Documento mostra que a partir de 2008 todas as fontes de energia sofreram oscilações significativas de preço, mas nenhum produto viveu altos e baixos tão abruptos quanto o etanolO governo publicou na última semana o relatório final do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2013, a publicação anual é uma peça chave para o planejamento e acompanhamento dos setores de energia. O documento produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) traz em 288 páginas informações detalhadas dos últimos dez anos (2004 a 2013) sobre oferta e demanda de energia, mercados consumidores e comércio externo de energia, além de outras informações.
O relatório completo consolida a avaliação da síntese, publicada em junho, ao mostrar os produtos da cana-de-açúcar como um dos destaques de 2013. Como publicado pelo NovaCana (relembre aqui), o setor sucroenergético deu origem a 16,1% de toda a energia ofertada no Brasil durante o ano passado.
Confira a seguir alguns destaques do documento sobre o mercado de etanol e detalhes do rendimento e preço do biocombustível comparado às demais fontes de energia do Brasil.
O governo publicou o relatório final do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2013, a publicação anual é uma peça chave para o planejamento e acompanhamento dos setores de energia. O documento produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) traz em 288 páginas informações detalhadas dos últimos dez anos (2004 a 2013) sobre oferta e demanda de energia, mercados consumidores e comércio externo de energia, além de outras informações.
O relatório completo consolida a avaliação da síntese, publicada em junho, ao mostrar os produtos da cana-de-açúcar como um dos destaques de 2013. Como publicado pelo NovaCana (relembre aqui), o setor sucroenergético deu origem a 16,1% de toda a energia ofertada no Brasil durante o ano passado.
Ao longo da década a oferta energética dos produtos da cana-de-açúcar passou de 28,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep), em 2004, para 47,6 Mtep, em 2013. Ao longo do mesmo período, a participação do setor entre as fontes ofertadas aumentou de 13,5% para 16,1%, com o melhor resultado alcançado em 2009 com a participação de 18,1%.
Os valores são apresentados em Mtep para facilitar a comparação entre as fontes de energia (veja tabelas ao final do texto).
Preço inconstante
Ao apresentar o histórico de preços de cada fonte de energia do país, o balanço evidencia o efeitos dos revezes enfrentados pelo biocombustível. A partir de 2008 todas as fontes de energia sofreram oscilações significativas de preço, mas nenhum produto viveu altos e baixos tão abruptos quanto o etanol hidratado.
No mesmo período de dez anos, a Cide combustíveis (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico), que incidia sobre a gasolina, também teve diversas variações entre os R$ 0,28 por litro que vigoravam de 2004 a 2008, até ser zerada em junho 2011.
A média de preço nacional do etanol ao consumidor (convertida a dólar corrente pela taxa média anual do câmbio) alcançou o maior preço da década em 2011. No ano marcado pela forte quebra de safra canavieira, o valor do biocombustível em petróleo equivalente foi de US$ 334,7/Mtep, ou US$ 1.202/m³. Um aumento de 27,5% ante 2010, quando o preço havia sido de US$ 262,6/Mtep (US$ 943/m³).
Em 2012, depois do preço auge, o valor do hidratado teve queda de 17% indo a US$ 277,8/Mtep. Já em 2013 o preço caiu mais, para US$ 262,5/Mtep (US$ 936/m³), ficando em um patamar ainda inferior ao de 2010.
Em comparação com a gasolina, o preço médio do etanol foi vantajoso ao consumidor brasileiro somente em 2004 e 2005. Em 2006, 2009 e 2010 o custo dos dois combustíveis por unidade de energia foi equivalente. Já nos cinco ano restantes – 2007, 2008, 2011, 2012 e 2013 – a relação foi desfavorável ao carburante de cana.

O melhor rendimento
Entre os três principais segmentos energéticos – óleo diesel, eletricidade e produtos da cana – a produção do setor sucroalcooleiro é mais eficiente. Ao avaliar os rendimentos das fontes no processo de transformação energética, o documento mostra a "Energia Útil", estimada com base nas eficiências médias das instalações em que cada setor é melhor.
Há 30 anos ao rendimento na transformação dos produtos de cana era de 65%. Em 1994 o índica passou para 71,6% e em 2004 o rendimento alcançava 76,7%. Assim, de 1984 a 2004 a evolução de rendimento do setor foi de 11,6%, melhora relacionada à evolução tecnológica dos equipamentos.

