Agência australiana revê projeções em trabalho sobre as perspectivas para o mercado de açúcarOficiais do governo da Austrália, o terceiro maior exportador de açúcar do mundo, divulgaram um panorama para o mercado de açúcar nos principais países produtores. A avaliação considerou as exportações de cada país e os cenários de preço e produção do produto.
Confira a seguir os destaques e os gráficos com o panorama do mercado mundial.
Oficiais do governo da Austrália, o terceiro maior exportador de açúcar do mundo, diminuíram suas expectativas em relação à produção da commodity em 2014-15, mas não a ponto de projetar um déficit de produção e preços pessimistas para o produto, como sugeriram outros analistas.
O centro de pesquisa do departamento de agricultura da Austrália (Abares, na sigla em inglês) reduziu sua previsão em relação à produção mundial de açúcar em 2,8 milhões de toneladas, de 182,7 para 179,9 milhões na safra 2014-15, que começa em outubro e está acabando até mesmo com as expectativas de um pequeno aumento na produção do adoçante.
O rebaixamento das previsões reflete um corte de 38 milhões de toneladas na estimativa para a produção brasiliera, uma queda de 1,7 milhões na comparação com o ano anterior, disse o centro de pesquisa, que fez suas últimas projeções em Março e, na ocasião, esperava um aumento nos volumes do principal produtor do planeta.
"A queda nas estimativas reflete fortemente uma produção menor, [resultado de] uma seca na região Centro-Sul", disse a entidade em um relatório.
De fato, o Cepea/Esaql estimou que, na semana passada, a produção de açúcar cristal "remunerou 25% mais que o etanol anidro" em São Paulo, o principal estado produtor.

Já para a China, um grande importador de açúcar, as previsões do departamento australiano também são menores. A Abares espera uma redução de 4% na produção, que deverá alcançar 14 milhões de toneladas como "resposta a preços mais baixos do adoçante no mercado doméstico e à uma produtividade menor".
Esta previsão atualizada, que representa um aumento de 220 mil toneladas em relação ao ano anterior, caiu para uma estimativa de aumento de 1,6% nas áreas colhidas e uma recuperação de produtividade aos níveis de 2013-14, quando inundações afetaram o país.
De fato, os produtores australianos podem ter um retorno de U$38 por tonelada, um aumento de 7%, considerando que a produtividade melhorou, disse a Abares.

Embora seja menor que o superávit de 2,2 milhões de toneladas previsto anteriormente pela agência, a estimativa é mais otimista que as projeções de consultorias como a Platts Kingsman, que no último mês sugeriu um déficit de 239 mil toneladas em 2014-15, de acordo com uma análise que leva em conta o período de Outubro a Setembro.
A Organização Internacional do Açúcar (ISO), por sua vez, prevê "um nítido balanço da oferta e demanda global de açúcar".

