As vendas brasileiras de açúcar para o mercado externo seguem em patamares elevados, ainda que com volumes mais baixos que os vistos no ano passado, quando o país obteve resultados recordes.
Em setembro, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, foram despachadas 2,54 milhões de toneladas da commodity, caracterizando uma leve queda de 0,1% ante agosto. Já em comparação com as 3,39 milhões de toneladas do ano anterior, a retração foi de 24,9%.
Do total de açúcar exportado em setembro, 2,32 milhões de toneladas foram do produto bruto, comercializado a um valor médio de US$ 325,32 por tonelada. Este preço representa uma elevação de 18,6% em relação ao mesmo mês de 2020, mas uma queda de 2,8% ante agosto deste ano.
Já as 223,2 mil toneladas de açúcar refinado vendidas foram negociadas, em média, a US$ 379/t, queda de 1,3% sobre o mês anterior, mas alta de 12,1% na comparação anual.
Considerando todas as comercializações, o preço médio do açúcar exportado em julho foi de US$ 330,03/t, redução de 3% em relação a agosto e crescimento de 17,4% frente a setembro de 2020.
Contudo, a alta no preço não foi suficiente para compensar o volume inferior, de modo que a receita obtida no mês ficou 11,8% abaixo dos US$ 951,98 milhões de um ano antes, com US$ 839,19 milhões.
No acumulado do ano, as exportações de açúcar chegaram a 20,34 milhões de toneladas, sendo 2,45 milhões do produto refinado e 17,89 milhões do bruto. Considerando um preço médio de R$ 328,18/t, a receita total foi de US$ 6,68 bilhões.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o país registrou queda de 2,7% no volume, alta de 16,5% no preço e aumento de 13,4% na receita.
Além disso, os principais destinos do açúcar brasileiro exportado entre janeiro e setembro deste ano foram: China (3,43 mi t), Argélia (1,7 mi t), Nigéria (1,41 mi t), Bangladesh (1,32 mi t) e Arábia Saudita (1,06 mi t).


Lucas Vasconcelos – NovaCana
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