% para o adoçante, foi produzido na safra 1,5 milhão de toneladas de açúcar, volume 9% maior na comparação anual. Com crescimento de 9%, a venda da commodity teve participação de 58% na receita líquida total, aproximadamente R$ 1,285 bilhão, com preço médio de R$ 873 por tonelada, 5% menor na comparação entre safras.

A produção de etanol foi de 535 milhões de litros, incremento de 13% ante a safra 2012/13. Já a venda de 563 milhões de litros do biocombustível, volume 18% maior, ofereceu uma receita de aproximadamente R$ 709,5 milhões, participação de 32% na receita líquida total. O preço médio do etanol de R$ 1.251/m³ foi 12% maior que na safra anterior.

O maior aumento de produção foi registrado na cogeração de energia, com excedente de 711 GWh comercializados (incluindo trading), um aumento de 38% devido ao aumento da capacidade instalada, principalmente nas unidades São José e Mandu. A receita de cogeração teve incremento de 26,2% na safra, totalizando R$ 101 milhões.

Em outubro de 2013 a Guarani recebeu um aporte de capital R$ 225 milhões da Petrobras Biocombustível (acionista minoritária com participação de 39,6%).

Outro destaque da safra foi a melhora do perfil da dívida com o refinanciamento de aproximadamente US$ 300 milhões, sendo US$ 190 milhões em notas de crédito à exportação realizado em outubro de 2013, com vencimento em cinco anos a juros mais baixos.

Lucro líquido de R$ 33 milhões da Tereos foi puxado pela Guarani

A Tereos Internacional registrou um lucro líquido de R$ 33 milhões no exercício encerrado em março deste ano. O resultado foi especialmente influenciado pela melhora expressiva do negócio sucroenergético brasileiro na safra 2013/14. A companhia também atua no segmento de cereais e produz ainda na Europa e na África, mas mais da metade da receita é proveniente do Brasil.

"Os benefícios do nosso programa plurianual de investimentos em capacidade de produção e cogeração, somados aos benefícios do programa Guarani 2016, lançado no ano passado, contribuíram para o forte aumento da lucratividade no segmento de cana-de-açúcar", destacou o presidente do conselho de administração Alexis Duval, em relatório sobre os resultados. A receita líquida da companhia foi de R$ 8,339 bilhões, sendo que a produção de açúcar teve participação de 22%, a de etanol de 18% e energia 2%.

Em contraste, disse Duval, "a divisão de Cereais Europa segue operando em um ambiente de mercado desafiador, marcado pela fraca demanda e volatilidade nos preços de cereais".

O Ebitda Ajustado registrou aumento de 22%, para R$ 962 milhões, sendo que as usinas de açúcar e álcool brasileiras contribuíram com R$ 146 milhões a mais do que na safra anterior, impulsionando o crescimento. Conforme a companhia, a contribuição do segmento de cana-de-açúcar no Brasil se deve à diluição de custos como resultado de maiores volumes de moagem e efeito dos planos de eficiência.

A companhia está em processo de desalavancagem e tem progredido à medida que o programa plurianual de investimento é concluído. A Tereos informou que reduziu o endividamento, medido através do indicador dívida líquida/EBITDA, para 3,7x em março de 2014, ante 4,2x em março de 2013.

Amanda SchArr – NovaCana
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