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GranBio perto de anunciar sua segunda usina de etanol celulósico

granbio-usina pronta2A nova planta terá um tamanho similar à usina de U$ 190 milhões

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A GranBio Investimentos SA, empresa brasileira de biotecnologia que inaugurou a primeira planta de etanol celulósico do hemisfério sul no mês passado, está perto de anunciar um parceiro para sua segunda unidade.

A nova planta terá um tamanho similar à usina de U$ 190 milhões, a Bioflex, disse o CEO da Granbio, Bernardo Gradin.

A GranBio Investimentos SA, empresa brasileira de biotecnologia que inaugurou a primeira planta de etanol celulósico do hemisfério sul no mês passado, está perto de anunciar um parceiro para sua segunda unidade.

A nova planta terá um tamanho similar à usina de U$ 190 milhões, a Bioflex, disse o CEO da Granbio, Bernardo Gradin, numa entrevista realizada nos escritórios da Bloomberg nesta segunda-feira, 13, em São Paulo. Também está prevista uma segunda planta de bioquímicos.

A Bioflex 1 usa resíduos da cana-de-açúcar para produzir 82 milhões de litros (22 milhões de galões) por ano de etanol de segunda geração. Gradin espera investir R$ 4 bilhões (U$1,7 bilhões) até 2020 e abrir pelo menos 10 novas unidades de biocombustíveis e bioquímicos. Gradin não deu detalhes adicionais sobre os novos projetos.

“Com os nossos investimentos, faremos o etanol de segunda geração no Brasil mais competitivo do que é nos Estados Unidos”, afirmou.

Cerca de 88% dos carros no Brasil usam tanto a gasolina quanto o etanol. A venda de automóveis no país aumentou 25% nos últimos cinco anos e a gasolina não atenderá a demanda do país por combustíveis de transporte, disse Gradin.

Isso aumentará a demanda por etanol num período em que a produção está diminuindo. A indústria produzirá cerca de 24 bilhões de litros do etanol convencional na safra 2014/15, valor menor que os 27,5 bilhões de litros produzidos no ciclo anterior, de acordo com a entidade que representa as usinas, a Unica.

O resultado será uma demanda maior pelo etanol celulósico. O objetivo de Gradin é produzir o combustível por um custo até 20% menor que o do etanol convencional de cana. “Precisamos fazer ele de forma mais rápida e mais barata”, disse.

A GranBio foi criada em 2011 e recebeu R$ 700 milhões de reais em investimentos. Cerca de 60% deste valor foi emprestado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela agência de financiamento de pesquisas Finep e pelo Banco do Nordeste do Brasil SA.

A família de Gradin detém 85% da empresa enquanto o BNDES tem uma participação de 15%.

Fonte: Bloomberg
Vanessa Dezem e Gerson Freitas Jr.

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