Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo
A falta de cana-de-açúcar motivou a Raízen Energia a encerrar antecipadamente a safra 2017/18 na Unidade Santa Helena e a paralisar por dois anos as usinas Tamoio e Dois Córregos. Os resultados dessas medidas, no entanto, ainda não podem ser sentidos nos resultados da companhia, que recentemente divulgou suas demonstrações operacionais e financeiras referentes ao período de julho a setembro.
Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo.
Na mesma comparação, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22%. No segundo trimestre da safra 2017/18, o indicador foi de R$ 3,839 bilhões, frente a R$ 3,148 bilhões na temporada passada.
Acompanhando o crescimento nos volumes vendidos, o custo operacional da Raízen aumentou 20,7%, chegando a R$ 2,953 bilhões no segundo trimestre da atual safra ante R$ 2,447 bilhões no mesmo período de 2016/17. A boa notícia para a Raízen é que esse crescimento foi inferior ao aumento da receita, proporcionando uma melhora de 26,5% no lucro operacional da companhia. Esse indicador terminou o trimestre em um pouco mais de R$ 886 milhões, ante os R$ 700 milhões registrados em igual período da safra 2016/17.
O NovaCana reuniu uma série de gráficos para a compreensão de mais de 30 indicadores da maior empresa do setor sucroenergético do Brasil e os principais highlights do balanço referente ao 2º trimestre da safra 2017/18.
Confira a seguir comparativos e a evolução dos indicadores desde a safra 2012/13 até a atual:
- Produtividade
- Produção de etanol
- Produção de açúcar
- ATR
- Nível de mecanização
- Estoques de etanol
- Estoques de açúcar
- Diferenças no teor de açúcar ao longo do ano
- Cogeração: energia vendida, receita e preço médio
- Etanol: volume vendido, receita e preço médio
- Açúcar: volume vendido, receita e preço médio
- Receita operacional
- Composição das vendas
- Destino da produção ao longo da safra: mercado externo e interno
- Evolução financeira
A falta de cana-de-açúcar motivou a Raízen Energia a encerrar antecipadamente a safra 2017/18 na Unidade Santa Helena e a paralisar por dois anos as usinas Tamoio e Dois Córregos. Os resultados dessas medidas, no entanto, ainda não podem ser sentidos nos resultados da companhia, que recentemente divulgou suas demonstrações operacionais e financeiras referentes ao período de julho a setembro.
Entre os destaques está o aumento de 29% no lucro líquido da empresa. O indicador foi de R$ 302,5 milhões no segundo trimestre da safra passada para R$ 390,8 milhões no atual ciclo.
Na mesma comparação, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22%. No segundo trimestre da safra 2017/18, o indicador foi de R$ 3,839 bilhões, frente a R$ 3,148 bilhões na temporada anterior.
A companhia justifica a maior geração de receita como consequência do maior volume vendido e de melhores preços médios de açúcar e de energia elétrica. “A aceleração da produção no 2º trimestre da safra 2017/18 gerou uma maior disponibilidade de produto próprio, que, aliada à estratégia comercial do período, possibilitou o aumento nas vendas, com destaque para a performance do açúcar no mercado externo e do etanol no mercado doméstico”, destacou a Raízen.

Acompanhando o crescimento nos volumes vendidos, o custo operacional da Raízen aumentou 20,7%, chegando a R$ 2,953 bilhões no segundo trimestre da atual safra ante R$ 2,447 bilhões no mesmo período de 2016/17. A boa notícia para a Raízen é que esse crescimento foi inferior ao aumento da receita, proporcionando uma melhora de 26,5% no lucro operacional da companhia. Esse indicador terminou o trimestre em um pouco mais de R$ 886 milhões, ante os R$ 700 milhões registrados em igual período da safra 2016/17.

Seguindo a mesma tendência, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do trimestre cresceu 30%, indo para R$ 1,033 bilhão. O Ebitda representa a geração operacional de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais – sem levar em conta os efeitos financeiros de impostos.
Já o índice de alavancagem financeira da companhia no período findo em setembro de 2017 era de 46%. Quando iniciou a safra, o indicador da companhia era de 39%. O índice corresponde à relação entre o capital total da empresa e o capital de terceiros, formado principalmente pelas dívidas com empréstimos e financiamentos. Uma maior alavancagem representa maiores riscos para os investidores, mas também maiores taxas de retorno, pois o resultado fica sensível a qualquer variação na receita bruta.

Indicadores de venda
A Raízen Energia vendeu no 2º trimestre da safra 2017/18 1,371 milhão de toneladas de açúcar. O volume é 16,7% maior do que o comercializado no mesmo período do ciclo anterior (1,175 milhão de toneladas). De acordo com números calculados pelo NovaCana, no mesmo período o preço médio do açúcar caiu 2,4%, saindo de R$ 1.228 para R$ 1.198 por tonelada.
Mesmo com um preço um pouco menor, o maior volume de açúcar comercializado se refletiu em um aumento de quase 14% na receita obtida com o adoçante. As vendas totalizaram, no segundo trimestre de 2017/18, R$ 1,643 bilhão, frente a R$ 1,443 bilhão no terceiro trimestre 2016/17.

Por sua vez, o montante vendido de etanol no trimestre também cresceu. Com uma venda de um pouco mais de 1 bilhão litros no segundo trimestre da safra 2017/18, o volume representa um aumento de mais de 27% na quantidade vendida em relação ao mesmo período da temporada passada, quando foram comercializados 847 milhões de litros.
Houve ainda um leve recuo nos preços do biocombustível, de 3% O valor médio praticado no 2º trimestre da safra foi de R$ 1.604/m³ (contra R$1.653/m³ na safra anterior). Mas, com o aumento dos volumes vendidos, a receita também evoluiu e passou de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,728 bilhão no trimestre (crescimento de 23%).

A receita líquida obtida através da venda de energia produzida por cogeração alcançou R$ 365 milhões no trimestre – um crescimento de 77% em relação à safra passada. O resultado é explicado pelo aumento de 28% no volume vendido, dada a maior disponibilidade de bagaço e preços médios melhores. A valorização dos preços chegou a 38% (R$ 261/MWh frente a R$ 190/MWh na safra passada).


Indicadores agrícolas e industriais

A Raízen Energia informou que, ajudada pelo clima mais seco ao longo do trimestre, em linha com o mercado, o processamento de cana no trimestre foi mais alto. A moagem totalizou 28,3 milhões de toneladas moídas entre julho e setembro, um crescimento de 10%.

O índice de produtividade do canavial, medido pela combinação dos índices de ATR (Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana moída, em quilos) e TCH (Toneladas de Cana colhida por Hectare), atingiu 10,3 kg de ATR/hectare (-3%), comparado a 10,6 kg/ha no 2º trimestre de 2016/17, efeito da menor concentração de chuvas no período.
O mix de produção da Raízen reflete a constante análise de rentabilidade por produto e, neste trimestre, atingiu 57% de açúcar (versus 59% no mesmo período da safra passada).







Estoques


Marina Gallucci – NovaCana