Segundo presidente da estatal, expansão do parque de refino já está em curso, mas poderá ser incrementada no plano de negócios 2027-2031, a ser anunciado até o fim do ano
A Petrobras já investe em seu parque de refino de forma a ampliar a participação da produção nacional no consumo doméstico de óleo diesel. No plano de negócios 2027-2031, que será anunciado até o fim do ano, a petroleira poderá elevar os aportes, com vistas a buscar a autossuficiência, reafirmou nesta segunda-feira, 21, a presidente da estatal, Magda Chambriard.
A executiva também voltou a defender a recomposição de reservas da companhia, com a expansão de novas fronteiras de exploração, como a Margem Equatorial, área que inclui a Bacia da Foz do Amazonas.
“Hoje, entregamos mais de 70% de todo o diesel brasileiro”, afirmou Chambriard em discurso de boas-vindas durante a sessão de abertura da ROG.e, o maior evento da indústria petrolífera do país, que vai até quinta-feira, 24, no Rio de Janeiro (RJ).
Segundo a executiva, com os atuais investimentos na expansão do parque de refino, será possível ampliar a produção até 90% do consumo doméstico de diesel.
Efeito da guerra
A necessidade de seguir nessa expansão tem a ver com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Ao lançar a indústria petrolífera na incerteza, o conflito deixou claro para o setor a importância da “segurança energética” para o “poder geopolítico”.
“Depois da guerra dos EUA contra o Irã, passamos a estudar as possibilidades, que serão confirmadas no plano de negócios 2027-2031, para atingir a autossuficiência na produção de diesel no Brasil”, disse Magda Chambriard.
A presidente da Petrobras também lembrou que o ritmo de produção de petróleo e gás da estatal é crescente hoje e permanecerá em “patamar alto” até meados da década de 2030. Por isso, “seguimos ampliando nossas fronteiras”, reafirmou a executiva.
“Seguimos ampliando as nossas fronteiras, que vão sustentar a produção brasileira nas próximas décadas. Avançamos na margem equatorial, onde identificamos a presença de hidrocarbonetos. Estamos avançando na Bacia de Pelotas, no Rio Grande do Sul”, disse.
Ela ainda observou que a Petrobras assinou, em 17 de setembro, oito contratos para e produção de petróleo no mar da Costa do Marfim, “em aderência à nossa determinação de olhar oportunidades em geologia externa que seja similar à nossa”.
Vinicius Neder