Com o mercado doméstico de etanol desaquecido, o real desvalorizado e a possibilidade de déficits consecutivos na produção global de açúcar, as sucroenergéticas brasileiras estão firmando suas estratégias de exportação do adoçante.
De janeiro a setembro deste ano, 21,22 milhões de toneladas da commodity foram exportadas – um crescimento de 68,2% ante as 12,61 milhões vistas no mesmo período de 2019.
Os números detalhados de exportações foram divulgados ontem (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
No último mês, as exportações de açúcar somaram 3,62 milhões de toneladas, sendo 3,25 milhões de açúcar bruto e 366,3 mil do refinado. No total, o volume representa um crescimento de 13,2% ante agosto e de 111,8% na comparação com as 1,71 milhão de toneladas registradas em setembro de 2019.
Conforme os números divulgados, o açúcar bruto foi comercializado a um preço médio de US$ 273,18/t, enquanto o refinado foi vendido a US$ 336,32/t. Considerando todo o volume, por sua vez, o preço médio foi de US$ 279,57/t.
Na comparação com setembro de 2019, houve uma queda de 1,7% no valor em dólar. Ainda assim, o maior volume propiciou que a receita do setor crescesse 108,3%, chegando a US$ 1,01 bilhão – o maior valor desde outubro de 2017. No acumulado do ano, por sua vez, a receita é de US$ 5,97 bilhões – 63,2% acima da vista no período anterior.
Considerando também a maior desvalorização do real frente ao dólar, o impacto deste aumento na receita pode ser ainda maior para o caixa das usinas.
Além disso, a perspectiva é que as exportações sigam aquecidas. As entregas de açúcar bruto contra o vencimento do contrato futuro outubro na bolsa ICE, em Nova York, apresentaram um recorde com 2,62 milhões de toneladas e quase todo o volume é do produto brasileiro.


novaCana.com
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