Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 12 a 18 de janeiro:

Preço médio da gasolina subiu 0,61% e o do etanol, 1,76%
Com isso, na média nacional, o renovável correspondeu a 70,7% do valor de comercialização do fóssil e deixou de ser considerado competitivo
Em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso, o consumo de etanol ainda é economicamente vantajoso para os motoristas
O preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, diminuiu em três e não foi registrado no Amapá
O preço do biocombustível segue subindo nas usinas de São Paulo e Mato Grosso, caindo em Goiás
Pela primeira vez desde abril de 2018, o preço médio do etanol nas bombas dos postos do país deixou de compensar financeiramente perante a gasolina.
O cálculo, que considera o rendimento dos combustíveis nos motores dos carros – valor variável de acordo com o veículo –, determina que o abastecimento com o renovável é economicamente vantajoso para o motorista desde que seu valor corresponda a, no máximo, 70% do preço do seu concorrente fóssil – o que não é mais o caso na média nacional.
De acordo com os dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), entre 12 e 18 de janeiro, o preço do etanol correspondeu a 70,7% do da gasolina, passando do limite tido como favorável.
A variação de 1,14% no indicador entre as duas últimas semanas é resultado do maior aumento para o renovável do que para o fóssil. Enquanto o etanol passou de R$ 3,185 por litro para R$ 3,241/l, um crescimento de 1,76%, a gasolina subiu apenas 0,61%, de R$ 4,558/l para R$ 4,586/l.

Conforme dados da ANP, na semana de 12 a 18 de janeiro, o preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, diminuiu apenas no Amazonas, Paraíba e Roraima, e não foi registrado no Amapá. Já a gasolina diminuiu em oito estados.
Desta forma, o biocombustível permanece competitivo apenas em Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo.

Em São Paulo, mesmo sendo o estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível está no limite da competitividade, com 69,4%. Isso se deve ao aumento de 2,23% no seu valor, chegando a R$ 3,073/l – o menor valor do país –, enquanto a gasolina subiu menos, 1,77%.
Já Mato Grosso apresentou o maior aumento para o etanol na semana, 4,46%, chegando a R$ 3,118/l e deixando de ser o único estado abaixo dos R$ 3,00/l. Como a gasolina subiu 0,68%, a relação entre eles chegou a 65,4%, mantendo o biocombustível como o mais competitivo do país.
Em Minas Gerais, o etanol subiu 0,86% e a gasolina, 0,23%. Com o maior aumento para o renovável, a relação entre os preços foi para 68,4%, ainda favorável ao etanol.
Goiás, por sua vez, registrou o aumento de 0,27% para o biocombustível, que ficou em R$ 3,339/l, e de 0,3% para o fóssil. Assim, a relação entre eles se manteve em 70,2%, desfavorável para o etanol.
No Paraná, o etanol teve um aumento de 1,16% e a gasolina, de 0,44%. A relação entre os valores, que chegou a 74,1%, segue acima do limite considerado favorável para o biocombustível.
O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro é Mato Grosso do Sul, com índice de 83,7% – ainda que sem etanol competitivo, o estado registrou um índice um pouco menor ante a semana anterior.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.
As usinas de Mato Grosso e São Paulo seguem apresentando aumentos no valor de comercialização do etanol, porém Goiás apresentou a queda de 3,02% na última semana.
O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em São Paulo aumentou 0,04% no mesmo comparativo. Em Mato Grosso, por sua vez, a ampliação na cotação do etanol hidratado foi de 0,6% em relação à última análise.
Rafaella Coury – novaCana.com