Contratos futuros de açúcar para entrega em outubro de 2014 foram negociados a 17,93 centavos de dólar por libra-peso, com preços subindo para 19,16 centavos de dólar por libra-peso para os contratos que vencem em outubro de 2015.
O relatório completo sobre o mercado de açúcar está disponível no abaixo:
www.novacana.com/pdf/Sugar_australia_2014.No2.pdf
Fonte: Agrimoney.com
Tradução e adpatação Leonardo Siqueira - NovaCana
Confira a seguir os destaques e os gráficos com o panorama do mercado mundial.
Oficiais do governo da Austrália, o terceiro maior exportador de açúcar do mundo, diminuíram suas expectativas em relação à produção da commodity em 2014-15, mas não a ponto de projetar um déficit de produção e preços pessimistas para o produto, como sugeriram outros analistas.
O centro de pesquisa do departamento de agricultura da Austrália (Abares, na sigla em inglês) reduziu sua previsão em relação à produção mundial de açúcar em 2,8 milhões de toneladas, de 182,7 para 179,9 milhões na safra 2014-15, que começa em outubro e está acabando até mesmo com as expectativas de um pequeno aumento na produção do adoçante.
O rebaixamento das previsões reflete um corte de 38 milhões de toneladas na estimativa para a produção brasiliera, uma queda de 1,7 milhões na comparação com o ano anterior, disse o centro de pesquisa, que fez suas últimas projeções em Março e, na ocasião, esperava um aumento nos volumes do principal produtor do planeta.
"A queda nas estimativas reflete fortemente uma produção menor, [resultado de] uma seca na região Centro-Sul", disse a entidade em um relatório.
Açúcar vs etanol
A previsão do centro de pesquisa também assumiu uma pequena queda de um ponto percentual para 44% na proporção da cana-de-açúcar brasileira que é transformada em etanol. As estimativas já consideram o aumento na mistura d e etanol na gasolina, que segundo a agência chegará a 27,5%. Contudo, o ponto crítico na produção de etanol e açúcar varia de especialista para especialista, e será, de fato, diferente entre as usinas, dependendo de fatores como os regimes de mercado e estratégias para a colheita da cana.De fato, o Cepea/Esaql estimou que, na semana passada, a produção de açúcar cristal "remunerou 25% mais que o etanol anidro" em São Paulo, o principal estado produtor.

Volumes menores na China e Tailândia
A agência também descartou previsões de alta na produção da Tailândia, o segundo maior exportador do produto, onde a produção caiu cerca de 700 mil toneladas, chegando a 10,9 milhões, refletindo uma "redução de 5% da cana plantada, resultado de estimativas menores para os preços mundiais do adoçante".Já para a China, um grande importador de açúcar, as previsões do departamento australiano também são menores. A Abares espera uma redução de 4% na produção, que deverá alcançar 14 milhões de toneladas como "resposta a preços mais baixos do adoçante no mercado doméstico e à uma produtividade menor".
Esperanças maiores
Mesmo assim, a Abares preferiu apostar na crescente produção de açúcar no México e nos Estados Unidos, e aumentou sua estimativa para a produção australiana em 57 mil toneladas, para 4,6 milhões de toneladas.Esta previsão atualizada, que representa um aumento de 220 mil toneladas em relação ao ano anterior, caiu para uma estimativa de aumento de 1,6% nas áreas colhidas e uma recuperação de produtividade aos níveis de 2013-14, quando inundações afetaram o país.
De fato, os produtores australianos podem ter um retorno de U$38 por tonelada, um aumento de 7%, considerando que a produtividade melhorou, disse a Abares.

Superávit vs déficit
Com as revisões da Abares, a produção mundial de açúcar será maior que o consumo em 2014-15, o suficiente para impulsionar um aumento de 400 mil toneladas nos estoques mundiais do adoçante, que chegarão a 80,5 milhões de toneladas até o fim da safra.Embora seja menor que o superávit de 2,2 milhões de toneladas previsto anteriormente pela agência, a estimativa é mais otimista que as projeções de consultorias como a Platts Kingsman, que no último mês sugeriu um déficit de 239 mil toneladas em 2014-15, de acordo com uma análise que leva em conta o período de Outubro a Setembro.
A Organização Internacional do Açúcar (ISO), por sua vez, prevê "um nítido balanço da oferta e demanda global de açúcar".

Projeções de preço
A Abares aumentou sua estimativa em relação ao preço de referência da bolsa de mercados futuros de Nova York em 2014-15 para 0.8 centavos de dólar por libra-peso, apesar de a previsão ter ficado aquém da expectativa de investidores.Contratos futuros de açúcar para entrega em outubro de 2014 foram negociados a 17,93 centavos de dólar por libra-peso, com preços subindo para 19,16 centavos de dólar por libra-peso para os contratos que vencem em outubro de 2015.
O relatório completo sobre o mercado de açúcar está disponível no abaixo:
www.novacana.com/pdf/Sugar_australia_2014.No2.pdf
Fonte: Agrimoney.com
Tradução e adpatação Leonardo Siqueira - NovaCana