A publicação na íntegra está disponível aqui.
novaCana.com
O relatório completo consolida a avaliação da síntese, publicada em junho, ao mostrar os produtos da cana-de-açúcar como um dos destaques de 2013. Como publicado pelo NovaCana (relembre aqui), o setor sucroenergético deu origem a 16,1% de toda a energia ofertada no Brasil durante o ano passado.
Confira a seguir alguns destaques do documento sobre o mercado de etanol e detalhes do rendimento e preço do biocombustível comparado às demais fontes de energia do Brasil.
O governo publicou o relatório final do Balanço Energético Nacional (BEN) de 2013, a publicação anual é uma peça chave para o planejamento e acompanhamento dos setores de energia. O documento produzido pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) traz em 288 páginas informações detalhadas dos últimos dez anos (2004 a 2013) sobre oferta e demanda de energia, mercados consumidores e comércio externo de energia, além de outras informações.
O relatório completo consolida a avaliação da síntese, publicada em junho, ao mostrar os produtos da cana-de-açúcar como um dos destaques de 2013. Como publicado pelo NovaCana (relembre aqui), o setor sucroenergético deu origem a 16,1% de toda a energia ofertada no Brasil durante o ano passado.
Ao longo da década a oferta energética dos produtos da cana-de-açúcar passou de 28,7 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep), em 2004, para 47,6 Mtep, em 2013. Ao longo do mesmo período, a participação do setor entre as fontes ofertadas aumentou de 13,5% para 16,1%, com o melhor resultado alcançado em 2009 com a participação de 18,1%.
Os valores são apresentados em Mtep para facilitar a comparação entre as fontes de energia (veja tabelas ao final do texto).
Preço inconstante
Ao apresentar o histórico de preços de cada fonte de energia do país, o balanço evidencia o efeitos dos revezes enfrentados pelo biocombustível. A partir de 2008 todas as fontes de energia sofreram oscilações significativas de preço, mas nenhum produto viveu altos e baixos tão abruptos quanto o etanol hidratado.
No mesmo período de dez anos, a Cide combustíveis (Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico), que incidia sobre a gasolina, também teve diversas variações entre os R$ 0,28 por litro que vigoravam de 2004 a 2008, até ser zerada em junho 2011.
A média de preço nacional do etanol ao consumidor (convertida a dólar corrente pela taxa média anual do câmbio) alcançou o maior preço da década em 2011. No ano marcado pela forte quebra de safra canavieira, o valor do biocombustível em petróleo equivalente foi de US$ 334,7/Mtep, ou US$ 1.202/m³. Um aumento de 27,5% ante 2010, quando o preço havia sido de US$ 262,6/Mtep (US$ 943/m³).
Em 2012, depois do preço auge, o valor do hidratado teve queda de 17% indo a US$ 277,8/Mtep. Já em 2013 o preço caiu mais, para US$ 262,5/Mtep (US$ 936/m³), ficando em um patamar ainda inferior ao de 2010.
Em comparação com a gasolina, o preço médio do etanol foi vantajoso ao consumidor brasileiro somente em 2004 e 2005. Em 2006, 2009 e 2010 o custo dos dois combustíveis por unidade de energia foi equivalente. Já nos cinco ano restantes – 2007, 2008, 2011, 2012 e 2013 – a relação foi desfavorável ao carburante de cana.

O melhor rendimento
Entre os três principais segmentos energéticos – óleo diesel, eletricidade e produtos da cana – a produção do setor sucroalcooleiro é mais eficiente. Ao avaliar os rendimentos das fontes no processo de transformação energética, o documento mostra a "Energia Útil", estimada com base nas eficiências médias das instalações em que cada setor é melhor.
Há 30 anos ao rendimento na transformação dos produtos de cana era de 65%. Em 1994 o índica passou para 71,6% e em 2004 o rendimento alcançava 76,7%. Assim, de 1984 a 2004 a evolução de rendimento do setor foi de 11,6%, melhora relacionada à evolução tecnológica dos equipamentos.

A publicação na íntegra está disponível aqui.
novaCana.com