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Governo prevê aumento da capacidade nacional de refino em 10% até 2036

Estudo divulgado pelo MME projetou crescimento das exportações brasileiras de petróleo e redução da dependência externa de alguns derivados

CNN Brasil 2 min de leitura

O governo federal projeta um aumento de cerca de 10% na capacidade nacional de refino dos combustíveis para os próximos dez anos, segundo estimativa do Caderno de Refino e Infraestrutura de Abastecimento, divulgado nesta terça-feira, 3, pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em conjunto com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Além do aumento na capacidade nacional, o estudo também projeta o aumento das exportações brasileiras de petróleo e redução da dependência externa de alguns derivados.

Uma consulta pública do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2036 vai até esta sexta-feira, 6.

Como mostrou a CNN, em setembro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o plano estratégico da estatal para o período 2027-2031 deve contemplar a autossuficiência no refino de óleo diesel.

A companhia estima que a demanda pelo diesel deve crescer 19% até 2036, entretanto a projeção de aumento para produção nacional é de apenas 13%.

De acordo com Chambriard, chegar a 100% passou a ser um objetivo diante do cenário geopolítico mais recente, com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.

Na projeção do governo, a capacidade nacional de refino deverá passar de aproximadamente 2,3 milhões para 2,5 milhões de barris por dia entre 2026 e 2036.

A estatal estima que a produção nacional de petróleo deverá alcançar aproximadamente 4,9 milhões de barris por dia em 2036, sendo mais da metade desse volume exportada.

A expansão deve ser impulsionada pelos investimentos previstos no setor, incluindo o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima, além da integração operacional do Complexo Boaventura e ampliações e modernizações de unidades existentes.

Ainda segundo o estudo, o governo destacou os desafios associados à substituição gradual do diesel S500 pelo S10, que demanda investimentos em unidades de hidrotratamento, hidroconversão e geração de hidrogênio.

Além disso, a modernização do parque de refino e a ampliação da eficiência energética também integram as perspectivas futuras.

O documento lembra que historicamente, o Brasil é importador líquido de derivados de petróleo e as projeções do PDE 2036 indicam que o país manterá essa condição nos próximos dez anos.

Rafael Villarroel

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