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[Atualizada] GranBio e Grupo Carlos Lyra ampliam sociedade estratégica

usina-grupo-carlos-lyra-070214Unidade de cogeração é o novo alvo da parceria entre as empresas
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A precursora brasileira do etanol celulósico GranBio e o tradicional grupo alogoano Carlos Lyra ampliaram a sociedade estratégica.

A precursora brasileira do etanol celulósico GranBio e o tradicional grupo alogoano Carlos Lyra ampliaram a sociedade estratégica para a Bioflex. Em fase final de construção no município de São Miguel dos Campos, em Alagoas, a Bioflex é a primeira usina de etanol de segunda geração (2G) do país e será abastecida com a energia de uma unidade de cogeração compartilhada entre as duas empresas.

A primeira unidade 2G da GranBio será adjacente à Usina Caeté do Grupo Carlos Lyra, um dos primeiros parceiros anunciados. Desde o início se sabia que a associação entre as empresas inclui, por parte do grupo alagoano, o fornecimento de palha para a produção do etanol celulósico da Granbio. A sociedade na área de energia surge como novidade, embora o processo para a aprovação da unidade termoelétrica junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) esteja em trâmite desde julho de 2013.

GranBio e Carlos Lyra são sócias da UTE Bioflex Caeté, que une o nome das usinas de etanol das duas companhias. Segundo a GranBio, a UTE Caeté da usina do Grupo Carlos Lyra, passou por uma ampliação e agora irá alimentar também a unidade de segunda geração da GranBio, chamada de Bioflex. A caldeira continua a ser alimentada com o bagaço de cana proveniente da moagem da Caeté.

Como a mudança física foi acompanhada de uma alteração societária, com 50% para cada companhia, as proprietárias aguardam uma nova autorização da ANEEL. Na quarta-feira (5) foi publicado no Diário Oficial da União o despacho da ANEEL registrando o requerimento de outorga da UTE Bioflex Caeté e de seu sistema de transmissão. A publicação indica como favorecida a Companhia Energética São Miguel dos Campos S.A, que pertence às duas empresas.

A pioneira do 2G informou que ainda não sabe se a energia cogerada será destinada apenas para suprimento das duas usinas ou se haverá comercialização do excedente porque isso "depende da partida da planta" da Granbio.

Menos energia excedente para exportação

Sobre a potência original da UTE Caeté registrada na ANEEL ser maior do que a nova capacidade que aguarda por autorização, a GranBio esclareceu, na manhã desta sexta-feira (07), que se trata apenas da diminuição do potencial excedente para exportação. Conforme a empresa "a UTE vai suprir as duas unidades, portanto utilizar maior volume de vapor e energia. Ou seja, o excedente de comercialização de energia será menor."

Atualmente no banco de informações de geração da ANEEL, a UTE Caeté possui capacidade para cogerar 38,800 kW. Já o novo pedido de outorga indica 30.700 kW de potência instalada.

As companhias ainda não sabem se a cogeração será destinada apenas para autossuficiência ou se haverá excedente para comercialização logo no início da operação da Bioflex. Isso depende da partida da planta, já que a usina terá "uma curva inicial de produção, que só pode ser avaliada após a partida".

Atualizada às 10h45 de 07/02/2014.

Amanda SchArr – NovaCana
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