Os valores, no entanto, foram ligeiramente alterados dos pretendidos pela empresa
O Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (Carb) aprovou o etanol de segunda geração produzido pela GranBio como o mais limpo entre os biocombustíveis do gênero já cadastrados no Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (LCFS), a regulação mais exigente para combustíveis nos Estados Unidos.
Os valores, no entanto, foram ligeiramente alterados dos pretendidos pela empresa. Veja a seguir as mudanças e as emissões desagrupadas por cada etapa do processo de produção.
O Conselho de Qualidade do Ar da Califórnia (Carb) aprovou o etanol de segunda geração produzido pela GranBio como o mais limpo entre os biocombustíveis do gênero já cadastrados no Padrão de Combustíveis de Baixo Carbono (LCFS), a regulação mais exigente para combustíveis nos Estados Unidos. O aval oficial do órgão regulador foi divulgado na última sexta-feira, 24.
A solicitação da empresa defendia uma pegada de carbono de 6,98 gCO2e/MJ para o etanol feito da palha de cana-de-açúcar em sua unidade, no interior de Alagoas.
O Carb já havia recomendado a classificação proposta, mas reviu o valor final e certificou uma intensidade de carbono ligeiramente superior, de 7,49 gCO2e/MJ. Veja na tabela as emissões desagregadas por etapa da produção.

Com o prêmio pago pela Califórnia aos combustíveis mais limpos, a GranBio pretende enviar ao estado um volume que pode chegar a 100% de sua produção, a depender dos preços. A primeira unidade da companhia entrou em operação no final de setembro, mas a expectativa é que a exportação para a costa-oeste dos EUA inicie apenas no segundo trimestre de 2015, quando será possível formar um lastro de 10 milhões de litros do biocombustível.
A criação de uma classificação para o etanol da biomassa de cana abre caminho para os próximos produtores brasileiros do etanol 2G, como a Raízen. O braço da Cosan já anunciou o início da operação comercial de sua primeira planta de etanol celulósico, adjacente à usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP), para novembro. Caso queira aproveitar o mercado californiano, a Raízen poderá se espelhar no método inaugurado pela GranBio para o cálculo da intensidade de carbono do E2G de cana.
Amanda SchArr – NovaCana