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FS Bioenergia pretende emitir R$ 850 milhões em CRAs

Fitch Ratings avaliou a emissão como AA- em escala nacional; reservas terminam na próxima quarta-feira, 9

NovaCana 4 min de leitura

Investidores interessados em reservar os novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da FS Bioenergia têm até a próxima quarta-feira, 9, para se manifestarem. A proposta envolve a geração de 850 mil títulos com valor unitário de R$ 1 mil, de modo que os recursos podem chegar a R$ 850 milhões. Serão duas séries: a primeira terá vencimento em fevereiro de 2026, enquanto a segunda irá até 2029.

A empresa, prevendo um possível excesso de demanda, já disponibilizou um lote complementar de 20%. Caso ele seja totalmente utilizado, o valor dos CRAs da FS pode chegar a R$ 1,02 bilhão.

A Fitch Ratings atribuiu, no final de janeiro, o rating nacional de longo prazo de AA- à proposta de emissão da FS Bioenergia, feita por meio da Eco Securitizadora de Direito Creditórios do Agronegócio. A perspectiva para os papéis é estável, segundo a agência de classificação de risco.

Em dezembro do ano passado, a Fitch também classificou uma emissão de CRAs da empresa como AA- na escala nacional de longo prazo. A captação de recursos seria feita em duas séries que, juntas, poderiam chegar a R$ 80 milhões.

As avaliações repetem a nota da própria FS, que também recebeu perspectiva estável na avaliação da Fitch. De acordo com a agência, o risco da proposta reflete o risco de pagamento dos créditos pela companhia.

Segundo o relatório disponibilizado, a classificação já considera uma geração de caixa menor do que a prevista anteriormente, assim como uma expectativa de baixa alavancagem durante o ciclo de investimentos nos próximos dois anos.

Além disso, a avaliação aponta que o modelo de negócio da FS é “adequado” e com baixo custo-caixa, mesmo dentro de um setor volátil como a indústria brasileira de etanol.

Confira detalhes sobre a proposta de emissão de CRAs da FS Bioenergia no texto completo (exclusivo para assinantes).

Investidores interessados em reservar os novos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) da FS Bioenergia têm até a próxima quarta-feira, 9, para se manifestarem. A proposta envolve a geração de 850 mil títulos com valor unitário de R$ 1 mil, de modo que os recursos podem chegar a R$ 850 milhões. Serão duas séries: a primeira terá vencimento em fevereiro de 2026, enquanto a segunda irá até 2029.

A empresa, prevendo um possível excesso de demanda, já disponibilizou um lote complementar de 20%. Caso ele seja totalmente utilizado, o valor dos CRAs da FS pode chegar a R$ 1,02 bilhão.

A Fitch Ratings atribuiu, no final de janeiro, o rating nacional de longo prazo de AA- à proposta de emissão da FS Bioenergia, feita por meio da Eco Securitizadora de Direito Creditórios do Agronegócio. A perspectiva para os papéis é estável, segundo a agência de classificação de risco.

Em dezembro do ano passado, a Fitch também classificou uma emissão de CRAs da empresa como AA- na escala nacional de longo prazo. A captação de recursos seria feita em duas séries que, juntas, poderiam chegar a R$ 80 milhões.

As avaliações repetem a nota da própria FS, que também recebeu perspectiva estável na avaliação da Fitch. De acordo com a agência, o risco da proposta reflete o risco de pagamento dos créditos pela companhia.

Segundo o relatório disponibilizado, a classificação já considera uma geração de caixa menor do que a prevista anteriormente, assim como uma expectativa de baixa alavancagem durante o ciclo de investimentos nos próximos dois anos.

Além disso, a avaliação aponta que o modelo de negócio da FS é “adequado” e com baixo custo-caixa, mesmo dentro de um setor volátil como a indústria brasileira de etanol.

Emissão de CRAs pela FS

O relatório da Fitch explica que os CRAs serão lastreados por uma Cédula de Produto Rural – Financeira (CPR-F), a ser emitida pela FS. Além disso, os títulos serão emitidos de forma nominativa e escritural.

Segundo a Fitch, a remuneração da primeira série será atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Ela ainda terá juros equivalentes à variação acumulada de 100% da taxa DI-Over e outros acréscimos anuais que serão definidos no processo de coleta de intenções (bookbuilding) – mas que, segundo o prospecto preliminar, deverá ser limitado a 2% ao ano.

Os juros serão pagos aos investidores nos meses de fevereiro e agosto, enquanto o valor principal será amortizado em duas parcelas iguais em 2025 e 2026.

Já os juros remuneratórios da segunda série serão definidos no bookbuilding, ficando limitados à maior taxa entre NTN-B 2028, acrescida de spread, e uma taxa fixa anual. Neste caso, os valores serão pagos na mesma frequência da primeira série. O principal, por sua vez, será amortizado em três parcelas nos anos de 2027, 2028 e 2029.

Giully Regina – NovaCana

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