Medida será compensada por receitas extraordinárias de petróleo, como a arrecadação prevista com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties
O Governo Federal informou nesta terça-feira, 27, que vai renovar a subvenção de R$ 2,12 do diesel. A medida será compensada com receitas extraordinárias de petróleo.
Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, a medida valerá por um mês. O impacto é o mesmo da subvenção atual. A pasta informou ao CNN Money que a ampliação da medida irá custar R$ 10,5 bilhões.
A subvenção do diesel foi inicialmente estabelecida pela Medida Provisória 1.363, de 30 de maio de 2026, no valor de R$ 1,12 por litro.
Posteriormente, diante do agravamento do cenário externo, a MP 1.391, de 11 de setembro de 2026, autorizou o Ministério da Fazenda a definir, por ato próprio, o valor da subvenção ao diesel.
Com fundamento nessa autorização, a pasta publicou uma portaria para fixar uma subvenção adicional de R$ 1,00 por litro, que, somada ao valor previsto na MP 1.363/2026, resultou em uma subvenção total de R$ 2,12 por litro.
Como a MP 1.363 perdeu a validade em 26 de setembro, a equipe econômica editou uma portaria na época para assegurar a manutenção do subsídio no patamar de R$ 2,12, válida para outubro.
O Ministério da Fazenda estima que as receitas extraordinárias com petróleo devem alcançar R$ 67,5 bilhões em 2026. O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.
Ao longo de 2026, o governo abriu crédito extraordinário para compensar as medidas dos combustíveis. Veja o que já foi editado até o momento:
- MP 1.340/2026 (subvenção do diesel): crédito extraordinário de R$ 7 bilhões
- MP 1.349/2026 (subvenção do GLP e apoio financeiro ao setor aéreo): crédito extraordinário de R$ 800 milhões
- MP 1.358/2026 (subvenção diesel e gasolina): crédito extraordinário de R$ 4,1 bilhões
- MP 1.363/2026 (subvenção do diesel em R$ 1,12): R$ 12,5 bilhões
Vitória Queiroz