Usinas esperam melhores cotações para o produto. São Martinho também mantém estoques maiores de açúcarO grupo Cosan tem adotado a estratégia de estocar o açúcar enquanto os preços da commodity estão baixos. A esperança é que haja uma melhora nas cotações do produto.
O grupo Cosan tem adotado a estratégia de estocar o açúcar enquanto os preços da commodity estão baixos. A esperança é que haja uma melhora nas cotações do produto.
A previsão de uma safra menos produtiva é esperada também pelo grupo São Martinho, uma das 20 empresas mais lucrativas do setor sucroalcooleiro. Em uma teleconferência com investidores, a empresa anunciou que espera uma queda de produtividade de 10% em seus canaviais.
Segundo a Cosan, a maior produtora de açúcar e etanol do país, de abril a junho a sua produção de açúcar subiu 13,7% para 1,35 milhões de toneladas.
O número reflete um aumento de 13% nos volumes da cana moída pela Raízen Energia, o braço sucroalcooleiro do grupo, que também registrou uma concentração de açúcares totais recuperáveis (ATR) maior em sua safra, graças à seca do início do ano.
"O principal fator que levou a esta redução na receita líquida nas vendas do açúcar foi o atraso nas entregas até o fim da safra 2014/15", disse o grupo Cosan.
No final de junho, os inventários eram de 800 mil toneladas, volume 84% superior ao registrado no ano anterior.
O aumento reflete a expectativa que há entre os produtores de açúcar brasileiros em relação aos preços atuais do adoçante que estariam insustentavelmente baixos com a perspectiva de um fim antecipado da safra. Na quarta-feira os preços do açúcar caíram para baixo de 16 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York (ICE Futures), o menor valor em cinco meses.
No segundo trimestre, a produtividade dos canaviais da Cosan foi de 79,5 toneladas por hectare, queda de 8,1%.
Já a concorrente São Martinho, que reportou um aumento na produtividade de seus canaviais no trimestre, para 93,3 toneladas por hectare, disse que o aumento deverá ser temporário.
"Na safra 2013/14, o TCH ficou na casa de 100 toneladas por hectare, e neste ano deverá cair para 90, ou menos de 90", disse a investidores o porta-voz do grupo São Martinho, Felipe Vicchiato.
"Neste ano o TCH será 10% menor", previu.
"Se não tivéssemos esta longa e seca temporada, provavelmente teríamos um superávit de cana-de-açúcar, e teríamos novamente cana não moída a ser processada na safra seguinte", disse Vicchiato.
No início da semana a São Martinho disse que também estava estocando açúcar, na expectativa de um fim de safra mais cedo no Centro-Sul, que pode impulsionar os preços do adoçante.
Numa projeção um pouco mais otimista, o banco australiano Macquarie afirmou que existe a possibilidade de haver uma "quebra de preços" para cima em relação ao adoçante.
A safra da cana-de-açúcar, que normalmente começa em abril, se estica até novembro ou dezembro, antes do período de chuvas.
As vendas de etanol saltaram 51%, e os ganhos com cogeração dispararam 80%.
O Ebtida da Raízen cresceu 15,8% para R$ 478,3 milhões.
Nos resultados consolidados do grupo, os lucros foram de R$ 104,1 milhões, queda de 93,5% ante os R$ 201,5 milhões registrados um ano atrás. As receitas do grupo subiram 0,9% e chegaram a R$ 2,25 bilhões.
Fonte: Agrimoney.com
Tradução e adpatação Leonardo Siqueira - NovaCana
O grupo Cosan tem adotado a estratégia de estocar o açúcar enquanto os preços da commodity estão baixos. A esperança é que haja uma melhora nas cotações do produto.
A previsão de uma safra menos produtiva é esperada também pelo grupo São Martinho, uma das 20 empresas mais lucrativas do setor sucroalcooleiro. Em uma teleconferência com investidores, a empresa anunciou que espera uma queda de produtividade de 10% em seus canaviais.
Segundo a Cosan, a maior produtora de açúcar e etanol do país, de abril a junho a sua produção de açúcar subiu 13,7% para 1,35 milhões de toneladas.
O número reflete um aumento de 13% nos volumes da cana moída pela Raízen Energia, o braço sucroalcooleiro do grupo, que também registrou uma concentração de açúcares totais recuperáveis (ATR) maior em sua safra, graças à seca do início do ano.
Atraso nas entregas de açúcar
Apesar disso, o volume de açúcar vendido despencou 23%, levando as receitas com o adoçante a uma queda de 23%, alcançando R$ 582,8 milhões."O principal fator que levou a esta redução na receita líquida nas vendas do açúcar foi o atraso nas entregas até o fim da safra 2014/15", disse o grupo Cosan.
No final de junho, os inventários eram de 800 mil toneladas, volume 84% superior ao registrado no ano anterior.
O aumento reflete a expectativa que há entre os produtores de açúcar brasileiros em relação aos preços atuais do adoçante que estariam insustentavelmente baixos com a perspectiva de um fim antecipado da safra. Na quarta-feira os preços do açúcar caíram para baixo de 16 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York (ICE Futures), o menor valor em cinco meses.
Impacto na produtividade
Embora a moagem de cana tenha aumentado no Centro-Sul, que é responsável por 90% da produção do país, os números registrados até então são considerados baixos para um clima seco, que em geral tende a acelerar a colheita e diminuir o rendimento da planta.No segundo trimestre, a produtividade dos canaviais da Cosan foi de 79,5 toneladas por hectare, queda de 8,1%.
Já a concorrente São Martinho, que reportou um aumento na produtividade de seus canaviais no trimestre, para 93,3 toneladas por hectare, disse que o aumento deverá ser temporário.
"Na safra 2013/14, o TCH ficou na casa de 100 toneladas por hectare, e neste ano deverá cair para 90, ou menos de 90", disse a investidores o porta-voz do grupo São Martinho, Felipe Vicchiato.
"Neste ano o TCH será 10% menor", previu.
Término antecipado da safra
Enquanto as usinas do Centro-Sul moem mais e registram uma produtividade menor, analistas sugerem que a oferta de cana acabará mais cedo que o esperado."Se não tivéssemos esta longa e seca temporada, provavelmente teríamos um superávit de cana-de-açúcar, e teríamos novamente cana não moída a ser processada na safra seguinte", disse Vicchiato.
No início da semana a São Martinho disse que também estava estocando açúcar, na expectativa de um fim de safra mais cedo no Centro-Sul, que pode impulsionar os preços do adoçante.
Numa projeção um pouco mais otimista, o banco australiano Macquarie afirmou que existe a possibilidade de haver uma "quebra de preços" para cima em relação ao adoçante.
A safra da cana-de-açúcar, que normalmente começa em abril, se estica até novembro ou dezembro, antes do período de chuvas.
Lucros crescem
Mesmo com uma queda nas vendas do açúcar, o braço sucroalcooleiro do grupo Cosan registrou uma receita 14,1% maior no segundo semestre do ano, de R$ 1,69 bilhões.As vendas de etanol saltaram 51%, e os ganhos com cogeração dispararam 80%.
O Ebtida da Raízen cresceu 15,8% para R$ 478,3 milhões.
Nos resultados consolidados do grupo, os lucros foram de R$ 104,1 milhões, queda de 93,5% ante os R$ 201,5 milhões registrados um ano atrás. As receitas do grupo subiram 0,9% e chegaram a R$ 2,25 bilhões.
Fonte: Agrimoney.com
Tradução e adpatação Leonardo Siqueira - NovaCana