Essa é a posição em que se encontra o vice-presidente de novos negócios da GranBio, Alan Hiltner. O economista sempre esteve ligado a projetos inovadores, já atuou em outras companhias na área de pesquisa e desenvolvimento e foi líder de uma incubadora de novos negócios.
Hoje, Hiltner acompanha de perto o desenvolvimento do projeto de etanol celulósico da GranBio e, apesar das dificuldades que a companhia vem enfrentando com essa empreitada, está otimista. “A empresa mantém confiança de que reverterá essa situação”, afirma.
Esse posicionamento deve ficar claro na participação do executivo no evento NovaCana Ethanol Conference, que acontece nos dias 27 e 28 de junho. Além de falar sobre a evolução da indústria 2G, o vice-presidente revela os desafios tecnológicos enfrentados e as perspectivas para o futuro, incluindo preços, políticas públicas e a própria evolução tecnológica.
Por: Alan Hiltner
Data: 28 de junho às 14h10
Local: Hotel Tivoli - Mofarrej
Com novos prazos para a fábrica de etanol celulósico funcionar em plena capacidade, o principal desafio a ser vencido pela equipe da Granbio no momento é o do pré-tratamento - fase em que ocorre a quebra da celulose em açúcares e outros materiais, como sobras de minerais e lignina.
Foi essa etapa inicial que levou à paralisação temporária da usina de etanol celulósico da companhia e é nela que investimentos em melhorias de mecânica e de processos estão sendo realizados. Só em 2015 foram injetados mais R$ 505 milhões em aportes diretos e indiretos na Bioflex, GranBio e GranInvestimentos, a holding da família Gradin.
A empresa também concentra energia para melhorar a tecnologia de pré-tratamento, que leva o nome comercial de Proesa, fornecida pela italiana Mossi Ghisolfi, proprietária da primeira planta 2G do mundo, da Beta Renewables. Enquanto negocia com a fornecedora para aprimorar essa etapa e o funcionamento de alguns equipamentos-chave, em paralelo, a Granbio desenvolve o aperfeiçoamento do processo de forma independente, pela própria empresa de tecnologia, a American Process Inc. (API).
São os resultados desses investimentos que mantêm na mira da companhia o propósito de alcançar um custo de produção 20% abaixo do etanol convencional de cana. Além disso, sustentam a ambição de já no próximo ano fazer com que a Bioflex tenha condições de atingir o mesmo preço da primeira geração.
Para saber mais sobre os custos de produção do E2G e os preços mínimos de venda de cada empresa envolvida com o etanol celulósico em larga escala, acesse a reportagem: Custo de produção estimado do etanol celulósico nas 6 maiores usinas do mundo.
A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.
novaCana.com