Veja a seguir os detalhes financeiros do grupo e de suas três usinas, o resultado com a cogeração e os indicadores agrícolas
O tradicional Grupo Balbo, de Sertãozinho (SP), conseguiu aumentar em 24% seu lucro líquido, para R$ 33,4 milhões na safra 2014/15 encerrada em março deste ano. O resultado reverte parcialmente o quadro apresentado ao final da safra 2013/14, quando a companhia viu seu lucro combinado cair 46%, a R$ 25,3 milhões.
Veja a seguir os detalhes financeiros do grupo e de suas três usinas, o resultado com a cogeração e os indicadores agrícolas.
O tradicional Grupo Balbo, de Sertãozinho (SP), conseguiu aumentar em 24% seu lucro líquido, para R$ 33,4 milhões na safra 2014/15 encerrada em março deste ano. O resultado reverte parcialmente o quadro apresentado ao final da safra 2013/14, quando a companhia viu seu lucro combinado cair 46%, a R$ 25,3 milhões.
As receitas foram da ordem de R$ 749,6 milhões, queda de 3% em relação aos R$ 773,7 milhões obtidos na safra anterior. A maior contribuição veio das vendas de etanol, de R$ 352,5 milhões, seguido pela receita de açúcar de R$ 186,2 milhões. Chama atenção a contribuição do segmento de orgânicos na receita da companhia que, com esse tipo de açúcar, obteve R$ 131,2 milhões e, com álcool orgânico, R$ 37 milhões.
Com uma economia de 5% no custo dos produtos vendidos, para R$ 546,6 milhões, o lucro bruto foi de R$ 202,9 milhões, acréscimo de 2% sobre o total de obtido no exercício anterior.
O endividamento da companhia no período da safra 2014/15, com financiamentos e empréstimos, chegou a R$ 784,6 milhões, sendo R$ 391,7 milhões em dívidas de longo prazo. O montante é 11% acima do registrado no exercício anterior. O volume em financiamentos com a Copersucar, da qual suas três usinas são cooperadas, chegou a R$ 155,4 milhões, pouco acima dos R$ 154,4 do exercício anterior.
Os números utilizados para a determinação do valor justo dos canaviais do grupo indicam uma produtividade média de 92,8 toneladas de cana por hectare e concentração de açúcares (ATR) de 134,3 kg/ton, tendo uma área de colheita de aproximadamente 38,4 mil hectares.
Resultado segmentado: Usina São Francisco
Das três usinas que compõem o grupo, a São Francisco, produtora de açúcar e etanol convencionais e orgânicos, foi a que registrou maior lucro líquido: R$ 19,6 milhões ao final da safra 2014/2015, sobre R$ 16,8 milhões da temporada anterior. O lucro líquido por ações também cresceu, chegando a R$ 17,18 ante R$ 14,71 do exercício passado.
O açúcar orgânico se destacou no período, com receita operacional de R$ 132 milhões, acompanhado pelo etanol, com R$ 53,1 milhões, e pelo etanol orgânico, com R$ 37 milhões.
A dívida com empréstimos e financiamentos da unidade somou R$ 282,2 milhões, 25% acima do apresentado na safra passada. O volume de financiamentos com a Copersucar chegou a R$ 37,7 milhões, 4% abaixo do registrado na safra 2013/2014.
Usina Santo Antônio
Produtora de levedura e cana-de-açúcar orgânica, a Usina Santo Antônio registrou lucro de R$ 13 milhões ao fim da safra 2014/2015. O resultado representou incremento de 40% sobre o apresentado na temporada passada.
O endividamento da usina, com empréstimos e financiamentos, chegou a R$ 199,8 milhões, 6% acima do registrado anteriormente. Do total, R$ 86,1 milhões são no longo prazo e R$ 113,6, no curto prazo.
O volume de financiamentos obtidos com a Copersucar chegou a R$ 99,3 milhões, sendo R$ 54,1 no curto prazo. O montante supera os R$ 94,1 milhões apresentados na safra anterior.
Usina Uberaba
Localizada em Minas Gerais, a Usina Uberaba obteve lucro líquido de R$ 7,9 milhões, 21% acima sobre o período encerrado em março de 2014.
A dívida com financiamentos e empréstimos foi de R$ 199,2 milhões, sendo R$ 115,9 no curto prazo. O total é 4% abaixo do registrado na safra 2013/2014.
Entre empréstimos e financiamentos bancários, a unidade obteve R$ 12,5 milhões com o BNDES, a juros pré-fixados de 9,8% ao ano. O valor está abaixo dos R$ 26,1 milhões registrados na safra anterior.
Cogeração de energia
A Bioenergia Cogeradora, subsidiária que produz e comercializa energia elétrica, registrou queda no lucro na safra 2014/15. O valor obtido pela usina foi de R$ 14,4 milhões, metade abaixo dos R$ 28,4 milhões do período anterior. Os lucros por ações também caíram, indo a R$ 1,77, ante R$ 3,48 da temporada 2013/2014.
O endividamento da unidade, com financiamentos do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos) do BNDES, foi de R$ 31,1 milhões, sendo R$ 25,3 no longo prazo. O total é 21% menor do apresentado na temporada 2013/2014.
Filipe Albuquerque — NovaCana