Certificados foram avaliados pela Fitch Ratings e receberam a classificação AA- em escala nacional
Logo após anunciar a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 850 milhões, a FS Bioenergia já prepara uma nova geração de papéis. Desta vez, a quantia total será de R$ 750 milhões, dividida em duas séries. A informação está presente em relatório emitido pela Fitch Ratings.
A primeira parte, de R$ 287,88 milhões terá remuneração atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), acrescido a uma sobretaxa de 1,5% ao ano. O pagamento dos juros será feito a cada seis meses, em maio e novembro, enquanto o valor principal será divido em duas parcelas, em maio de 2025 e maio de 2026.
Já a segunda série terá o valor de R$ 462,12 milhões. Neste caso, haverá uma taxa pré-fixada de 7,39% ao ano, atualizada monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os juros serão pagos na mesma frequência da primeira série, mas o principal será quitado em três parcelas anuais, em 2027, 2028 e 2029.
Os CRAs serão emitidos pela Eco Securitizadora. Cada série será lastreada por uma Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F) emitida pela FS Bioenergia com as mesmas características em termos de montante, vencimento e frequência de pagamentos.
Além disso, o BTG Pactual deve atuar como líder da operação, que também contará com envolvimento da XP Investimentos, do Banco Santander e do Banco Safra na distribuição.
Para saber como a Fitch Ratings avaliou a emissão, acesse o texto completo (exclusivo para assinantes NovaCana).
Logo após anunciar a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) no valor de R$ 850 milhões, a FS Bioenergia já prepara uma nova geração de papéis. Desta vez, a quantia total será de R$ 750 milhões, dividida em duas séries. A informação está presente em relatório emitido pela Fitch Ratings.
A primeira parte, de R$ 287,88 milhões terá remuneração atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), acrescido a uma sobretaxa de 1,5% ao ano. O pagamento dos juros será feito a cada seis meses, em maio e novembro, enquanto o valor principal será divido em duas parcelas, em maio de 2025 e maio de 2026.
Já a segunda série terá o valor de R$ 462,12 milhões. Neste caso, haverá uma taxa pré-fixada de 7,39% ao ano, atualizada monetariamente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os juros serão pagos na mesma frequência da primeira série, mas o principal será quitado em três parcelas anuais, em 2027, 2028 e 2029.
Os CRAs serão emitidos pela Eco Securitizadora. Cada série será lastreada por uma Cédula de Produto Rural Financeira (CPR-F) emitida pela FS Bioenergia com as mesmas características em termos de montante, vencimento e frequência de pagamentos.
Além disso, o BTG Pactual deve atuar como líder da operação, que também contará com envolvimento da XP Investimentos, do Banco Santander e do Banco Safra na distribuição.
Avaliação e riscos
Em sua avaliação, a Fitch Ratings classificou a emissão com o rating de longo prazo AA- em escala nacional e perspectiva estável, repetindo a nota dada à própria FS Bioenergia. Desta forma, a empresa se encontra na faixa de qualidade de crédito tida como “muito alta” e com pouco risco de inadimplência; também não estão previstos rebaixamentos ou elevações nos próximos meses.
“O rating dos CRAs reflete o rating da devedora, dado que, além da obrigação de pagamento de principal e juros do colateral, a companhia é responsável por todos os custos da operação e restabelecimento do fundo de reservas, caso o seu valor seja menor que o mínimo estabelecido”, explica.
A agência de classificação de risco ainda coloca que a nota dada à FS Bioenergia considera uma geração de caixa maior do que a prevista pela Fitch e uma expectativa de baixa alavancagem nos próximos dois anos. A classificação incorpora, ainda, o modelo de negócios da empresa e seu custo-caixa, considerado baixo para a indústria brasileira de etanol.
Mas o documento observa que, embora a FS Bioenergia não esteja diretamente exposta ao risco de oferta e ao preço dos fertilizantes no curto prazo – um mercado afetado pela guerra entre Rússia e Ucrânia –, o andamento da segunda safra de milho poderia afetar a empresa. “A forte oscilação dos preços do milho e do etanol no país e a ausência de correlação entre os preços das duas commodities a curto prazo são considerações importantes”, completa.
Renata Bossle – NovaCana