As expectativas do mercado para os números finais de exportação de açúcar em julho eram grandes. Antes mesmo do fechamento do mês, números preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, já falavam em recorde para o período.
Por sua vez, os dados logo no começo de agosto contabilizaram 3,49 milhões de toneladas, o maior volume mensal desde setembro de 2017. Em comparação com julho de 2019, quando o mercado internacional de açúcar estava desaquecido, este volume representa um crescimento de 92,3%. Já em relação a junho deste ano, o crescimento foi de 28,5%.
Com a divulgação de informações detalhadas pela Secex, na última sexta-feira (7), é possível saber que, deste total, 2,95 milhões de toneladas são de açúcar bruto e que o produto foi comercializado a um preço médio de US$ 267,65/t.
Já as 533 mil toneladas restantes foram de açúcar branco exportado a um preço médio de US$ 325,05/t. Com isso, a diferença entre os preços dos produtos bruto e refinado foi de US$ 57,40/t.
Na média, o açúcar exportado em julho foi comercializado a US$ 276,43/t, alcançando uma receita mensal de US$ 963,80 milhões – o mais alto valor mensal desde outubro de 2017, quando a receita chegou a US$ 1,03 bilhão.
Ainda que o câmbio esteja favorecendo as exportações, o valor do açúcar brasileiro em dólares está abaixo do registrado em julho de 2019, quando a commodity era vendida a US$ 289,86/t. Porém o atual valor representa uma recuperação ante os US$ 272,04/t registrados em junho.
No acumulado de janeiro a julho, as exportações de açúcar somam 14,63 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 57% na comparação com o mesmo período de 2019. Este é o maior resultado desde 2017, quando as vendas somaram 15,44 milhões de toneladas.
No ano, a receita com as vendas da commodity já chega a US$ 4,16 bilhões.


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