NovaCana

A evolução dos resultados agrícolas, industriais e financeiros da Raízen em 35 gráficos

raizen tanque 150914Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo

NovaCana 7 min de leitura

A falta de cana-de-açúcar motivou a Raízen Energia a encerrar antecipadamente a safra 2017/18 na Unidade Santa Helena e a paralisar por dois anos as usinas Tamoio e Dois Córregos. Os resultados dessas medidas, no entanto, ainda não podem ser sentidos nos resultados da companhia, que recentemente divulgou suas demonstrações operacionais e financeiras referentes ao período de julho a setembro.

Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo.

Na mesma comparação, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22%. No segundo trimestre da safra 2017/18, o indicador foi de R$ 3,839 bilhões, frente a R$ 3,148 bilhões na temporada passada.

Acompanhando o crescimento nos volumes vendidos, o custo operacional da Raízen aumentou 20,7%, chegando a R$ 2,953 bilhões no segundo trimestre da atual safra ante R$ 2,447 bilhões no mesmo período de 2016/17. A boa notícia para a Raízen é que esse crescimento foi inferior ao aumento da receita, proporcionando uma melhora de 26,5% no lucro operacional da companhia. Esse indicador terminou o trimestre em um pouco mais de R$ 886 milhões, ante os R$ 700 milhões registrados em igual período da safra 2016/17.

O NovaCana reuniu uma série de gráficos para a compreensão de mais de 30 indicadores da maior empresa do setor sucroenergético do Brasil e os principais highlights do balanço referente ao 2º trimestre da safra 2017/18.

Confira a seguir comparativos e a evolução dos indicadores desde a safra 2012/13 até a atual:

- Produtividade
- Produção de etanol
- Produção de açúcar
- ATR
- Nível de mecanização
- Estoques de etanol
- Estoques de açúcar
- Diferenças no teor de açúcar ao longo do ano
- Cogeração: energia vendida, receita e preço médio
- Etanol: volume vendido, receita e preço médio
- Açúcar: volume vendido, receita e preço médio
- Receita operacional
- Composição das vendas
- Destino da produção ao longo da safra: mercado externo e interno
- Evolução financeira

A falta de cana-de-açúcar motivou a Raízen Energia a encerrar antecipadamente a safra 2017/18 na Unidade Santa Helena e a paralisar por dois anos as usinas Tamoio e Dois Córregos. Os resultados dessas medidas, no entanto, ainda não podem ser sentidos nos resultados da companhia, que recentemente divulgou suas demonstrações operacionais e financeiras referentes ao período de julho a setembro.

Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo.

Na mesma comparação, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22%. No segundo trimestre da safra 2017/18, o indicador foi de R$ 3,839 bilhões, frente a R$ 3,148 bilhões na temporada anterior.

A companhia justifica a maior geração de receita como consequência do maior volume vendido e de melhores preços médios de açúcar e de energia elétrica. “A aceleração da produção no 2º trimestre da safra 2017/18 gerou uma maior disponibilidade de produto próprio, que, aliada à estratégia comercial do período, possibilitou o aumento nas vendas, com destaque para a performance do açúcar no mercado externo e do etanol no mercado doméstico”, destacou a Raízen.

20171121 evolução financeira

Acompanhando o crescimento nos volumes vendidos, o custo operacional da Raízen aumentou 20,7%, chegando a R$ 2,953 bilhões no segundo trimestre da atual safra ante R$ 2,447 bilhões no mesmo período de 2016/17. A boa notícia para a Raízen é que esse crescimento foi inferior ao aumento da receita, proporcionando uma melhora de 26,5% no lucro operacional da companhia. Esse indicador terminou o trimestre em um pouco mais de R$ 886 milhões, ante os R$ 700 milhões registrados em igual período da safra 2016/17.

20171121 receita operacional líquida

Seguindo a mesma tendência, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do trimestre cresceu 30%, indo para R$ 1,033 bilhão. O Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais – sem levar em conta os efeitos financeiros de impostos.

Já o índice de alavancagem financeira da companhia no período findo em setembro de 2017 era de 46%. Quando iniciou a safra, o indicador da companhia era de 39%. O índice corresponde à relação entre o capital total da empresa e o capital de terceiros, formado principalmente pelas dívidas com empréstimos e financiamentos. Uma maior alavancagem representa maiores riscos para os investidores, mas também maiores taxas de retorno, pois o resultado fica sensível a qualquer variação na receita bruta.

20171121 resumo financeiro

Indicadores de venda

A Raízen Energia vendeu no 2º trimestre da safra 2017/18 1,371 milhão de toneladas de açúcar. O volume é 16,7% maior do que o comercializado no mesmo período do ciclo anterior (1,175 milhão de toneladas). De acordo com números calculados pelo NovaCana, no mesmo período o preço médio do açúcar caiu 2,4%, saindo de R$ 1.228 para R$ 1.198 por tonelada.

Mesmo com um preço um pouco menor, o maior volume de açúcar comercializado se refletiu em um aumento de quase 14% na receita obtida com o adoçante. As vendas totalizaram, no segundo trimestre de 2017/18, R$ 1,643 bilhão, frente a R$ 1,443 bilhão no terceiro trimestre 2016/17.

20171121 resumo vendas de açúcar

Por sua vez, o montante vendido de etanol no trimestre também cresceu. Com uma venda de um pouco mais de 1 bilhão litros no segundo trimestre da safra 2017/18, o volume representa um aumento de mais de 27% na quantidade vendida em relação ao mesmo período da temporada passada, quando foram comercializados 847 milhões de litros.

Houve ainda um leve recuo nos preços do biocombustível, de 3% O valor médio praticado no 2º trimestre da safra foi de R$ 1.604/m³ (contra R$1.653/m³ na safra anterior). Mas, com o aumento dos volumes vendidos, a receita também evoluiu e passou de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,728 bilhão no trimestre (crescimento de 23%).

20171121 resumo vendas de etanol

A receita líquida obtida através da venda de energia produzida por cogeração alcançou R$ 365 milhões no trimestre – um crescimento de 77% em relação à safra passada. O resultado é explicado pelo aumento de 28% no volume vendido, dada a maior disponibilidade de bagaço e preços médios melhores. A valorização dos preços chegou a 38% (R$ 261/MWh frente a R$ 190/MWh na safra passada).

r20171121 resumo vendas energia

20171121 vendas mercado interno e externo

Indicadores agrícolas e industriais

20171121 evolução indicadores agricolas

A Raízen Energia informou que, ajudada pelo clima mais seco ao longo do trimestre, em linha com o mercado, o processamento de cana no trimestre foi mais alto. A moagem totalizou 28,3 milhões de toneladas moídas entre julho e setembro, um crescimento de 10%.

20171121 moagem cana

O índice de produtividade do canavial, medido pela combinação dos índices de ATR (Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana moída, em quilos) e TCH (Toneladas de Cana colhida por Hectare), atingiu 10,3 kg de ATR/hectare (-3%), comparado a 10,6 kg/ha no 2º trimestre de 2016/17, efeito da menor concentração de chuvas no período.

O mix de produção da Raízen reflete a constante análise de rentabilidade por produto e, neste trimestre, atingiu 57% de açúcar (versus 59% no mesmo período da safra passada).

20171121 produtividade agricola

20171121 teor de açucares

20171121 evolução nivel de mecanizaçao

20171121 evolução prod industrial

20171121 produção de açucar

20171121 produção etanol

20171121 mix de produção

Estoques

20171121 estoques de açúcar

20171121 estoques etanol

Marina Gallucci – NovaCana

Compartilhar: