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Geadas devem ter pouco impacto na safra de cana

geada-300713Noroeste do Paraná foi o mais prejudicado, mas o resto do Brasil, a princípio, não terá efeitos negativos significativos
DCI 2 min de leitura
"A princípio não vi efeitos negativos de grande monta", Antonio de Pádua, diretor técnico da Unica.

"Já estamos na época de colheita. Onde a plantação foi afetada com geada, pode cortar a cana. Não vai ter perda significativa", Paulo Sérgio Leal, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

Se o clima mais frio e úmido neste inverno tem impacto na composição da cana, os danos ao volume produzido ainda não puderam ser calculados, mas membros do setor preveem baixo impacto. "A princípio não vi efeitos negativos de grande monta", afirma Antonio de Pádua, diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica).

O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Paulo Sérgio Leal, diz que o noroeste do Paraná foi a região mais prejudicada, onde 5% da área plantada pode ter sido comprometida. "Mas já estamos na época de colheita. Onde a plantação foi afetada com geada, pode cortar a cana. Não vai ter perda significativa", estima Leal.

Apesar do baixo impacto em volume de cana colhida, que nesta safra será 10,7% maior que a safra passada, o tempo úmido pode complicar o processo de moagem. Segundo Nastari, a chuva pode retardar essa etapa e levar a uma oferta menor de açúcar.

Pádua, da Unica, acrescenta que essa possibilidade de redução da moagem, durante uma safra com maior produtividade, leva ao risco de um contingente maior de cana que não vai ser colhido. Apesar disso, a colheita anda a todo vapor. Mesmo com um atraso de 15 dias, decorrente da pausa forçada pelas chuvas durante o mês de junho, 45% da cana prevista para a safra atual já haviam sido colhidos até a semana passada, segundo a Unica.

Camila Souza Ramos, DCI
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