Os futuros de açúcar demerara fecharam firmes ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas ainda abaixo da resistência de 12,50 cents por libra-peso. As cotações até tentaram romper esse patamar, mas foram novamente pressionadas por fixações de produtores da Tailândia
Os futuros de açúcar demerara fecharam firmes ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), mas ainda abaixo da resistência de 12,50 cents por libra-peso. As cotações até tentaram romper esse patamar, mas foram novamente pressionadas por fixações de produtores da Tailândia. Ainda assim, os preços chegam ao final do mês com saldo positivo: a valorização em setembro foi de 6,31%.
Além dos fundamentos já conhecidos, o mercado ganhou ontem mais um fator de suporte. A Czarnikow elevou sua previsão de déficit para a safra global 2015/16, que começa oficialmente amanhã. A expectativa é de demanda 4,1 milhões de toneladas maior que o consumo, bem mais do que as 1,7 milhão de toneladas estimadas em maio. "Antes, acreditávamos que apenas o crescimento da demanda seria responsável pelo déficit, mas a produção não correspondeu às nossas expectativas", afirmou a trading britânica. Se a projeção se confirmar, o próximo ciclo encerrará cinco temporadas consecutivas de excedente.
Do lado cambial, a influência se mostra mesmo mais fraca. Nesta terça-feira, o dólar chegou a bater em R$ 4,15 durante o dia, mas mexeu pouco com os futuros. Ao final da sessão, a moeda norte-americana no balcão ficou em R$ 4,0630 (-0,42%).
E hoje ocorre a expiração da tela de outubro. No mercado especula-se que a Wilmar International fará nova compra volumosa, a exemplo das mais de 1 milhão de toneladas adquiridas em maio. Outubro subiu 1 ponto (0,09%) e fechou a terça-feira em 11,76 cents/lb. Março avançou 8 pontos (0,65%) e terminou em 12,46 cents/lb, com máxima intraday de 12,76 cents/lb (mais 38 pontos) e mínima de 12,12 cents/lb (menos 26 pontos). O spread outubro/março variou de 63 para 70 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.
Nos gráficos, os futuros continuam com resistência firme em 12,50 cents/lb, seguida pela de 12,76 cents/lb, máxima de ontem. Para baixo, o suporte mais forte aparece nos psicológicos 12 cents/lb.
O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a terça-feira em R$ 54,37, alta de 1,06% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,38/saca (+1,44%).